domingo, 22 de março de 2020

O MILÊNIO

Resumo de estudo acerca do “Milênio de Apocalipse 20.1-6”

Rev. Júlio César Pinto – Maracanã – PA 22 de março de 2020.

          Apocalipse 20:1-6 1 Então, vi descer do céu um anjo; tinha na mão a chave do abismo e uma grande corrente. 2 Ele segurou o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos; 3 lançou-o no abismo, fechou-o e pôs selo sobre ele, para que não mais enganasse as nações até se completarem os mil anos. Depois disto, é necessário que ele seja solto pouco tempo.
4 Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar. Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos. 5 Os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos. Esta é a primeira ressurreição. 6 Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos.

O texto é dividido em duas partes bem distintas.

1. A prisão de Satanás
2. O reinado dos santos.

       Apocalipse é um livro requintado em sua escrita. É um livro de literatura profética e, como tal, faz uso de vários recursos literários, principalmente da poesia e figuras de linguagem.  O uso desses recursos possui uma perspectiva, um propósito. A igreja estava sendo perseguida; os santos estavam sendo mortos; o próprio autor, mesmo já de avançada idade, estava exilado em uma ilha prisional. Com a liberdade cerceada e sendo o conteúdo do livro não apenas escatológico, era necessário cuidado ao enviar correspondências para fora da ilha sob a possibilidade de ser acusado de tentativa de rebelião, desrespeito ao imperador, ou coisas do gênero. O uso desse tipo de linguagem se fez necessária.
        João, ao iniciar sua carta, escreve sobre a primeira visão que ele teve de Cristo Glorificado e de sua primeira mensagem a ser escrita. E tal conteúdo não é apenas acerca de coisas com respeito ao futuro de João, mas também com respeito ao seu presente e passado. Cristo assim afirma: “Escreve, pois, as coisas que viste, e as que são, e as que hão de acontecer depois destas.” Apocalipse 1:19.
Para um bom entendimento de qualquer texto, uma exposição simples e natural é preferível. O contexto próximo e contexto da carta também são necessários, assim como o contexto geral da bíblia se torna necessário para boa elucidação. Textos mais claros acerca do tema, também devem trazer luz à questão: Afinal, o Milênio, quando se dará?

A prisão de Satanás

        O contexto de 20.1-3 volta a mencionar Satanás nos versículos 7-10. Fala de sua soltura e de sua ação maléfica entre as nações após o reinado milenar dos santos e, logo em seguida, sua derrota com a chegada do Juízo Final. Tal correspondência não nos ajuda muito a esclarecer a relação intrínseca da prisão de satanás com o reinado dos santos a fim de dirimir a questão inicial.
       Outros textos de Apocalipse, como o contexto de 12.7-17,  nos direciona, não à prisão de satanás, mas com respeito à sua queda, expulsão da presença de Deus e sua furiosa perseguição à igreja, os descendentes da mulher que estava para dar a luz. No início do livro, Satanás também é mencionado como aquele que tem um trono na terra entre os capítulos 2 e 3. O contexto bíblico, como um todo, põe fim à questão de quando se dará a prisão de Satanás, uma vez que nem o contexto próximo, ou do próprio livro de Apocalipse, nos ajuda muito nesse sentido.
      Jesus, durante seu ministério, infringe uma derrota escatológica sobre Satanás. Uma derrota que está na tensão entre o “já e ainda não”. Sua vinda ao mundo, sua encarnação, era o temor mais intenso de Satanás, só não é maior que seu temor do dia do Juízo. A tentação de Cristo foi o ponto de derrota de Satanás. No Éden, na tentação, Satanás teve uma vitória temporal, no deserto foi uma derrota sem igual.
No Éden o pecado entrou efetivamente na raça humana e por meio dele a morte, no deserto a vitória sobre o pecado é algo real e na ressurreição de Cristo a vitória definitiva sobre a morte a ser repassada aos seus.
Não foi Satanás que promoveu a perseguição a Cristo a fim de levá-lo à cruz. Foi o próprio Deus quem, em sua providência, levou Cristo à cruz. (Is 53.10; Mc 14.36; At 2.23; I Pe 1.18-20). Sendo a cruz vontade de Deus, essa não pode significar a mordida no calcanhar do “Descendente da mulher”. Desta forma, em Gênesis 3.15 a mordida no calcanhar dita por Deus à Satanás (serpente) que ele daria no descendente da mulher (Cristo) não era uma referência à cruz, mas à tentação; essa foi uma ação direta de Satanás, não foi a cruz.
      Cristo, no deserto, mostra o ápice da tentativa de satanás em fazer com que Seu ministério sucumbisse. Tentou matá-lO na infância, tentou matá-Lo em diversos outros momentos, tudo para que a cruz não se tornasse uma realidade; mas ali, no deserto, a tentativa foi de fazer com que o próprio Deus encarnado adorasse a criatura, o sumo da arrogância: ...tudo isso te darei, se prostrado me adorares....
No entanto, outros sinais são dados durante o ministério terreno de Cristo, que apontam diretamente para efetivação da prisão de Satanás. Gênesis sua vitória, o deserto sua derrota, mas e sua prisão?  Para se determinar realidades espirituais, não podemos incorrer no erro de ter que, necessariamente achar um texto, ou acontecimento específico que aponte tal coisa. Pode até ser, mas não é necessário um único evento ou texto, pode ser um conjunto.
Quando um endemoniado mudo e cego se vê livre de satanás, os fariseus afirmam que Jesus expulsava os demônios por Belzebu, o maioral deles. Em sua resposta, Jesus, além de calar os fariseus, mostra como era possível Ele expulsar demônios, e ainda nos deixou uma parábola acerca da vivência de Satanás na terra que nos será útil daqui a pouco.
     No contexto de Apocalipse 12 que mencionamos anteriormente, podemos ver que Satanás foi expulso para terra, “...foi atirado para terra, e com ele os seus anjos...”. Em Jó, Satanás ao se apresentar diante de Deus, ele afirma: “...vim de rodear a terra, e de passear por ela...” (1.7). Em I Pe 5.8, vemos novamente Satanás rondando pela terra, ...como leão....
    Ao contrário do que a maioria do povo evangélico imagina, o inferno não é casa de Satanás, não é reino de satanás. Vimos em Apocalipse que ele possui um trono e esse trono é um domínio espiritual, pois este está em uma Sinagoga, lugar onde deveria estar sendo ensinadas as coisas divinas, não as diabólicas.
     A passagem do endemoniado geraseno é interessante para firmar essa questão. Os demônios, ao verem Jesus, gritam desesperados: “E eis que gritaram: Que temos nós contigo, ó Filho de Deus! Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo?” Mateus 8:29. O local de tormento dos demônios é o próprio inferno. (Mc 5.10, Lc 8.31). Na passagem de Lucas, os demônios imploram para não serem lançados no “abismo”. Assim, Jesus permitiu que eles entrassem na manada de porcos, uma vez que não era tempo de eles serem lançados no abismo, no inferno. Desta maneira, a casa de Satanás e seus anjos é a própria terra. Aqui é onde aguardam sua condenação final, o tempo em que serão jogados pela eternidade no abismo.
      Voltando então na parábola que Jesus conta ao expulsar o demônio do surdo e mudo e de ter sido criticado pelos fariseus, Ele assim demonstra uma realidade espiritual. “Ou como pode alguém entrar na casa do valente e roubar-lhe os bens sem primeiro amarrá-lo? E, então, lhe saqueará a casa” Mateus 12:29. O valente é o próprio Satanás que foi amarrado e teve seus bens saqueados, seu domínio estava sendo invadido, sua casa estava sendo tomada.
     O texto de Judas 6 nos ajuda a firmar essa ideia. “...e a anjos, os que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio, ele tem guardado sob trevas, em algemas eternas, para o juízo do grande Dia;” Judas 1:6. Que Satanás e seus anjos estão em prisão, estão, o texto é claro.
    A prisão de Satanás mencionada em Apocalipse não é algo futuro, mas presente. Desde que Cristo venceu Satanás na tentação, seu poder, que já tinha limites, se tornou ainda mais limitado. Isso não significa dizer que Satanás não atua na humanidade, isso seria contradizer a própria Bíblia; mas isso significa dizer que sua atuação se tornou mais limitada do que antes. Ele é como um cão preso a uma corrente que pode morder apenas aqueles que estão dentro do seu raio de ação. Ainda há outro motivo que atesta ainda mais a prisão de Satanás e que será nosso próximo ponto: o Reinado dos Santos.

