sábado, 26 de maio de 2012

As ideias que eu aceito



As ideias que eu aceito são aquelas aprovadas pela ciência;
As ideias que eu aceito são aquelas produzidas pelos meus amigos que concordam comigo;
As ideias que eu aceito são aquelas que fazem me sentir bem;
As ideias que eu aceito são apenas aquelas que eu entendo;
As ideias que eu aceito são aquelas que aprendi desde a minha infância;
As ideias que eu aceito são aquelas com as quais tive experiência;
As ideias que eu aceito são as que eu consigo argumentar;

         O ser humano cria barreiras contra a própria objetividade da Palavra de Deus. A maior dificuldade no processo de santificação é exatamente perceber que todas estas perspectivas de ideias são pecaminosas, por que excluem totalmente a perspectiva divina da queda do ser humano, de sua total depravação, ou seja, que o pecado corrompeu todas as faculdades humanas. Quando se fala em ser humano pecador a estupidez de alguns faz-lhes pensar que se trata apenas de crimes, tais como: roubo, assassinato, sequestro, etc. Esquecem-se da verdadeira condição do ser humano: 1 João 1:10  Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.    
        Resgatar a verdadeira sabedoria não é buscar o seu entendimento acerca das coisas, mas é buscar a revelação objetiva e direta da Palavra de Deus, gostando ou não; sendo aprovado pela ciência, ou não; discordando de meus amigos, ou não; que vão contra as ideias tradicionais ou não; que contrariam com a minha experiência ou não; que eu consiga argumentar ou não. Em suma, é aceitar a completa soberania de Deus em todos os aspectos e momentos de nossas vidas. Judas 1:4  Pois certos indivíduos se introduziram com dissimulação, os quais, desde muito, foram antecipadamente pronunciados para esta condenação, homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Paulo sobre mulheres falando na Igreja



Detalhes
Categoria: Culto
Publicado em Segunda, 30 Abril 2012 15:54
Escrito por Benjamin B. Warfield
Acessos: 140
  

O Pr. Alan Rennê gentilmente nos concedeu a autorização para publicarmos este artigo que ele traduziu e postou no seu blog Cristão Reformado 


Recentemente eu recebi uma carta de um valioso amigo, pedindo-me para enviar-lhe uma “discussão sobre as palavras gregas laleo e lego em passagens como 1Coríntios 14.33-39, com referência especial à seguinte questão: O versículo 34 proíbe todas as mulheres em todos os lugares de pregar publicamente nas igrejas cristãs?” O assunto é de interesse universal, e tomo a liberdade de comunicar a minha resposta aos leitores do The Presbyterian.

Deve ser dito que, não existe nenhum problema com referência às relações de laleo e lego. Além das sutilezas de interesse meramente filológico, estas palavras se relacionam entre si, assim como as palavras portuguesas “falar” e “dizer”, isto é, laleo expressa o ato de falar, enquanto lego se refere àquilo que é dito. Como indicado, quando a referência é ao ato de falar, sem menção ao que é dito, laleo é usado, e deve ser usado. Nada há de depreciativo na intimação da palavra, mais do que há em nossa palavra falada, embora, é claro, às vezes pode ser usada depreciativamente como a nossa palavra falada, como quando às vezes os jornais afirmam que o governo é dado a simplesmente falar. Esta aplicação depreciativa de laleo, porém, nunca ocorre no Novo Testamento, embora a palavra seja usada com muita frequência.

Portanto, a palavra está no seu lugar correto em 1Coríntios 14.33ss, e necessariamente tem ali o seu significado simples e natural. No entanto, se precisássemos de algo para corrigir o seu significado, isso seria fornecido por seu uso frequente na parte inicial do capítulo, onde ela se refere não apenas ao falar em línguas (que era uma manifestação divina e ininteligível apenas por causa das limitações dos ouvintes), mas também para a fala profética, sobre a qual é dito ser para edificação, exortação e consolo (versos 3-6). Poderia ser fornecido, mais pungentemente, por seu termo contrastante “caladas” (versículo 34). Aqui temos laleo diretamente definida para nós: “conservem-se as mulheres caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar”. Calar-falar: estes dois são opostos; e um define o outro.

É importante observar agora que, o pivô sobre o qual a injunção destes versos volta, não é a proibição de falar tanto quanto a ordem de calar-se. Esta é a principal injunção. A proibição de falar é introduzida apenas para explicar o significado mais plenamente. Em síntese, o que Paulo diz é: “Que as mulheres estejam caladas nas igrejas”. Seguramente, isto é direto e específico o suficiente para todas as necessidades. Então, de forma explanatória, ele adiciona: “Porque não lhes é permitido falar”. “Não é permitido” é um apelo a uma lei geral, válido para além do mandamento pessoal de Paulo, e chama a atenção para a frase de abertura no verso anterior: “Como em todas as igrejas dos santos”. Ele está exigindo das mulheres de Corinto aquilo que está em conformidade com a lei geral das igrejas. E este é o significado das palavras quase amargas que ele acrescenta no versículo 36, em que, repreendendo-os pela inovação de permitirem que as mulheres falem nas igrejas, ele os lembra de que não são os autores do evangelho, nem são seus únicos possuidores, exorta-os a permanecerem na lei que vincula todo o corpo de igrejas, e a não procurarem uma nova moda de fazerem as coisas do seu próprio jeito.

Os versículos intermediários apenas deixam claro que, o que o apóstolo está fazendo precisamente é proibindo as mulheres de falarem a todos na igreja. Sua injunção de silêncio é colocada de tal maneira que ele até as proíbe de fazerem perguntas, e acrescenta, com especial referência a isso, mas através do assunto geral, a nítida declaração de que “é indecente”, pois este é o significado da palavra “para uma mulher falar na igreja”.

Seria impossível para o apóstolo falar de forma mais enfática e direta do que ele fez aqui. Ele requer que as mulheres fiquem em silêncio durante as reuniões da igreja. Pois isto é o que “nas igrejas” significa, visto que ainda não existiam os edifícios das igrejas. Ele havia acabado de descrever essas reuniões, nos versos 26ss. Elas eram muito semelhantes às nossas reuniões de oração. Observe as palavras “cale-se o primeiro”, no versículo 30, e compare com “conservem-se as mulheres caladas nas igrejas”, no versículo 34. A proibição de mulheres falarem abrange, dessa forma, todas as reuniões públicas da igreja; é o caráter público, não a formalidade da reunião, que é o ponto. E ele nos diz repetidamente que esta é a lei universal da igreja. Ele faz mais do que isso. Ele nos diz que este é o mandamento do Senhor, e enfatiza a palavra “Senhor” (verso 37).

A passagem de 1Timóteo 2.1ss é muito forte, embora seja mais particularmente direcionada para o caso específico do ensino público ou governo da igreja. Neste contexto o apóstolo já tinha, de forma incisiva, confinado a oração pública aos homens (versículo 8, “varões” em contraste com “mulheres”, do versículo 9), e agora ele continua: “A mulher aprenda em silêncio, com toda a submissão. E não permito que a mulher ensine, nem exerça autoridade de homem; esteja, porém, em silêncio”. Nem o ensino nem a função de governar são permitidos à mulher. Aqui o apóstolo afirma: “E não permito”, em vez do que diz em 1Coríntios 14.33ss: “não lhes é permitido”, porque aqui ele está dando as suas instruções pessoais a Timóteo, seu subordinado, enquanto lá ele estava anunciando aos coríntios a lei geral da igreja. No entanto, o que ele instrui a Timóteo também é a lei geral da igreja. E assim ele vai adiante e fundamenta sua proibição numa razão universal que afeta igualmente a toda a raça.


Mulher pregando. Oposição às Escrituras



Em face destas duas passagens absolutamente simples e enfáticas, o que é dito em 1Coríntios 11.5 não pode ser usado como apelação para mitigação ou modificação. Precisamente, o que significa 1Coríntios 11.5 ninguém sabe direito. O que é dito nesta passagem é que toda mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta, desonra a sua cabeça. Parece justo inferir que se ela ora ou profetiza com a cabeça velada, não desonra a sua cabeça. E parece ainda mais justo inferir que ela pode orar ou profetizar de maneira própria apenas se estiver com a cabeça velada. Estamos acumulando uma corrente de inferências. E elas não nos levam para muito longe. Não podemos inferir que seria próprio para ela orar ou profetizar na igreja se apenas ela estivesse velada. Nada é dito sobre igreja na passagem ou no contexto. A palavra “igreja” não ocorre até o versículo 16, e quando ocorre ela não governa a referência da passagem, porém apenas como fornecendo suporte para a injunção da passagem. Não há razão alguma para acreditar que “orar e profetizar” diz respeito à igreja. Nem era um exercício confinado à igreja. Se, como em 1Coríntios 14.14, a “oração” mencionada era um exercício estático – como o seu lugar por “profetizar” pode sugerir, então, para ser levado em consideração, haveria a divina inspiração substituindo todas as leis ordinárias. E já existiu ocasião para observar que a oração pública é proibida às mulheres em 1Timóteo 2.8,9. Salvo se simples presença na oração é o que significa, caso em que esta passagem é um paralelo próximo de 1Timóteo 2.9.

Então, o que deve ser notado, em conclusão, é: (1) Que a proibição de as mulheres falarem na igreja é precisa, absoluta e todo-inclusiva. Elas devem ficar caladas nas igrejas – e isso significa em todas as reuniões públicas de adoração; elas não podem nem mesmo fazer perguntas; (2) que esta proibição é dada por dois pontos especiais, precisamente pelas duas questões de ensino e governo, que abrangem especificamente as funções de pregação e governo dos presbíteros; (3) que os fundamentos sobre os quais a proibição é colocada são universais, e estão ligados à diferença de sexo, e particularmente sobre os lugares relativos atribuídos aos sexos na criação e na história fundamental da raça (a queda).

Talvez deva ser adicionado, em elucidação ao último ponto, que a diferença nas conclusões de Paulo e do movimento feminista de hoje está enraizada numa diferença fundamental em seus pontos de vista concernentes à constituição da raça humana. Para Paulo, a raça humana é constituída de famílias, e todos os diversos organismos, incluindo a igreja, são compostos de famílias, unidos por este ou outro vínculo. Por esta razão, a relação entre os sexos na família é refletida na igreja. Para o movimento feminista a raça humana é composta de indivíduos; uma mulher é apenas outro indivíduo ao lado do homem; e ele não pode enxergar nenhum motivo para as diferenças no tratamento com os dois. E, de fato, se não podemos ignorar a grande diferença fundamental de sexo, e destruir a grande unidade social fundamental da família por interesse do individualismo, não parece haver qualquer razão para não acabarmos com as diferenças estabelecidas por Paulo entre os sexos na igreja. Exceto, é claro, a autoridade de Paulo. Em tudo, finalmente, voltamos à autoridade dos apóstolos, como os fundadores da Igreja. Podemos gostar ou não do que Paulo diz. Podemos estar dispostos a fazer o que ele manda ou não. Mas não há espaço para dúvidas a respeito do que ele diz. E, certamente, ele nos diria o que disse aos coríntios: “O quê? Foi entre vocês que a Palavra de Deus se originou? Ou ela veio somente a vocês?” O nosso Cristianismo tem a ver com o que nós gostamos? Ou é a religião de Deus, recebendo dele as suas leis através dos seus apóstolos?

 FONTE: The Presbyterian. 30/10/1919.
 TRADUÇÃO: Alan Rennê Alexandrino Lima
 REVISÃO: Carlos Almeida

Metanóia – Metanous – meta (mudança) nous (mente): Mudança de mente.