O Reinado dos Santos.

Apocalipse 20:4-6 4 Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar. Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos. 5 Os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos. Esta é a primeira ressurreição. 6 Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos.
      A fantasia milenar dos judeus era exatamente a de que, quando o Messias viesse, ele estabelecesse seu reino físico, visível na terra. De certo modo, isso será assim, mas não em um período de águas mansas que antecederão o Juízo Final, será assim no paraíso, após o Juízo Final, “...a Nova Jerusalém, descendo do céu, ataviada como noiva...”, a Igreja salva e redimida.  Jesus afirmou claramente: “Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que não fosse eu entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui” João 18:36.
      De outra sorte, Jesus disse que seu reino já era presente. Na própria passagem que vimos da expulsão dos demônios do cego e mudo, Jesus diz: “Se, porém, eu expulso demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós” Mateus 12:28. E, de fato, Jesus expulsava os demônios pelo Espírito de Deus de forma que o Reino de Deus já era chegado naqueles dias. Jesus coloca uma justaposição entre a efetivação do reino de Deus com a presença do Espírito. Ali já estava presente, mas precisava ser dado à igreja: Pentecostes foi o momento final de efetivação.
      Tal ponto é demonstrado no texto de Apocalipse o momento em que Satanás é aprisionado para que “não mais enganasse as nações”. Desde Babel, Deus se revelou apenas por meio do povo hebreu e pela língua da qual eles faziam uso. Mas Pentecoste foi o reverso de Babel: ali a surpresa dos que ouviam os discípulos falarem em suas línguas demonstra a realidade de que Satanás estava preso, e sua ação limitada pelo poder do Espírito:
“Quando, pois, se fez ouvir aquela voz, afluiu a multidão, que se possuiu de perplexidade, porquanto cada um os ouvia falar na sua própria língua. 7 Estavam, pois, atônitos e se admiravam, dizendo: Vede! Não são, porventura, galileus todos esses que aí estão falando? 8 E como os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna? 9 Somos partos, medos, elamitas e os naturais da Mesopotâmia, Judeia, Capadócia, Ponto e Ásia, 10 da Frígia, da Panfília, do Egito e das regiões da Líbia, nas imediações de Cirene, e romanos que aqui residem, 11 tanto judeus como prosélitos, cretenses e arábios. Como os ouvimos falar em nossas próprias línguas as grandezas de Deus? Atos 2:6-11
     Em Pentecoste, Deus cumpre sua promessa a Abrão: “Em ti serão benditas todas as nações da terra”. Satanás deixou de exercer poder tão influente como antes, está em prisão domiciliar e o Senhor Jesus Reina!
      Paulo, ao escrever à igreja em Corinto, menciona acerca do reinado de Cristo, aquele mesmo mencionado em Apocalipse 20.4. Não existem dois períodos distintos de reinado de Cristo mencionado na Escritura, nas palavras de Paulo o reinado de Cristo é presente:  “Porque convém que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos pés. O último inimigo a ser destruído é a morte...”1 Coríntios 15:25-26. Aqui a vitória está completa, faltando apenas uma coisa: a consumação da derrota da morte, que foi a ação efetiva de satanás na humanidade realizada no Éden. 
       Satanás foi derrotado no deserto, está acorrentado na sua própria casa, atua do trono de sua sinagoga até os limites de suas algemas eternas, aguarda sua condenação, mas a ressurreição da humanidade é a cartada final, é justamente nesse contexto da exposição de Paulo acerca da doutrina da ressurreição que esse versículo se encontra.
      O texto dessa seção menciona que aqueles que reinam com Cristo são aqueles que tomam parte na “primeira ressurreição”. O primeiro erro que se pode cometer em qualquer tentativa de exposição bíblica é o de deduzir, querer chegar a conclusões rapidamente ao se ler. E o erro comum que se comete ao ler essa expressão é interpretar que se há uma primeira ressurreição, haverá também uma segunda e se uma se trata de uma ressurreição física, a outra também. A chave está no próprio contexto de Apocalipse.
6 "Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos". Veja, aqui, que o resultado final para o que tem parte na primeira ressurreição é que a segunda morte não terá autoridade sobre ele. Se definirmos o que vem a ser a segunda morte, será o caminho para determinarmos o que vem a ser essa primeira ressurreição.
“Então, a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo. E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo.” Apocalipse 20:14-15. A derrota final da morte bem como a condenação final do ímpio e o lançar deles no lago de fogo é o que define sendo a “segunda morte”. De forma límpida, a segunda morte a que se refere o texto é a morte eterna, a condenação ao lago de fogo e isso será após o Juízo Final, a menção do Livro da Vida é taxativa para esse ponto.
Sendo assim, a primeira ressurreição é o que efetivamente livrará o homem de ser condenado ao inferno pela eternidade. Mas isso é uma ressurreição física? A principio, por definição, ressurreição é um evento onde um morto passa a viver. Mas quem afirmou que essa morte, ressurreição e vida na Escritura sempre se referem a uma morte, ressurreição e vida físicas? No caso de Lázaro, isso é evidente, no de Cristo é imprescindível; mas e quanto ao que de fato justifica alguém não ser lançado no inferno, a conversão? “Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, 5 e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, -- pela graça sois salvos, 6 e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus;” Efésios 2:4-6.
Paulo chama aqui a conversão de ressurreição. Sermos retirados do reino de mortos espirituais e sermos levados ao reino de Cristo, um reino de vivos espirituais, é a primeira ressurreição. Quem é convertido verdadeiramente, ou seja: quem toma parte na primeira ressurreição, sobre eles a segunda morte (condenação eterna) “não tem autoridade.”
    Como afirmou Paulo que Cristo está reinando até que a morte (física) seja destruída, e aqui ele fala desses lugares celestiais onde os ressurretos de alma se assentam, é justamente deles que se diz: “Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar”  eles reinam com Cristo nos lugares Celestiais. A “autoridade de julgar” é dada a todo aquele que nasceu de novo. Sobre o julgar ou não julgar, veja um breve estudo colocado aqui no blog: “Julgar ou não Julgar, eis a questão”.
     Mas e a referência aos mil anos? Como dissemos anteriormente, todo o livro de Apocalipse é recheado de poesia e figuras de linguagem.  O salmista faz referência a essa premissa divina com respeito ao tempo: “Pois mil anos, aos teus olhos, são como o dia de ontem que se foi e como a vigília da noite.” Salmos 90:4. E Pedro toma essa mesma ideia para falar acerca do tempo para o retorno de Cristo: “Há, todavia, uma coisa, amados, que não deveis esquecer: que, para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos, como um dia.” 2 Pedro 3:8. Os mil anos é um número simbólico onde os cristãos reinam e julgam juntamente com Cristo, no qual Satanás tem sua ação limitada pelo poder do Espírito Santo e por sua derrota no deserto.