A mudança de mente aparentemente diz respeito a uma nova forma de pensar. E isso é verdade, mas uma verdade superficial e humana. Este conceito para Deus é algo que tem um objetivo muito mais profundo do que uma simples mudança epistemológica, portanto, filosófica, ou até mesmo psicológica acerca de si mesmo e/ou do mundo em sua volta.  As ciências humanas trabalham esta questão em torno do ego humano, mesmo que não se contente com esse termo. A questão neste ambiente fica em torno apenas do “sentir-se bem consigo mesmo”; do “valorizar-se”; de “manter uma auto-estima em níveis confortáveis”; etc. 
Desta mesma forma que a psicologia, psicanálise e até mesmo a psiquiatria em certo nível não diferem em nada de qualquer outra religião que promete uma ajuda emocional, psicológica. É auto-ajuda. Nos consultórios a auto-ajuda se torna auxiliada por uma direção dada por um profissional. Na verdade, o que se ouve nos consultórios, em essência, nada difere do que está nos ensinamentos dos livros de auto-ajuda. Os meios podem ser diferentes, mas o foco é o mesmo, a promoção do ser humano como superador de si mesmo, de suas próprias angústias e diversidades da vida. 
Quando temos estes olhos infantis sobre metanóia vemos Buda, Madre Tereza, Gandhi, Maomé, Joseph Smith, Hellen White, Alan Kardec, mestre Osho, ou Paulo Coelho, e até mesmo um Jesus Cristo divergente daquele da Escritura,  como sendo todos eles iguais merecedores de admiração, e tendo todos eles a mesma mensagem. Mensagens que promovem o ser humano em detrimento de Deus. Esta é uma mensagem que foi proferida pelo desdenhoso Nietzsche: “Deus morreu” e “eu vos anuncio O super-homem”!  
Mas a mudança radical requerida por Deus direcionada ao homem é expressa em sua Palavra e é completamente oposta à proposta feita pela ciência ou por estes outros expoentes religiosos. A metanóia não é um fim em si mesmo, mudar por mudar a forma de se ver não faz qualquer sentido, e chega aos limiares da irracionalidade, pois o fim da metanóia seria o próprio homem que a gerou. Paulo menciona uma finalidade dessa mudança, na vida humana, apesar de não usar o termo metanous nesta passagem, mas expressa na íntegra o seu significado: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12.1-2).   E, quando passamos por essa transformação, promovida pelo próprio DEUS, a nossa mente é moldada conforme a mente de Cristo: Pois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir? Nós, porém, temos a mente de Cristo (1 Coríntios 2:16). 
Aqui neste texto Paulo afirma claramente que tem de haver uma renúncia por parte de quem quer realmente ter a mente transformada – apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo -  sem a qual não há qualquer possibilidade de se conhecer a verdadeira vontade de Deus para nossas vidas. Jesus expressou essa renuncia da seguinte maneira: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Marcos 8.34). a questão inerente neste ponto é: O que significa negar-se a si mesmo?  Ou como Paulo questionaria: O que é nos apresentarmos como sacrifício vivo a Deus? 
Aqui vem uma resposta que é completamente o oposto do que as ciências humanas e os religiosos apresentam para o homem como solução para a vida humana. Negar-se a si mesmo é negar sua capacidade de conduzir a vida por si próprio e submeter-se a Deus (Efésios 2:3, João 9:31, Mateus 6:10) reconhecer-se incapaz, incompetente (1 Coríntios 3:18), é reconhecer-se pecador diante de um Deus completamente Santo (1 João 3:8-9, 1 João 1:8), é reconhecer que somente Deus através de sua Palavra pode dar um verdadeiro e suficiente direcionamento para a vida (Romanos 7:7, 2 Timóteo 3.16-17). É negar suas vontades, seus desejos, por mais justos e sábios que pareçam aos nossos olhos (Provérbios 3:7,  1 Coríntios 3:19, Jeremias 17:9, Mateus 15:19). 
       A verdadeira mudança de mente visa uma mudança efetiva de comportamento, é uma mudança paulatina do ser humano por completo. Nosso proceder, nosso falar, nosso pensar devem estar completamente imersos em um único propósito. “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos (Romanos 8:29).  Daí a mensagem de Romanos 12.2 assume o verdadeiro sentido de mudança de mente em conjunto com a mudança de atitude. Quando ele diz “culto racional” ele afirma sobre o culto “lógico”, o culto coerente. Isso diz respeito a uma sincronia entre o discurso que se faz e a maneira como se comporta. Ou seja, se você prega ser um cristão, deve viver de fato como um cristão sendo moldado à imagem de Cristo. Caráter, personalidade, moral, conceitos, cosmovisão tudo moldado conforme à imagem de Jesus Cristo. 
       Mas, tristemente, muitos cristãos não concebem a diferença entre ser transformado à imagem de Cristo  e ser transformado à imagem de Buda, Madre Tereza, Gandhi, Maomé, Joseph Smith, Hellen White, Alan Kardec, mestre Osho,  Paulo Coelho e daqueles  “cristos” divergentes do verdadeiro Cristo, O da Escritura Sagrada. A bem da própria coerência de ser chamado de cristão lutemos contra nossas vontades, desejos, neguemo-nos a nós mesmos, reconheçamo-nos incapazes e busquemos o ideal de Deus para nossas vidas – Sede Santos como Eu sou Santo (I Pedro 1.16), apesar de que nunca nos desvencilharemos completamente do pecado até o dia de nossa morte. Parece contraditório? Não. O crente não é aquele que não peca, mas aquele que se reconhece pecador, incapaz de salvar-se a si mesmo, incapaz de conduzir sua própria vida, é um ser completamente dependente de Deus,  isso é de fato a verdadeira metanóia, renúncia total de si mesmo e a busca e implementação pelo modo de ser ideal proposto por Deus a todos os seus filhos, sermos a cada dia transformados à sua imagem e não à imagem de mulheres e homens pérfidos, sem Cristo. Pois isso se torna idolatria: “e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis” (Romanos 1:23).
            Enquanto a mudança de mente proposta pelas ciências meramente humanas são limitadas a esta vida e com uma cosmovisão totalmente à parte do DEUS CRIADOR e de SEU propósito para os Seus filhos, não sendo eficaz para a salvação do ser humano – mas é para sua condenação cf, Romanos 1.18-ss - , a mudança de mente proposta por DEUS, em SUA PALAVRA, é a única que conduz ao CAMINHO de salvação para a vida eterna! A verdadeira metanóia é decorrente de estar livre da culpa pelo pecado, uma obra da graça de Deus. O Senhor Jesus disse em Sua oração sacerdotal a DEUS PAI (João 17:3):  “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” O Senhor Jesus disse também em João 14:6  “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” Desta forma Buda, Madre Tereza, Gandhi, Maomé, Joseph Smith, Hellen White, Alan Kardec, mestre Osho, ou Paulo Coelho e outros cheios de boas intenções (não se sabe com quem ou o que), se não se entregaram(em) à Cristo tendo a Ele como seu único Senhor, a uma hora destas estão(rão) no inferno. Como diria o ditado: de boas intenções o inferno está cheio. E ainda tem gente querendo ser à imagem deles!?!? Pois vão para o mesmo lugar que eles. 

terça-feira, 17 de abril de 2012

Resposta do pr. Julio a um convite da igreja Mundial

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Questionamentos humanos


Introdução
            Porque Deus sabendo que o homem iria pecar, o criou assim mesmo? Por que tanto sofrimento na vida presente e a salvação depois somente após a morte? Porque o evangelho de Cristo não é um evangelho de paz, de amor e compaixão para com o próximo? Por quê? Por quê? Por quê? Lembro-me de todos os meus filhos quando começaram a indagar o motivo das coisas serem da forma que são, ou o motivo de ser o que são. Todas as vezes que algo nos é nebuloso, oculto e do qual não temos as respostas, invariavelmente questionamos: por quê? Mas quando somos mais crescidos podemos complicar um pouco mais os questionamentos: qual o motivo do por quê? Será que de fato não sabemos? Estamos especulando? Queremos saber se o outro tem uma resposta melhor do que a nossa? Ou de fato queremos aprender algo como uma criança? Jesus afirmou que esta última é o ideal. “Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus” (Mateus 18:4).  

Fé e razão
          Nota-se que o teor das perguntas tem como base o sofrimento humano, nas suas necessidades, angústias, sendo ele, portanto, o centro da história e não Deus. A perspectiva humana sobre quem ele é, sobre o que ele vive, sobre o que ele vai ser, são questionamentos construídos sob a égide do racionalismo kantiano e sob o desdém de Nietsche que afirma que o Deus da Escritura morreu e que o super-homem surgiu em seu lugar. Para se responder a estas questões não se presta unicamente o seu questionador ter respostas a partir de suas perguntas, mas deve o questionador despir-se completamente de sua ótica pós-modernista e, como uma criança, revestir-se de um novo homem (Efésios 4.22 e Romanos 8.29; 12.1-2) . Ou seja, refazer todas as perguntas de forma a se submeter de forma humilde a todas as respostas não com a centralidade no homem, mas sob a perspectiva da Revelação Divina.  
          Depois das grandes mudanças ocorridas na epistemologia científica e, portanto, filosófica; até mesmo Deus começou a ser olhado sob a ótica da matemática, da biologia, da psicologia, da física, da pedagogia, etc. Tais matérias podem e dever ser usadas para compreender muitas coisas, entretanto, Deus não. Não podemos colocar os óculos das ciências para tentar entender Deus ou Sua Revelação, por que isso acarreta no erro inicial, ou seja, tentamos entender Deus e o próprio homem a partir da ótica humana. Como se afirma “cada um tem a sua verdade...” e “cada um tem a sua interpretação da Bíblia”. E Deus termina por ser questionado de forma indevida. Doutra sorte, podemos olhar as ciências e o homem com os óculos da Revelação de Deus. A Bíblia é completamente inerrante (em suas línguas originais) e interpreta a si mesma de forma mais pura. Isso nos dá uma percepção divina acerca do homem, e do próprio Deus, pois Ele se revelou a nós, não fomos nós que o descobrimos perdido, vagando em algum lugar do espaço.
           Tal afirmação não tem como intuito dizer que devemos ser irracionais, mas que devemos ser supraracionais, uma vez que a matéria fé está acima da razão (Romanos 12.1-2) , e ela é completamente necessária para uma devida racionalização acerca de Deus. Não é possível racionalizar para depois crer; é necessário, entretanto, crer para racionalizar (João 20.29) . A primeira forma de se pensar, a partir da razão humana, nos conduz a questões que, invariavelmente, permanecerão sem respostas, como não há desde que o homem começou a se questionar e questionar o mundo à sua volta e o próprio Deus à parte de Deus. Por outro lado, a segunda nos leva a entender todas estas questões da perspectiva divina revelada em Sua Palavra. E isso deve ser assim, uma vez que todas estas ambiguidades estão acima da razão humana sendo, portanto, necessário um implemento divino que nos dá estas respostas, a fé é esse implemento, é dom (presente) de Deus. (Efésios 2.8; Hebreus 11.6) . 
Soberania divina x rejeição humana
        Desta forma, quando olhamos para a revelação suprema de Deus, a centralidade da história não está no homem, na sua criação, na sua existência, ou ainda na sua miséria, mas está no próprio Deus Triúno criador, conhecedor e mantenedor de todas as coisas.  Deus, então, criou o homem sabendo que ele iria pecar e sofrer por que Deus é sádico? Pelo contrário, Deus criou o homem para se relacionar com ele, para dar a ele a oportunidade de ser à Sua imagem e semelhança, no intuito de que no fim Deus mesmo seja glorificado. E isso qualquer que seja a relação do homem para com ele, positiva, ou negativa. Deus nos criou para sua própria glória (Isaías 43.7) . E Ele nos deu esta satisfação mesmo não carecendo Ele de o fazer, mesmo nós não tendo o direito de questioná-lO o por quê (Romanos 9.20) .  
        Contudo, ainda o homem sendo criado para glória de Deus, o homem O rejeitou, rejeitou Seus preceitos, rejeitou Sua moral, rejeitou Sua soberania. Apesar de não poder, o homem, de alguma forma mudar os planos de Deus (Gênesis 2.17; 3.11; 3.17;  Jó 42.2) . Isso não quer dizer que o homem que rejeita a Deus não glorifica a Deus, glorifica sim e veremos isso posteriormente. Vemos que a decadência humana em todos os seus aspectos são decorrentes de uma ação do próprio homem, Adão, no paraíso, que era o representante da raça humana quando Deus estabeleceu uma aliança com a mesma. Adão era, no momento, o único ser humano existente quando Deus estabeleceu os princípios para que a humanidade se relacionasse com Ele. Desta forma, a queda de Adão proporcionou a toda raça as consequências de seu pecado e rebeldia contra Deus (Romanos 5.12; I João 1.8) ; o seu pecado, foi e é o pecado de toda a raça. 