Conclusão.
      Daniel, ao mencionar o Juízo Final em sua profecia,  menciona o evento da ressurreição como antecedente a ele. “Nesse tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo, e haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro. 2 Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno.” Daniel 12:1-2.
     Nesse texto supramencionado de Daniel, o evento da ressurreição é único, assim como o exposto no estudo, onde haverão duas ressurreições: uma onde apenas o povo de Deus participará, da qual Paulo fala que é a conversão, a ressurreição espiritual, o nascer de novo dito à Nicodemus; e a outra a ressurreição de corpos, onde Daniel afirma que será tanto dos filhos de Deus, quanto dos que serão condenados. Esse é o momento final da vitória de Cristo, quando a morte será eliminada de uma vez por todas da humanidade, e Satanás derrotado para sempre.
    Veja que, muitas seitas acreditam que Deus não punirá ninguém pela eternidade. Isso beira à heresia, uma vez que lança dúvidas sobre o papel de Cristo sobre sua vitória dita por Paulo, de que “o último inimigo a ser destruído é a morte”. Se, qualquer pessoa que seja, tiver sua existência eliminada, seja agora, seja no vindouro mundo, essa vitória de Cristo se tornará comprometida e a profecia deixa de se cumprir.
  • Satanás está preso: um cão furioso pronto a atacar quem se aproximar dos limites de suas correntes.
  • Duas ressurreições: uma espiritual, uma carnal. O cristão participa das duas (para a vida eterna), mas o ímpio somente da segunda, a carnal (para a condenação eterna).
  • Cristo Reina com os santos; por meio da Igreja, Cristo exerce seu domínio confrontando os ímpios, moderando o mal no mundo.


quinta-feira, 19 de março de 2020

SÉRIE JARGÕES HERÉTICOS - "O MELHOR DE DEUS AINDA ESTÁ POR VIR"


SÉRIE JARGÕES HERÉTICOS

"O MELHOR DE DEUS AINDA ESTÁ POR VIR"

 

O melhor de Deus ainda está por vir

 

“Alegrai-vos, filhos de Sião
Regozijai-vos no Senhor
Porque Ele vos dará
Em justa medida
A chuva, a chuva
A chuva, a chuva

As eiras se encherão de trigo
E os lagares transbordarão
De óleo e vinho”

 

                O refrão da música chama ao ouvinte a criar determinada expectativa em torno da necessidade pessoal, familiar de puro materialismo. Enche o coração de desejo a esperar e buscar por uma prosperidade. É também nesse aspecto que Karl Marx, o teórico do comunismo, acusou a religião de ser o “ópio do povo” e é exatamente nesse mesmo currículo que se encaixa a Teologia da Prosperidade. Para Marx, se o povo ignorante busca suprir suas necessidades em Deus, o que, de certa forma, não está errado, é uma questão de foco; se o Estado suprir tais necessidades a religião se faz desnecessária e precisa, segundo ele, principalmente o cristianismo, ser a primeira coisa a se eliminar quando se quiser impor o comunismo em algum país.

                Mas o foco aqui não é o comunismo, mas o materialismo evangelical, em outras palavras: a prosperidade cobiçada. O convite da música é atraente e desperta a cobiça, é um convite à quebra do Décimo Mandamento. O padrão de comparação que o crente tem para querer tais coisas é justamente comparando a sua vida que não tem, com a vida daquele que tem. E a profetada vem em seguida: “O melhor de Deus ainda está por vir”. Como se Deus já não tivesse nos enviado o melhor que Ele tinha para a vida dos verdadeiramente seus: Jesus Cristo.

                Cristo é a suprema revelação de Deus para a humanidade: Hebreus 1:1-2 ​1 Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, 2 nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo. Algo que não tem preço, é inigualável, na música é reduzido a nada, nem mesmo mencionado dentre as possíveis coisas “melhores” que estão por vir da parte de Deus. Na música são citadas apenas coisas materiais, temporais.  

                Da mesma forma que Cristo foi o melhor que já veio, Ele mesmo também é o melhor de Deus que está por vir. Seu retorno glorioso é o que de fato todo e qualquer cristão deve aguardar com ansiedade, e não as coisas materiais que são adjacentes na vida; mas na música são postas como as principais coisas a serem buscadas das mãos de Deus pelos seus “filhos”, HERESIA! Paulo adverte aos colossenses: Colossenses 3:1-4 ​1 Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. 2 Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; 3 porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus. 4 Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória. As benesses materiais são passageiras, precisamos delas temporariamente, mas a letra da música as coloca como sendo o “melhor de Deus”.

                As necessidades podem surgir para todos, inclusive para os cristãos. Eles não estão dispensados daquilo que Cristo ensinou, e foi para os crentes que Ele afirmou : “No mundo tereis aflições”.  E, mesmo assim, nosso foco não pode ser mudado; não podemos tirar os olhos do foco, que deve ser Cristo, e começar a contemplar as ondas bravias da vida que tentam nos afogar. Ao perdermos esse contato objetivo com Cristo, nos voltamos para os problemas como se a solução deles fosse o primordial a ser buscado. Entenda: o Problema primordial de nossas vidas que precisa ser resolvido se chama PECADO, não se trata de comida, bebida, vestimenta. Lucas 12:31 31 Buscai, antes de tudo, o seu reino, e estas coisas vos serão acrescentadas.

O melhor de Deus já veio, está vivo e voltará: ORA VEM SENHOR JESUS.

               

 

 

Rev. Júlio Pinto

 

 

 

domingo, 15 de março de 2020

SÉRIE JARGÕES HERÉTICOS - O LOUVOR LIBERTA


Série Jargões heréticos

Iniciamos essa série com o texto acerca do jargão evangélico JESUS TE AMA, postado em primeiro lugar em um grupo de Whatsapp na data de 13 de março de 2020, e que postei aqui no blog na mesma data de hoje, juntamente com o segundo texto que se segue.  

“O LOUVOR LIBERTA!”

A heresia é uma doutrina criada a partir de textos bíblicos mal entendidos, ou mesmo criada a partir de uma ideia subjetiva de realidade espiritual desprovida inteiramente de qualquer base que a fundamente. E que, tais doutrinas pervertem as doutrinas da graça tirando o foco real do evangelho, para algo que não produz salvação. O jargão LOUVOR LIBERTA entra como sendo uma destas heresias.
Paulo e Silas estando na prisão, entoavam louvores. E Lucas registra o fato em Atos 16:25-26 25 Por volta da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de prisão escutavam. 26 De repente, sobreveio tamanho terremoto, que sacudiu os alicerces da prisão; abriram-se todas as portas, e soltaram-se as cadeias de todos. Lendo o texto rapidamente, já soltam logo a quinquilharia: O LOUVOR LIBERTA.
Uma pergunta necessária e imediata deve ser feita: O louvor liberta de que? Uma segunda pergunta sobrevém: O louvor contém poder? A terceira pergunta surge naturalmente: O ato de louvar e consequentemente libertar de algo é um ato onde o poder reside naquele que louva? Vamos observar tais questões a fim de confrontar tamanha heresia.
O episódio narrado por Lucas, obviamente é um episódio similar ao da derrubada dos muros de Jericó, em menor escala obviamente. As intenções eram divergentes, pois enquanto aqueles do passado mais longínquo tinham a intenção de invadir e tomar a cidade de Jericó, ali na prisão, a intenção era apenas de louvar.
É necessário vermos o que de fato significa o ato de Louvar, que difere também do ato de adorar. Não vou discorrer longamente sobre as diferenças entre um e outro e os motivos, mas apenas para continuar de imediato com o propósito no texto, vou de pronto definir. Adorar é reconhecer o Senhorio de Cristo em todas as circunstâncias da vida. Enquanto o adorar é olhar para baixo reconhecer-se servo, o louvor é olhar para cima reconhecendo e declarando os feitos de Deus, quem Ele é e suas maravilhas. Desta forma, o louvor em si mesmo não possui nada, absolutamente nada de especial. É assim, por que o louvor é uma produção humana, não se trata de algo sobrenatural e divino. E tão pouco o louvor é um esfregar na lâmpada de onde o gênio divino adormecido é despertado em favor de seu amo.
Louvor e adoração são vistos na Escritura em conjunto. Mas um não pode ser confundido com o outro, são coisas diferentes e possuem propósitos diferentes. É comum vermos na Escritura a adoração associada ao serviço, sinal de humilhação diante de Deus, vamos a alguns deles:
Gênesis 24:26 26 Então, se inclinou o homem e adorou ao SENHOR.
Êxodo 34:8 8 E, imediatamente, curvando-se Moisés para a terra, o adorou;
Jó 1:20 20 Então, Jó se levantou, rasgou o seu manto, rapou a cabeça e lançou-se em terra e adorou;
Mateus 17:14-15 14 E, quando chegaram para junto da multidão, aproximou-se dele um homem, que se ajoelhou e disse: 15 Senhor, compadece-te de meu filho, porque é lunático e sofre muito; pois muitas vezes cai no fogo e outras muitas, na água.
O exemplo mais impactante acerca da adoração é quando Pedro vai ao encontro de Cornélio: Atos 10:25-26 25 Aconteceu que, indo Pedro a entrar, lhe saiu Cornélio ao encontro e, prostrando-se-lhe aos pés, o adorou. 26 Mas Pedro o levantou, dizendo: Ergue-te, que eu também sou homem.  Aqui a adoração foi negada por Pedro, pelo fato de que esta deve ser feita apenas a Deus.
Da mesma forma, o louvor é visto na Bíblia, com intensidade, quando o “crente” mostra o caráter santo de Deus e seus feitos:
Salmos 59:16 16 Eu, porém, cantarei a tua força; pela manhã louvarei com alegria a tua misericórdia; pois tu me tens sido alto refúgio e proteção no dia da minha angústia.
Salmos 145:2 2 Todos os dias te bendirei e louvarei o teu nome para todo o sempre.
E há também casos em que a adoração é vista em conjunto com o louvor:
Salmos 138:2 2 Prostrar-me-ei para o teu santo templo e louvarei o teu nome, por causa da tua misericórdia e da tua verdade, pois magnificaste acima de tudo o teu nome e a tua palavra.
Aqui já começamos a ver que muito do que as igrejas chamam de “louvor” nada têm de louvor. Tratam-se de letras com mensagens nitidamente com único propósito de exaltar o homem, de inflar o seu ego, de colocar a Deus como sendo empregado do homem como se ele fosse o gênio da lâmpada pronto a atender aos anseios e desejos carnais do homem. E quando falo em desejos carnais, incluo até mesmo aquelas chamadas campanhas de oração cujos fins não glorificam a Deus que trazem como resultados do tipo: “olha como fulano é espiritual”.
O louvor na cadeia tinha exatamente essa intenção: dizer quem Deus é, mostrando suas maravilhas, seus feitos. A intenção não era para gerar libertação. O fato das cadeias terem sido quebradas logo após o louvor, não significa que o louvor ocasionou o fato, pois a intenção não era essa. Se os apóstolos tinham essa intenção de louvarem para serem libertos, eles estavam fazendo algo completamente destoante do que o restante da bíblia mostra com respeito ao louvor.
O “LOUVOR LIBERTA” também tem sido usado como base para se praticar todo e qualquer tipo de libertinagem, seja no culto, seja na vida pessoal, na relação que cada um tem, ou melhor, imagina que tem com Deus.
Moro ao lado de um bar que ,vez por outra, promove shows de música variada: regae, rock, melody, etc. E ali mesmo o consumo aberto de drogas e outras porcarias acontecem, bem como atos de libertinagem sexual.
Não foi uma única vez que, logo após o show, colocam para tocar, isso se os próprios músicos não cantarem, músicas ditas gospel do tipo: “minha vitória tem sabor de mel, ou ouro puro de Ofir”; como se o fato de colocar uma música desse nível, pretensamente de louvor, fosse apagar tudo o que tinha acabado de acontecer ali nas últimas horas; e isso tem sido uma prática comum em shows de todo e qualquer tipo de música. O LOUVOR LIBERTA de que? Da condenação vindoura no Juízo Final? 2 Coríntios 5:10 10 Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo.
 Também se usa esse jargão, ensinado por muitos ditos teólogos de plantão, tendo a finalidade de aplacar as tentações. “Quando a tentação vier, comece a cantar: ...na casa do Senhor não existe satanás, xô Satanás...”. Apesar de eu ter feito uso de exemplo uma letra iconicamente aberrante, muitos são mais sutis em utilizar uma música com letras mais ditas espirituais, mas a ideia de se colocar em prática a doutrina herética é a mesma. O LOUVOR LIBERTA de que? Da sua própria cobiça? Tiago 1:14 14 Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz.
Adoração e louvor são duas faces de uma mesma moeda, onde de um lado o homem se declina ante a soberania e majestade de Deus; enquanto do outro lado o homem louva a Deus por suas maravilhas e pelo Seu caráter Santo e Perfeito. Desta maneira, se o louvor é pretensamente utilizado por alguém que não reconhece o senhorio do Deus Trino é um louvor vazio e que nada pode produzir exceto maior peso na sua própria condenação.
O louvor na Bíblia nunca tem a pretensão de libertar de absolutamente nada: nem do pecado, nem do juízo vindouro, nem de opressão. A única coisa que liberta o homem de todos esses males é o fato dele reconhecer a Cristo como Senhor de sua vida e reconhecer a soberania de Deus sobre todas as coisas, quer sejam boas ou ruins, enfim: adorá-Lo.  
As tentações serão vencidas, as maldições retiradas, se tornará livre da prisão do pecado, receberá o livramento da justiça vindoura, tudo isso só é possível por meio de Cristo, por sua obra vicária, pelo seu sacrifício na cruz tendo Ele vencido toda hoste e obra maligna; e que será manifesto por ocasião de seu glorioso retorno. Mas já podemos desfrutar meandros dessa liberdade comprada por um alto preço, o sangue de Cristo:
Romanos 3:21-24 21 “Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; 22 justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos [e sobre todos] os que crêem; porque não há distinção, 23 pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, 24 sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus...”


Rev. Júlio César Pinto

SÉRIE JARGÕES HERÉTICOS - JESUS TE AMA

Quantas foram as vezes que vimos/ouvimos alguém dizer: JESUS TE AMA?
  De onde tiraram essa ideia? Alguém diria: Da Bíblia, de onde mais? Esse argumento é um tanto fraco, porquê TODAS, TODAS as heresias têm como princípio um versículo da Bíblia entendido e ensinado de forma errada. Desta maneira, toda heresia é um versículo ou passagem bíblica ensinado como sendo o que o autor de fato quis dizer, mas, na verdade está longe disso.

Vamos a pergunta a ser respondida: De onde tiraram a idéia de que Jesus/ Deus ama a todos sem distinção? A resposta é simples: Tiraram do próprio ego. Aí entra a questão do entendimento correto a partir do que de fato o autor bíblico diz.
Não podemos presumir que o autor diz o que EU ACHO, que ele quis dizer. Isso exige estudo, dedicação, conhecimento de algumas coisas básicas:
1. Quem foi o autor do texto?
2. Qual contexto geográfico/histórico em que o autor vivia?
3. Qual a ocasião específica pela qual o autor estava vivendo naquele momento?
4. Conhecer gramática nas línguas originais em que o texto bíblico foi escrito: hebraico, aramaico, grego
5. Para quem o autor escreveu o texto (livro) em primeiro lugar? Qual foi seu público original?
6. Porque ele estava escrevendo tal texto a aquele destinatário primário?
7. Conhecer além da gramática em línguas originais, conhecer acerca da ortografia, bem como conhecer o significado das palavras no contexto da época e local onde foram usadas, e não segundo um dicionário editado dois mil anos depois do texto ter sido escrito. Tem que saber o que o termo significava naquela época.