Sofrimento humano
         Morte, doenças, violência, psicosomatizações, psicopatologias, catástrofes naturais, enfim, tudo o que acarreta sofrimento ao homem é consequência do próprio pecado humano (Gênesis 6.12-13; 18.20; Salmos 32.3-4; Tiago 4.1-4) . Deus afirmou a Adão: “...maldita é a terra por tua causa... até que tornes ao pó, por que tu és pó e ao pó tornarás...” (Gênesis 3.17-19) . A morte gerada na raça humana é uma morte vista em dois aspectos: 1.A morte espiritual inata e suas sequelas, e como consequência dela a 2.morte física e seus efeitos antecedentes, tais como, doenças, envelhecimento, etc. Não seria isso então maldade de Deus deixar o homem à mercê das consequências do pecado? Não poderia Ele ter evitado esta situação? Não poderia ter Deus intervido no momento da tentação de Adão e Eva? De fato, mas desta forma o homem não teria o livre arbítrio naquele momento. 

Livre arbítrio
          Ao contrário do que muitos pensam livre-arbítrio não se trata de fazer o que bem entende isso se chama livre agência, ou gerência. Livre-arbítrio foi a condição de Deus dada aos dois únicos seres que o tiveram, Adão e Eva, para escolherem não pecar, mas eles perderam o livre arbítrio a partir do momento em que pecaram, uma vez que após este evento, o homem é constantemente pecador desde  o seu nascimento, desde a sua concepção, é natural do ser humano a condição de pecador (Salmos 51.5) , sem livre arbítrio, mas completamente responsável por todos os seus atos (Gênesis 4.7) . Se Deus tivesse intervido na situação, o homem seria apenas um autômato teleguiado para exercer funções e execuções previamente e mecanicamente estabelecidas. Entretanto, Deus responsabiliza o homem pelo seu pecado, uma vez que este era o termo da aliança estabelecida com Adão (Gênesis 2.17; Oséias 6.7) .
       Não há ser humano que não nasça dentro dessa premissa de pecador, desprovido de livre-arbítrio. Não há alguém que nasça na luz e decida ir para as trevas, como o ledo engano de uma letra de rock que afirma “exit light, enter night”. Todos já nascemos em trevas, mortos espirituais e mortos não decidem nada, mortos não têm condições de ir ao encontro de Deus, pois mortos não possuem vontade própria.  “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados” (Efésios 2.1).
        É fato que existe uma discussão mais do que secular entre livre-arbítrio e predestinação. Não quero delongar nesse assunto, mas quero apenas demonstrar algo. A Bíblia apresenta realmente os dois aspectos. Mas, como vimos, um morto espiritual não pode decidir por si ir até Deus. Mas convenhamos, quando a Bíblia apresenta o homem como responsável por sua salvação ela não está apenas demonstrando a atitude do homem submissa à soberania Divina? Não é uma perspectiva humana da salvação a fim de dar ao homem seu sentimento de responsabilidade sobre seus atos para que ele aceite a Cristo como Senhor? E isso após ter sido vivificado em Cristo pela ação do Espírito? O homem é passivo nessa aproximação que gera a vida espiritual . Naturalmente os textos que mostram Deus como responsável apresentam a soberania como perspectiva suprema. 

Soberana Providência 
       Contudo, Deus não deixou o homem só. Não o deixou à mercê das consequências do pecado, mas de antemão previu isso; e na relação econômica da Trindade, por sua misericórdia e divina providência, Deus mesmo estabeleceu que como o homem haveria de pecar e consequentemente estaria sob o jugo do pecado, Ele mesmo encarnaria como homem, viveria de forma pura e santa, sem pecar, e Ele mesmo sofreria as consequências do pecado (como homem), a morte e o sofrimento decorrentes da quebra do pacto no Éden (I Pedro 1.19-20) , sem merecê-las. Desta forma haveria de existir um Ser completamente puro e santo (100% humano, 100%divino), sem pecado, que pagasse pelos pecados, não de todos, mas de alguns que Ele mesmo misericordiosamente escolheu livrá-los da condenação eterna (Efésios 1.4)  como pena consequente do pecado (2 Timóteo 1.9, 1 Pedro 3:18 ) . E Deus mesmo não pode ser acusado de injusto por que escolheu, dentre toda a humanidade que estava a caminho do inferno, salvar uns e predestinar outros ao inferno: Romanos 9:20  Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?! Porventura, pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que me fizeste assim? Questionar a Deus sobre suas decisões é um ato simples e puro de rebeldia. 

Exclusividade
           Era necessário que, de fato, Deus morresse na cruz como homem por três motivos: 1. Não há possibilidade de que nenhum homem pudesse assumir tal responsabilidade para si, pois todos já nascem em pecado, e um pecador pagar pelos pecados de outro pecador é irracional (Ezequiel 18.4) . 2. Desta forma temos um Deus que se compadece de nossa condição humana, pois Ele viveu como homem, sabe o que é sofrer; e como tal tem plenas condições de nos conceder o perdão necessário para que possamos ter reatada a relação com Deus quebrada no Éden (Hebreus 4.15) . A queda de Adão no paraíso não foi acidental, mas determinada na eternidade por Deus para que, um dia, Ele providenciasse a salvação para o homem que quisesse conviver com ele por sua vontade (livre-agência), dada por Ele mesmo (Marcos 16.16; I Pedro 1.23) . 3. Necessariamente teria de ser um justo pagando pelos pecadores (I Pedro 3.18; I João 2.1) . Mas por que então o crente continua a sofrer com a morte, já que Cristo pagou pelos nossos pecados?