Esses são alguns dos princípios básicos para uma interpretação fiel ao seu significado original.

Afinal de contas: JESUS TE AMA?

A resposta corrente com o contexto bíblico é: DEPENDE.

Como assim, depende?

Vamos ao texto mais usado para uma tentativa de ter uma base para se afirmar que Jesus te ama. E o texto é exatamente o versículo mais falado da Bíblia, o de *"João 3.16: Por quê Deus amou ao mundo de tal maneira, que deu seu filho unigênito, para que todo aquele que Nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna"*

O mais apressado diria: está aí escrito: "...Deus amou ao mundo...".

Vamos fazer um questionamento básico ao próprio texto.
1. Por que está escrito: *"Deus amou ao mundo"* significa que Ele amou todas as pessoas do mundo? A resposta é: Necessariamente NÃO. NÃO SIGNIFICA.
 2. Se Deus, de fato, amasse todas as pessoas do mundo, alguém iria para o inferno??? Óbvio que Não.
3. Qual o significado original (grego) da palavra MUNDO? A princípio, esta palavra tem, nada menos que, sete (7) significados diferentes no Novo Testamento. Trata-se do termo κόσμος (Cosmos). Tendo essa palavra 7 significados diferentes na língua grega daquela época, qual seria a tradução correta para o termo κόσμος? Um desses 7 significados é exatamente a palavra MUNDO, mas o que nos garante que é esse o significado do termo aqui? Outras possibilidades de tradução desse texto é de que esse termo está sendo usado como figura de linguagem. Dentre os vários tipos de figuras de linguagem existe a: onomatopeia, sinedoque, metonímia, etc.
4. Se de fato Deus amasse ao mundo, ou como costumam usar outro erro para encobrir o primeiro dizendo que *"Deus ama o pecador, mas odeia o pecado"* da mesma forma então Deus não mandaria ninguém para o inferno.
5. No próprio versículo em questão, se começa a esboçar quem de fato é alvo desse amor de Deus, e não é todo mundo. Falo da segunda parte do versículo que diz claramente: *"... para que todo aquele que Nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna"* Há uma pequena direção dada ainda nesse versículo que nos aponta que são alvo do amor de Deus, tão somente, aqueles que crêem de fato e de verdade em Jesus Cristo.
   6. E qual seria o sentimento de Deus em relação aos que não crêem em Jesus Cristo dessa forma? Aqui vem a importância do contexto próximo para a importância na exposição do texto bíblico. No mesmo capítulo, não tendo sido ainda encerrado o assunto, Jesus afirmou: *"João 3:36 Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus."* Vc leu direito... O texto afirma, claro como água, que o sentimento de Deus para com aqueles que não crêem em Jesus Cristo é o sentimento de ira. É o texto quem afirma.
7. Essa afirmação de que Deus tem irá sobre o ímpio, não torna Deus um tanto carnal?? Humano?? A resposta é NÃO. A ira de Deus não se fundamenta na raiva como a nossa. A ira de Deus se fundamenta na  Santidade Dele mesmo. Não tendo Cristo como Senhor de sua vida, o ímpio contemplado por Deus recebe como alvo desse olhar a sua ira divina, não é seu amor.
8. É exatamente pelo fato de Cristo não ser crido pelo ímpio que faz com que ele permaneça debaixo da ira de Deus desde o dia de seu nascimento.  Sim, desde o dia do nascimento. Todos nós somos herdeiros de uma aliança feita entre Deus e a humanidade lá no Jardim do Éden. Essa aliança foi quebrada da parte da humanidade, por meio de Adão. Por isso Paulo afirma em sua carta aos *"Romanos 5:12 Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram."*
9. Existem outras passagens na Bíblia que mostram a IRA de Deus sobre o ímpio? Sim, todos os outros que mencionam o sentimento de Deus com respeito a essa classe de seres humanos. Todos nós, sem excessão, nascemos debaixo da ira de Deus. Paulo afirma em Efesios 2.1-3:
*"Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais."* Nascemos como filhos da ira, herdeiros da ira de Deus.
 10.  Se Deus amasse ao pecador e apenas odiasse ao pecado, não haveria nenhuma necessidade de Cristo vir, encarnar como homem, e sem nunca ter cometido qualquer pecado, morreu como homem pecador. É exatamente isso que torna Cristo Jesus o ÚNICO MODO de deixarmos de sermos alvos da ira de Deus e passarmos a ser alvos do seu amor. Pois aquele que crê em Jesus Cristo como único Senhor de sua vida, Ele assume o papel de ser Seu Mediador para com Deus. Ser mediador é aquele que se coloca no meio... Ou seja, Cristo se coloca entre aqueles que crêem verdadeiramente Nele e Deus. De modo que, quando Deus contempla ao fiel a Cristo, Deus não enxerga ao homem pecador que somos, mas contempla Seu Próprio Filho, Jesus Cristo. E não existe nenhum outro ser em todo o universo com capacidade de ser Mediador de todos os que crêem em Cristo. Por quê: a) Não são divinos, não possuem atributos exclusivos de Deus que dentre eles podemos citar: onisciência, onipotência, isenção de pecado, etc.
Por isso, Lucas registra a fala de Pedro em *"At 4:11-12 Este Jesus é pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular. E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos."*

Sejamos cuidadosos e criteriosos com o que almejamos a ensinar acerca da Bíblia. Textos prontos na internet e aplicativos de celular são grandes armas satânicas que ele sabe usar para criar suas heresias e como na interpretação errada desse versículo de Jo 3.16, de que Deus ama ao pecador, lhe dando uma sensação de segurança em continuar pecando, já que Deus o ama. Não... Isso é mentira!!! Deus não ama o pecador impenitente. Deus ama apenas ao pecador que se reconhece pecador e acima de tudo tem exclusivamente a Cristo como ÚNICO SENHOR DE SUA VIDA E MAIS NINGUÉM. Quanto ao mais, o inferno lhes aguarda.

Então reavalie sua vida hoje, enquanto é tempo.

Rev. Júlio César Pinto

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Jonathan Wells estava certo: DNA sem codificação continua a mostrar função

Fonte: https://evolutionnews.org/2019/12/jonathan-wells-was-right-noncoding-dna-continues-to-show-function/
 Notícias Evolution | @DiscoveryCSC 10 de dezembro de 2019 às 04:49

 Em seu livro de 2011, The Myth of Junk DNA, Jonathan Wells chamou a noção de DNA lixo como uma barreira para a ciência. Observando as descobertas já feitas em 2011, ele disse que são "tempos emocionantes", prevendo que as pesquisas em andamento continuariam a descobrir funções que ainda não eram imaginadas. Como mostram os documentos a seguir, ele estava certo. Cistromes No PNAS, Dongyin Guan e Mitchell A. Lazar comentaram o trabalho de Fei et al., Concluindo que “mutações não codificadoras em potenciadores e outras regiões de ligação ao TF [fator de transcrição] menos bem caracterizadas também têm grandes efeitos na sobrevivência e proliferação celular . ”A revisão deles,“ Iluminando a matéria escura no genoma ”, começa,
“A complexidade dos organismos multicelulares exige que o genoma seja transcrito de maneira dependente do tipo de célula que responda a sinais, como hormônios, do ambiente interno. Isso é mediado pelo epigenoma, que decora e organiza o genoma em uma rede de proteínas histônicas modificadas que funcionam em nucleossomos e modificações químicas no DNA genômico, dispostas tridimensionalmente no núcleo da célula. As características funcionais do epigenoma, como a acetilação dos resíduos de histona lisina, são “lidas” por proteínas especializadas, como as que contêm bromodomains. Da mesma forma, o próprio genoma é lido por proteínas conhecidas como fatores de transcrição específicos da sequência (TFs), que reconhecem e se ligam a motivos específicos no DNA genômico. A totalidade desses sites para um determinado fator de transcrição em uma determinada célula é conhecida como seu “cistroma”. A maioria desses locais de ligação ocorre em ~ 99% do genoma que não codifica para proteínas. [Ênfase adicionada.] 
O trabalho de Fei et al. mostrou um caminho a seguir na identificação dos locais de ligação usados pelos TFs no DNA não codificante. Sites de ligação são como alças. As alças de uma ferramenta são funcionais, mesmo que não façam parte da própria máquina. Seria ruim quebrar as alças de uma serra elétrica, soltando-a e causando danos. Por razões semelhantes, os sites de ligação precisam permanecer intactos para todos os aprimoradores e TFs que se ligam a eles. Eles não devem ser quebrados por mutações, mesmo que o trabalho real seja feito por ferramentas codificadas pelos genes. Em outro estudo, centenas de intensificadores foram excluídos, estabelecendo que a maioria deles reside adjacente aos genes. A pesquisa mostrou, até o momento, que a maioria dos sites potenciadores - mas não todos - estão localizados perto dos genes que regulam. Seria imprudente, portanto, esperar que a exclusão de uma região não codificadora não tivesse efeito.