Pecado e sofrimento
          A morte para o crente tem um peso diferente do peso da morte para o descrente. Quando aceitamos a Cristo como nosso único mediador (e só pode ser Ele dados os motivos acima, entre outros) o crente passa a ver o que de fato o pecado é, uma afronta a Deus que o libertou do próprio jugo do pecado. E quanto mais o crente aprofunda seu conhecimento nas Escrituras, na própria revelação suprema de Deus, sobre o que Ele é e quais seus planos para a humanidade, e estreita cada vez mais seu relacionamento com Ele, cada vez mais o crente quando peca se entristece devido ao fato de ter nele o Espírito Santo para o alertar (Efésios 1.13; 2 Coríntios 7.10) . 
                A vida para o crente é uma constante luta contra o pecado, por isso quando morre, sua luta termina e passa a gozar da presença divina de forma intensa. Para o crente a morte se torna de fato um alívio da opressão do pecado. Por isso Paulo afirma: “Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor” (Filipenses 1:23) .
             Ao contrário, a vida do descrente não há o peso do pecado sobre ele no sentido de que ele não se importa, ou para ele não faz diferença pecar ou não (Salmos 36.1-2) . Não se trata aqui de ser um bom marido, um bom filho, esposa, etc. Por que a salvação eterna não é por pura moralidade, por obras, por boa intenção; pois destas o inferno está cheio; uma vez que a salvação é somente pela graça (Efésios 2.8)  e não pelo mérito humano. 
O ser humano só passa a sentir desprazer no pecado quando ele se submete ao senhorio de Cristo (Salmos 36.9-10)  para que Ele: 1.impute justiça a esse (Romanos 3.24) ; 2.conceda-lhe o Espírito Santo (Efésios 1.13) ; 3.retire dele o poder do pecado (I João 3.9) ; 4.lhe dê uma nova perspectiva de vida (João 10.10) ; 5. Lhe dê condições para que se submeta à sua Palavra (Salmos 1.2;  2 Timóteo 4.3-4) . E que por causa Dele, Ele: 6.Lhe dá a vida espiritual de presente para que possa crer Nele mesmo (Efésios 2.1, Colossenses 2.13) ; 7. Lhe permite ser chamado de filho de Deus (João 1.12) ; 8. Lhe conceda a vida eterna com Ele mesmo (João 3.16; Apocalipse 21.3) .
           Há sofrimento tanto na vida do crente, quanto na vida do descrente, contudo, o grande sofrimento do descrente na vida são as consequências de seus próprios pecados, o que também não deixa de ser para o crente; enquanto que a grande luta do crente é e deve ser não pecar e o seu sofrimento quando peca. Mas quando o crente morre, seu sofrimento é posto fim, e quando o descrente morre sentirá saudades do sofrimento da vida. 
Para que e o que pregar?
              Então devemos pregar o evangelho do Senhor Jesus mesmo sendo ele soberano? Isso é óbvio! Mas já houve quem disse que o óbvio também precisa ser dito para não ser esquecido. Ninguém conhece quem são os eleitos a não ser o próprio Deus. De fato o evangelho precisa ser anunciado! Todavia o que não é tão óbvio assim é que muitos falsos evangelhos de muitos falsos cristos estão sendo pregados e a massa incauta não percebe isso. Um olhar na superfície dos evangelhos e outros textos bíblicos nos leva a crer em uma difusão tal qual outra religião qualquer pregando: paz, amor, harmonia. Mas isso é irracional. É irracional uma vez que: 1.o mundo jaz no maligno (I João 5.19) ; 2.o mundo vos odeia (João 15.19) ; 3.só há um caminho para Deus (João 14.6)  ; 4.só há um caminho para verdadeira felicidade (Tiago 1.2; I Pedro 1.3-9) ; 5.só há um único caminho para verdadeira paz e harmonia (Colossenses 1.20) . 6.qualquer ser humano é completamente corrupto para o pecado, totalmente depravado no sentido de que todas as suas faculdades e áreas da vida são manchadas pelo pecado (Isaías 64.6; Romanos 3.12)  e portanto não podem alcançar uma harmonia com Deus à parte de Cristo.
                   Todas estas questões precisam ser vistas conforme a relatividade de cada uma delas da seguinte forma: O mundo busca harmonia com quem e com quem o evangelho oferece harmonia? Quando o mundo oferece paz, devemos questionar: paz com quem e com quem o evangelho oferece paz? Quando devemos, ou ouvimos pregar o evangelho, perguntemos: o que é o evangelho?  Quando na Bíblia vemos Jesus alertando sobre no futuro haver falsos cristos, falsos mestres e falsos evangelhos devemos ser criteriosos em avaliar o que vem a ser isso. Se o Diabo lhe aparecesse tal qual a figura horrenda que lhe designaram para ser sua imagem, você o seguiria? Claro que não. Mas e se ele pregasse para você um evangelho maravilhoso que supre todas suas necessidades, um evangelho provedor de uma paz totalmente zen e com o próximo, seja ele quem for; um evangelho que lhe proporcionasse uma completa harmonia com o cosmos, isso lhe atrai? Não somente você, mas bilhões buscam e pregam isso (Mateus 24.24; 2 Coríntios 11.14-15) . 