“Juntos, esses estudos de 2 grupos independentes sugerem que a interação promotor-promotor funcional é mais proximal do que regulada distalmente no nível do genoma. Seria interessante combinar essa análise com um estudo imparcial da arquitetura do genoma para determinar a proporção de aprimoradores funcionais necessários para interações potenciador-promotor de longo alcance e como isso difere da de todo o cistroma.”
Com os recentes progressos realizados na identificação de funções em regiões não codificantes, "o poder dessa técnica aumentará à medida que mais informações sobre a sequência do genoma inteiro estiverem disponíveis". 
Elementos transponíveis 
Partes do DNA que podem mudar de localização foram caracterizadas como "elementos egoístas" que parasitam o genoma. As notícias da Tokyo Tech estão questionando esse paradigma, dizendo: "Afinal, não é tão egoísta - papel fundamental dos elementos transponíveis na evolução dos mamíferos". Embora eles ainda atribuam uma teoria de "cooptação" das ETs, eles se surpreendem com a quantidade de considerado útil para o genoma do "hospedeiro": 
“O genoma humano contém 4,5 milhões de cópias de elementos transponíveis (TEs), as chamadas seqüências egoístas de DNA capazes de se mover pelo genoma por meio de mecanismos de recortar e colar ou copiar e colar. Contando com 30-50% de todo o DNA no genoma médio dos mamíferos, esses EEs têm sido convencionalmente vistos como carregadores genéticos, viajando de carona no genoma sem fornecer nenhum benefício ao organismo hospedeiro. Mais recentemente, no entanto, os cientistas começaram a descobrir casos em que seqüências de TE foram cooptadas pelo hospedeiro para fornecer uma função útil, como codificar parte de uma proteína hospedeira.”
A equipe do professor Hidenori Nishihara encontrou dezenas de milhares de "sequências de TE potencialmente cooptadas" em uma pesquisa abrangente por elas em genes de mamíferos.
 “Surpreendentemente, 20 a 30% de todos os locais de ligação em todo o genoma estavam localizados em EEs, com até 38.500 EEs contendo pelo menos um local de ligação. A maioria deles estava em um tipo de TE copiar e colar, conhecido como retrotransposon, que se duplica, deixando uma nova cópia em um novo local. As seqüências do local de ligação derivadas de TE foram mais conservadas entre as espécies do que o esperado, indicando que elas estão sendo preservadas pela evolução, porque elas desempenham alguma função importante.”
O conto evolutivo sobre a cooptação pode ser definido como uma queda, porque "ainda não está claro o quão comum é esse modo de evolução da rede reguladora mediada pela TE". Os defensores do design poderiam analisar esses dados com suposições não darwinianas e concluir, com Paul Nelson , "Se funcionar, não está acontecendo por acidente."

Proposta de solução de DNA não codificante 

Um ensaio de revisão em BioEssays de Giorgio Bernardi tem o intrigante título: "O Código Genômico: Uma Codificação / Moldagem Pervasiva de Estruturas de Cromatina e uma Solução do Mistério do 'DNA Não Codificante'". A solução? Grande parte do DNA não codificante está envolvido na criação da estrutura arquitetônica necessária para que as regiões codificadoras sejam acessíveis. Eles constroem os “LADs” (domínios associados à lâmina) que se conectam ao envelope nuclear, e os “TADs” (domínios topologicamente associados) que criam limites no genoma. Isso pode ajudar a explicar o mistério de partes ricas em GC do genoma que são caracterizadas por um grande número de ligações guanina / citosina na dupla hélice. Bernardi diz: 
o código genômico, responsável pela codificação e moldagem generalizada dos domínios primários da cromatina (LADs e TADs primários, ou seja, os "espaços genéticos" / "compartimentos espaciais") resolve os problemas de longa data do "DNA não codificante", "DNA lixo" , "E" DNA egoísta ", levando a uma nova visão do genoma, moldada pelas seqüências de DNA.”
Bernardi se deleita com as sucessivas ondas de descoberta que desamarraram o "mistério" do DNA não codificador. O que essas seqüências longas e repetitivas, chamadas isóforos, estavam fazendo? Por que eles estavam lá? Demorou 66 anos, mas Bernardi parece satisfeito com o fato de a biologia molecular finalmente ter chegado a uma “imagem completa do código genômico, incluindo a conexão crucial com os espaços / compartimentos espaciais dos genes em que os genes dependem para sua função”. promovido de uma carga parasitária para uma parte essencial do genoma.
“Três explicações principais foram apresentadas para a existência de DNA não codificante, um problema que merece o termo “mistério”, já que ele resistiu a 50 anos de sondagem. Ohno, concentrando-se principalmente em pseudo-genes, propôs que o DNA não codificador fosse "DNA lixo". Doolittle e Sapienza e Orgel e Crick sugeriram a idéia de "DNA egoísta", envolvendo principalmente transposões visualizados como parasitas moleculares, em vez de terem uma função adaptativa para seus anfitriões. Por outro lado, o projeto ENCODE afirmou que a maioria (~ 80%) do genoma participou "de pelo menos um evento bioquímico associado a RNA e / ou cromatina em pelo menos um tipo de célula". Essa alegação, no entanto, foi rejeitada, principalmente por causa da definição frouxa de elementos "funcionais", em favor da visão de que "DNA lixo" ou "DNA egoísta" correspondem a 80-95% do genoma humano.
À primeira vista, o envolvimento generalizado dos isóforos na formação de domínios e compartimentos espaciais da cromatina parece deixar pouco ou nenhum espaço para o DNA "lixo" ou "egoísta". No entanto, deve-se considerar agora que as seqüências de codificação estão correlacionadas em termos de composição com os isóforos em que estão localizadas (as restrições de composição destes últimos, dependendo da necessidade de codificar / moldar estruturas de cromatina, como já mencionado) e ainda assim são expressas. Isso indica que não há problema para os transposons estarem, por um lado, correlacionados em termos de composição com os isóforos "hospedeiros" e, por outro, estar ativos. Escusado será dizer que essa visão também leva a um entendimento da transcrição "sobreposta" de RNAs não codificadores longos que se originam da maioria das seqüências de DNA e que desempenham papéis importantes.”
Que os evolucionistas relegem sua terminologia egoísta / lixo ao lixo da história. Qualquer coisa com um papel importante não é lixo. Os defensores do DI previram que as vastas partes do DNA não codificantes provariam ser funcionais e estavam certas. 