Exclusividade do evangelho
           Quando vemos o evangelho sendo pregado e absorvido desta forma banalizada, o que o torna diferente de qualquer outra religião? Absolutamente em nada ele é diferenciado. O pecado do homem continua sendo acobertado, amenizado e até mesmo se torna “inexistente” em algumas religiões. O evangelho satânico diz que o pecado não é algo que precisa ser considerado com muita ênfase; e que a sua negação na vida pessoal não precisa ser buscada para se ter uma vida plena como prometida por Deus e enfatiza o ser humano e suas carências. 
              O imediatismo da nossa cultura requer que tenhamos nossas necessidades de amor, carinho e compreensão satisfeitas e o falso evangelho prega isso, pois é de fato uma real necessidade do ser humano devido ao pecado. Contudo, isso é como tratar de um tumor que causa dor de cabeça com aspirina, ao invés de uma cirurgia. É tratar da consequência sem tratar da causa.  Precisa-se perceber que todas estas necessidades são consequência do pecado, ele é a raiz de todo mal, carência e das adversidades na raça humana e que invariavelmente cada um vai defender o seu lado de forma a criar todos os problemas decorrentes desta situação. 
         Mas se ao contrário do mundo nos mantermos sob a luz do evangelho de Cristo que aponta nossos erros e pecados, temos paz com Deus e com o irmão (I João 1.7) . Entretanto pregar sobre o pecado é algo que assusta as pessoas, distancia-as da igreja, de qualquer religião, de qualquer pessoa que tente nos alertar sobre ele. Ninguém gosta de ver seus erros expostos mediante uma pregação. A sensação que se tem que o pregador só falta falar o seu nome. Mas é isso de fato o que acontece quando a palavra de Deus é pregada de forma fiel. Pois ela é uma espada de dois gumes: “Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração”. (Hebreus 4:12)  
         Mas é exatamente essa a mensagem do evangelho ele expõe todas as entranhas podres do ser humano. O ser humano é pecador (Romanos 3.23)  e invariavelmente cada um precisa ser reconciliado (entrar em harmonia) com Deus (2 Coríntios 5.18; Colossenses 1.22) , por meio da paz promovida através da mediação de Cristo (Romanos 5.1; I Timóteo 2.5) . Desta forma quando nos submetemos ao senhorio de Cristo (Romanos 10.9; 2 Coríntios 4.5; I Pedro 3.15)  nos tornamos oposição do curso do mundo e do próprio mundo enquanto descrente. Nos reconhecemos pecadores e nos sentimos incomodados por isso, buscamos em Deus não cometermos os mesmos erros, e o descrente não se dá conta e nem se importa com estas questões. 
          Por esta causa não há possibilidade de alguém que não aceitou a Cristo como Senhor de sua vida entrar em acordo com quem já o fez (2 Coríntios 6.14-15; João 15.19)  principalmente no que diz respeito ao caminho a se seguir na vida, quanto aos exemplos de vida a serem seguidos, quanto à que preceitos se ter como princípios de vida, por que como já lembramos: “o mundo jaz no maligno” enquanto o crente segue rumo oposto (Mateus 12.30; I Pedro 1.14) .
          É por isso que em muitas passagens de nossas vidas, e também na Bíblia, encontramos uma verdadeira batalha entre os verdadeiros crentes e descrentes no plano físico; por que forças opostas, mas não equivalentes, (pelo contrário há uma descompensação grotesca entre Deus e o maligno), estão batalhando no plano espiritual. Tais batalhas mais se identificam com tentativas desesperadas de Satanás sabendo que seu fim é certo e próximo do que uma medição de forças propriamente dita (Mateus 10.34-38) . É tal qual um cão latindo preso à corrente (Mateus 12.28-30; Apocalipse 20.1-3; Judas 1.6) . 
           De mesma sorte a mensagem do evangelho não é passiva, nem negligente com o pecado (Mateus 3.7-12; 12.34-35; 23.33-39) .  “Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue” (Hebreus 12:4). Isso também se torna bem evidente na primeira pregação do evangelho após a morte e ascensão de Cristo em Atos 2.14-39  com destaque para os versículos 23 e 38 no que diz respeito ao apontamento do pecado e conclamação ao arrependimento. Mostrando a esperança da vida eterna em Cristo Jesus, pois Ele mesmo resuscitou como que sendo nosso modelo de ressurreição (I Pedro 1.3-5) .
          Quando há uma certa harmonia do crente com o mundo no sentido de que ele não é, vez por outra, perseguido; se ele se dá bem com todo mundo; devemos nos perguntar: não existe algo de errado com isso? Se o mundo se opõe à Cristo de forma natural induzida por Satanás, como pois o crente terá harmonia com o mundo se ele foi criado para ser à imagem de Cristo, ou seja, refletir a Cristo no mundo? Quando o mundo olha para o verdadeiro crente, o que ele vê, não é o crente, mas a Cristo. 
         Ao contrário disso, é sendo de fato conforme Deus planejou para o crente (Romanos 8.29)  que ele glorifica a Deus. Da mesma forma o descrente glorifica a Deus, sendo conforme Deus o planejou (Romanos 9.17-25) . Desta maneira, quando Cristo voltar para executar seu juízo sobre toda a raça humana de todos os tempos, tanto crédulos, quanto incrédulos glorificarão a Deus, tantos os mortos ressurretos quanto os que estiverem vivos neste dia. Uns por que segundo os propósitos e desígnios de Deus aceitaram tê-lO como Senhor; outros por que não aceitaram em vida e mesmo assim o declararão como Senhor, só que tarde demais para receberem a graça da salvação. (Romanos 14.11; Filipenses 2.10-11) .    

Boas obras
        Mas isso não pode nos levar a crer que a caridade, o amor para com o próximo e coisas relativas a isso não fazem parte da vida do crente. Contudo, elas não são, em nenhuma hipótese, o meio de vida do crente, ou o meio para se galgar um espaço no paraíso eterno; a salvação não é por obras. (Efésios 2.8-9).  O lugar destas coisas na vida do crente é que elas devem ser uma resposta de gratidão a Deus pela salvação recebida, não um meio para se chegar a ela. 
Rapidamente para elucidar uma aparente contradição entre Paulo e Tiago, quando o segundo afirma que a fé sem obras é morta (Tiago 2.17) . Ele não está afirmando que é necessário fé para salvação, mas que alguém que diz ter fé em Cristo, necessariamente há de ter obras como resposta à salvação. É exatamente o que ele conclui (Tiago 2.22) . 
        Contudo, tais obras têm critérios para sua execução, três básicos são: 1. com os da própria família (ITimóteo 4,16) ; 2. com os irmãos da fé (Gálatas 6.10) ; 3. Com o mundo e; 4. com os próprios inimigos. (Lucas 6:35)  