 Jonathan Wells, via Discovery Institute.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Pequenas Maravilhas: Design em Pequenas Criaturas

2 de dezembro de 2019 às 05:52

Projetos em miniatura geralmente exigem mais previsão e engenharia delicada do que projetos grandes. Por exemplo, pense em como seria difícil projetar um veículo nano aéreo (NAV) que pudesse virar e pousar os pés em um teto de vidro. No entanto, mal notamos quando uma mosca faz isso. Os cientistas que olham mais de perto para essas coisas geralmente ficam admirados com o que os animais fazem. Aqui estão algumas pequenas maravilhas que merecem nossa admiração e respeito.
O voo
Cientistas dos EUA e da Índia desaceleraram e ampliaram como as moscas podiam pousar no teto. Em seu artigo “As moscas pousam de cabeça para baixo no teto usando manobras rotacionais rápidas mediadas visualmente”, publicado na revista científica de acesso aberto AAAS Science Advances, eles compartilham o que aprenderam.
“Moscas e outros insetos rotineiramente pousam de cabeça para baixo no teto. Essas manobras de aterrissagem invertida estão entre as façanhas acrobáticas mais notáveis, mas a gama completa desses comportamentos e seus processos sensório-motores subjacentes permanecem amplamente desconhecidos. Aqui, relatamos que o pouso invertido bem-sucedido em moscas envolve uma sequência serial de módulos comportamentais bem coordenados, consistindo em uma aceleração inicial ascendente seguida de rápida rotação do corpo e extensão da perna, antes de terminar com um balanço do corpo assistido por uma perna, articulado em torno das pernas firmemente presas para o teto. As análises estatísticas sugerem que as manobras rotacionais são acionadas quando a velocidade relativa de expansão da retina das moscas atinge um limite. Além disso, as moscas exibem taxas de pitch and roll altamente variáveis, fortemente correlacionadas e provavelmente mediadas por várias pistas sensoriais. Ao voar com velocidades mais altas para frente ou para baixo, as moscas diminuem a taxa de afinação, mas aumentam o grau de giro assistido pelas pernas, alavancando assim a transferência do momento linear do corpo. [Enfase adicionada.]”
Os pesquisadores da Penn State, que participaram do estudo, chamam isso de "sem dúvida a manobra acrobática mais difícil e menos compreendida, realizada por insetos voadores". O principal autor, Bo Cheng, disse: "Em última análise, queremos replicar isso na engenharia, mas precisamos entenda-lo primeiro. ”A equipe ficou espantada ao ver como a mosca poderia realizar quatro“ manobras perfeitamente cronometradas ”para pousar de cabeça para baixo num piscar de olhos: aceleração, roda dentada, extensão de perna e balanço do corpo inteiro auxiliado pelas pernas.
As manobras da mosca "exibiram uma velocidade angular notavelmente alta", descobriram os cientistas, enquanto observavam como o pequeno inseto "gira" em torno de suas patas dianteiras. Seu corpo vem bem equipado para lidar com a tensão. “Esse processo depende muito da aderência das almofadas em forma de almofada nos pés (chamadas pulvilos), o que garante uma aderência firme e a viscoelasticidade das articulações das pernas compatíveis, que amortecem o impacto no contato.” A equipe de pesquisa aparentemente também era fascinado com a aerodinâmica para especular sobre a evolução.
Uma mosca também está bem equipada para um vôo estável. Michael Dickinson estuda vôo de insetos há anos em seu laboratório especializado em Caltech. Sua equipe publicou outro artigo “notável” na Current Biology, relatando que “as moscas regulam o movimento das asas através do controle ativo de um giroscópio de dupla função”. As moscas da fruta são membros do Diptera (duas asas), porque suas asas traseiras enrugadas, chamadas halteres, foram considerados asas de vôo vestigiais. Alguns pensaram que funcionam como giroscópios. Dickinson decidiu testar essa ideia:
“As moscas executam suas notáveis manobras aéreas usando um conjunto de músculos direcionadores das asas, que são ativados em fases específicas do ciclo do golpe. A fase de ativação desses músculos - que determina sua produção biomecânica - surge através do feedback dos mecanorreceptores na base das asas e das estruturas exclusivas das moscas chamadas halteres. Evoluídos a partir das patas traseiras, os minúsculos halteres oscilam na mesma frequência que as asas, embora não tenham função aerodinâmica e pensem que atuam como giroscópios. Assim como as asas, os halteres possuem músculos de controle de minutos cuja atividade é modificada pela entrada visual descendente, aumentando a possibilidade de que as moscas controlem o movimento das asas ajustando a saída do motor de seus halteres, embora essa hipótese nunca tenha sido diretamente testada.”
Os evolucionistas que trataram os halteres como órgãos vestigiais inúteis agora terão que explicar ainda mais funções do que se pensava anteriormente.
“Nossos resultados sugerem que, em vez de agir apenas como um giroscópio para detectar a rotação do corpo, os halteres também funcionam como um relógio ajustável para definir o tempo de pico dos neurônios motores das asas, uma capacidade especializada que evoluiu do circuito de vôo genérico de seus ancestrais de quatro asas. Além de demonstrar como o circuito de controle eferente de uma estrutura sensorial regula o movimento da asa, nossos resultados fornecem uma visão do cenário seletivo que deu origem à evolução dos halteres.”
Mas se os halteres servem agora para funções úteis de controle e tempo, quem pode dizer que não eram equipamentos originais? Afinal, os dípteros em geral estão entre os folhetos mais versáteis do mundo dos insetos. Se algo funciona, como Paul Nelson apontou, não está acontecendo por acaso. “Embora o haltere seja comumente descrito como um giroscópio”, diz a equipe de Dickinson, “a estrutura é melhor interpretada como um órgão sensorial multifuncional.” Comparada com outros insetos com quatro asas, as moscas têm essa vantagem: “os mecanorreceptores das asas nunca podem fornecer limpe um sinal de relógio como os mecanorreceptores em um haltere. ”Na melhor das hipóteses, o benefício pode ser visto como uma subfuncionalização dos dispositivos posteriores em funcionamento. Isso representaria um exemplo de devolução, não evolução de novas características funcionais. Como um motorista com pouco combustível, ele eliminou o porta-malas para obter melhor quilometragem.
Formigas rápidas
Um novo recorde de velocidade terrestre foi descoberto nas formigas. A New Scientist escreve: “A formiga do deserto corre tão rápido que cobre 100 vezes o comprimento do corpo por segundo.” O repórter Michael Marshall não diz se a formiga grita “Ai!” A cada passo na areia quente do Saara, mas essa formiga parece um borrão enquanto corre, imitando o Road Runner da fama dos desenhos animados. O truque da formiga é sincronizar as seis pernas e dar até 47 passos por segundo. Caçando insetos exaustos pelo calor durante o dia, a formiga prateada do Saara tem outra adaptação: seu corpo é revestido com pelos prateados que superam o calor.
A cobertura da Nature inclui um vídeo mostrando a técnica de corrida da formiga desacelerada em um fator de 44 - e ainda é muito rápido para se concentrar. Galopando a 85 centímetros por segundo, a formiga praticamente voa com todos os pés fora do chão em alguns pontos de sua marcha. Se tocar um metro de cada vez no chão também lhe dá estabilidade, como um tripé, que ajuda a impedir que a formiga afunde na areia.
Burrow Masters
Os engenheiros da NASA estão tentando resolver um problema com seu mais novo módulo de aterrissagem em Marte, chamado Insight. Sua “toupeira”, um instrumento projetado para cavar 16 pés no solo marciano para medir Marsquakes, está preso a 14 polegadas. Foi equipado com um martelo inercial para escavação, mas o solo está se mostrando mais difícil do que o esperado, diz o JPL. Talvez eles devessem ter imitado minhocas. Como os animais macios e macios conseguem soltar o solo com tanta eficácia?
Helen Briggs, da BBC News, relata que “o primeiro atlas global de minhocas foi compilado, com base em pesquisas em 7.000 locais em 56 países.” O atlas da diversidade global de minhocas, publicado pela AAAS na Science, começa explicando por que isso é importante . "Minhocas são componentes-chave das comunidades ecológicas do solo, desempenhando funções vitais na decomposição e ciclagem de nutrientes através dos ecossistemas."
Separadamente, Liu et al. na Current Biology investigou como “as minhocas coordenam a biota do solo para melhorar múltiplas funções do ecossistema”. Seu conceito principal era “multifuncionalidade” dos solos, que se refere a “medidas agregadas da capacidade dos ecossistemas de fornecer simultaneamente múltiplas funções do ecossistema”. Seus experimentos e observações mostraram que os vermes oferecem sua contribuição vital principalmente “mudando a composição funcional em direção a uma comunidade do solo, favorecendo o canal de energia bacteriana e fortalecendo as associações bióticas das comunidades microbiana e microfaunal do solo”. Menos importantes foram seus efeitos na estrutura e no pH do solo. Em outras palavras, as minhocas cooperam com a biota do solo para promover as funções possíveis do ecossistema.
Um metro cúbico de solo pode conter 150 minhocas individuais, diz a BBC. Como as minhocas macias e flexíveis se espremem em solos duros, e conseguem tanto bem multifuncional com cérebros pequenos e sem olhos? Esses documentos não abordam isso, mas basta dizer que, sem eles, o solo terrestre provavelmente seria tão inóspito quanto o de Marte.

Um planeta dinâmico
Em muitos níveis, nosso planeta privilegiado foi projetado com a previsão de promover a habitabilidade. Ambientes em um planeta dinâmico provavelmente mudarão. Quando o habitat muda, os organismos devem ser flexíveis o suficiente para se adaptarem. A teoria do design inteligente pode apoiar a diversificação, o "gramado" da vida se ramificando nas pontas, em vez da árvore de Darwin com uma única raiz. A formiga prateada do Saara, por exemplo, poderia ter se diversificado de outras formigas depois que o Saara secasse de seu antigo habitat ribeirinho (como evidenciado pelos canais do rio detectáveis sob a areia). Exigiria apenas modificações ou exageros de características existentes: pêlos, pernas e comportamentos corporais.
Existem cerca de 6.000 espécies de minhocas, incluindo espécies de apenas alguns centímetros de comprimento para gigantes de até 3 metros; estes também poderiam ter se diversificado com base em seus ambientes locais. As asas traseiras de uma mosca podem encolher e se degradar se as asas forem subfuncionalizadas, passando de vários propósitos para se concentrar no mais importante para suas necessidades. Isso não é muito diferente dos peixes cegos das cavernas que, perdendo os olhos, compensam com sentidos exagerados de tato e olfato.
 Nenhuma  dessas considerações afeta o argumento do design. Asas, pernas e a capacidade de escavar não acontecem por acidente. Podemos nos maravilhar com a previsão embutida nessas criaturas que se tornam campeões em traços específicos em seus respectivos concursos familiares.

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Leia o artigo original com os devidos créditos em:
https://evolutionnews.org/2019/12/small-wonders-design-in-tiny-creatures/

terça-feira, 28 de maio de 2019

Gado Acadêmico

     A educação é cobrada de forma sistemática por organismos nacionais e internacionais em todo o globo, no Brasil não é diferente. ONU, UNESCO, UNICEF, dentre outras instituições, colocam sua agenda para que a “luta” contra o analfabetismo se intensifique nos países ligados à elas. Certamente um analfabeto, não todos, abaixaria sua cabeça perante a argumentação de alguém com uma formação superior. Mas e se a educação exigida por esses organismos...


1. ...fosse uma educação que desse a impressão de sensatez?


2. ...fosse uma educação que desse a sensação de segurança intelectual? 


3. ...fosse uma educação que proporcionasse conhecimento apenas para que o educando tivesse uma auto-impressão de relevância nos movimentos sociopolíticos? Imagine se esse sujeito educado dessa maneira abaixaria sua cabeça a uma argumentação lógica, histórica, que confrontasse a ideologia que tivesse sido implantada nele, tendo ele um(ns) titulo(s)? O óbvio precisa ser dito aqui?

Uma pergunta ecoa: Como seria essa educação na prática? 

     A educação deveria proporcionar uma leitura, parcial /correta dos signos (palavras, sinais gráficos); entender, parcialmente, ou ao menos o texto de acordo com a própria limitação ao menos os verbetes mais comuns da língua para que o indivíduo possa ler, e entender não o sentido do texto, mas apenas as palavras do texto. Isso é o que chamamos de analfabetismo funcional. Ele consegue ler as palavras, mas tem dificuldade em tirar o sentido real do texto devida sua limitada articulação, limitada leitura, leitura ideológica direcionada previamente por mestres que deveriam ser isentos. 

       Quando nossos filhos chegam da escola e narram o que o professor usou na prova, no exercício de sala de aula, ou no absurdo de tirar do livro didático, a priori isento, um texto defendendo ideologias políticas, chego a imaginar e pensar naqueles alunos que os pais ainda sofrem por uma educação deficitária e que são massas de manipulação e que não têm condições alguma de evitar que seus filhos se tornem parte da mesma massa lhes dando a devida base em casa. (Daí se fala em Homeschooling).

       Sob o discurso de ampliar a educação para todos, espalhou-se no Brasil algumas ideias que tornariam a manipulação de massas mais eficaz, e que formariam um exército ideológico, de incautos, crentes que seriam um exército de pessoas bem dotadas academicamente. Ideias que foram plantadas a partir dos próprios cursos que deveriam defender o uso correto da língua: Literatura e Língua portuguesa. Ideias do tipo: “Não é preciso falar e escrever corretamente, o importante é saber se comunicar.”; “Não critique o fulano porque ele escreve/fala ‘polca’ ao invés de porca, vai ser constrangedor para ele”; ... “Esse é um ponto de vista da história, o que de fato aconteceu foi diferente.” Ideias que desconstruíam o uso e conhecimento correto da língua, bem como a correta interpretação de textos e fatos foi o método de ensino nas escolas.

       O “idiota útil”, no exército de Lênin, era o indivíduo que achava que sabia alguma coisa, defendia uma ideologia sem saber o que de fato causaria, lutava com unhas e dentes para defender o “Ideólogo” por detrás do movimento, se insurgia contra toda e qualquer autoridade, ou qualquer outro que fosse contrário ao seu ídolo ao ponto de ferir fisicamente e matar; tudo isso sem saber que estava sendo manipulado. O resultado naquela região foi o maior número de mortos na implantação de um regime ideológico durante toda a história da humanidade. Nisso, o comunismo é, acima de qualquer outra ideologia, o regime que mais matou pessoas em todo o mundo. 

     No Brasil, essa educação para manipulação teve início muito antes da década de 60, quando comunistas começaram a se infiltrar nas academias. Antônio Gramsci, ideólogo comunista Italiano, em uma de suas obras, trouxe a seguinte metodologia de implementação do comunismo: “Não tomem quartéis, tomem escolas e universidades, não ataquem blindados, ataquem ideias”. O resultado dessa educação disseminada desde antes da década de 60, nas universidades, faculdades, escolas é que começou a ser trabalhada pós 1964 quando a tentativa de implementação do comunismo pela força, ações de guerrilhas, etc. foram desbaratinadas pelo exército Brasileiro. As guerrilhas armadas acabaram, mas as guerrilhas ideológicas nos centros acadêmicos obtiveram sucesso. 

  A "educação brasileira", a princípio com o discurso para se ampliar a “oportunidade” para os menos favorecidos, conseguiu seu intento obscuro. Três gerações influenciadas por uma estória mal contada por professores ideólogos comunistas dentro das escolas e universidades, por um ensino parcial de escrita e leitura que mascara o analfabetismo funcional reinante, generalizado. Hoje temos um número assustador de acadêmicos com títulos pomposos, mas vazios da história e manipulados pela força ideológica.