Pecado e morte física
       Vendo a morte física como consequência do pecado ela também precisa ser eliminada da raça humana, por isso a revelação de Deus também nos promete a ressurreição do corpo. Mas esta ressurreição precisa proporcionar algo diferente nesse novo corpo (Apocalipse 21.4) . Se o novo corpo for sujeito ao pecado, como o de Adão o era, novamente a raça humana cairia em pecado e Deus teria de tirá-lo mais uma vez do paraíso. Mas o que Deus promete é que esse novo corpo não estará sujeito às consequências e nem será propenso ao pecado (I Coríntios 15.53)  e, portanto, imortal com impossibilidade de pecar. 
      Tal mesmo também será com o corpo dos ímpios. Serão imortais, contudo para sofrimento eterno (Daniel 12.2) . E mesmo assim Deus será glorificado, pois uma promessa havia sido dada em Gênesis 3.15. Essa promessa era uma maldição de Deus dizendo a Satanás (Gênesis 3.15; Apocalipse 12.9)  que um homem (descendente da mulher) viria para destruir a obra que ele, Satanás, havia feito na raça humana, a morte. Por isso Paulo assevera que o último inimigo que Cristo destruiria é a morte, no que diz respeito à humanidade, uma vez que Cristo pessoalmente já a venceu (Mateus 28.6; Atos 2.24)  e agora aguardamos a aplicação dessa vitória na raça humana (I Corintios 15.22-26) . 

Desta forma podemos responder sucintamente às perguntas: 
1. Porque Deus sabendo que o homem iria pecar, o criou assim mesmo? Para sua própria glória. Apesar disso  Ele não tem de explicar nada para ninguém. Ele é Deus é completamente soberano e não pode ser questionado por suas razões. 
2. Por que tanto sofrimento na vida presente e a salvação depois somente após a morte? A culpa é do próprio homem. Deus não pode ser responsabilizado pelo pecado. 
3. O evangelho de Cristo é um evangelho de paz, de amor e compaixão para com o próximo? Absolutamente a paz que o mundo oferece, bem como o amor e a compaixão são meras obras destituídas da graça de Deus e vão para o inferno todos os que a praticam a menos que estejam devidamente arraigados na graça do Senhor. 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Fugindo à regra do blog.



BAIÃO
Baião, terra de onde se diz 
que todas as ruas terminam no Tocantins,

Terra onde se faz a farinha de pupa, 
colhe a pimenta, e o açaí gelado na cuba.

Terra de vasta natureza, mas que destruída, 
destituída de sua beleza.

Terra de povo contente, pardo, branco, índio, negro, boa gente, 
mas, que saudade, sem queijo quente;

Mas é terra de manissoba, pato no tucupi, jabuti na castanha, tacacá
e, quem diria, frutas típicas: cupuaçu, abio, uxi, bacuri, taperebá.
Quando aqui vim parar, filhos, parentes, amigos deixei por lá;

Para minha surpresa, o mineiro que aqui chegou, sem antes de nada saber
Hoje família, amigos e parentes já vieram, até a sogra veio me ver.
Nada comparado com esta gente que de braços abertos receberam meu ser.

Por isso afirmo sem contestação, 
Baião é terra do coração,
pedacinho do céu... aqui no chão. 

sábado, 31 de dezembro de 2011

Lógica, um mal necessário.




           Devem estar estranhando o título em afirmar que a lógica se trata de um mal. Ela se torna má, quando mal usada, quando seu utilizador não sabe como usá-la, ou mesmo nem sabe do que se trata. Da mesma forma, nem todo raciocínio lógico está certo. Pois se pode estar completamente certo no uso desse raciocínio, mas nem sempre ele também estará certo por causa de suas premissas. Geralmente todo argumento lógico básico é composto de duas premissas, onde uma completa a outra, ou a contrária, ou a nega, ou ainda se opõe a ela.  Para todo e qualquer pensador deixar de usar a lógica é o mesmo que jogar pérolas aos porcos. Gasta-se raciocínio, tempo e fosfato naquilo que acaba se tornando um lixo cerebral.  
         Toda dedução só pode partir de um pressuposto formado a partir de um raciocínio lógico onde suas premissas precisam estar firmadas em uma 'verdade'. Como há a questão do racionalismo quando hoje não se diz não existir mais absolutos, mas verdades cognitivas e pessoais, e os pressupostos são construídos em argumentos onde os símbolos só são definidos por sua utilidade e não pelo seu significado, deduzir fica ao gosto de cada um.
              Mas quanto ao princípio do SOLA SCRIPTURA da Reforma Protestante, esse tinha o objetivo de resgatar que toda a prática esperada por Deus para os seus santos, toda a direção de culto, nossa regra de fé e prática partiria de uma fonte de verdade absoluta, inegável, perfeita, a Revelação de Deus, a Bíblia. A premissa para a prática partia de uma verdade única uma metanarrativa incontestável. Quando se tinha este princípio de ação, poderia se esperar que as conclusões provenientes de SOLA SCRIPTURA seriam compatíveis e até mesmo com uma singular unicidade. Isso pode ser visto nos símbolos de fé reformados, são todos espelhos uns dos outros, pois a absoluta referência deles é a mesma: A Escritura. 
              Apesar de muitos se auto-denominarem reformados, e até mesmo chegam a ter um certo status nesse meio, precisamos ter a consciência de que passamos pelo Século das Luzes, pelo Iluminismo, pelo racionalismo de Kant, pela fragmentação e diversificação do que vem a ser verdade. O que dantes era abolido do meio cristão passou a fazer parte, porque a verdade cultural, as possibilidades de interpretação (influência do intérprete), pesaram tal qual a Escritura. Quantas são as práticas que hoje temos na igreja e que, de forma alguma, estão sancionadas claramente na Escritura? Quantas são as teologias trabalhadas a partir de inferências fabricadas pelos intérpretes da Bíblia? Há uma inteira necessidade de se distinguir entre sancionadas claramente na Escritura e inferidas a partir da Escritura, o que torna os resultados bem diferentes.  
            A premissa básica do SOLA SCRIPTURA é o que a Bíblia diz claramente o que se pode fazer, faremos; o que não se diz, não faremos. Isso é estar sancionado claramente. Mas esta forma de ver se perdeu, porque as inferências dos intérpretes têm feito parte da prática da igreja, por hora dita reformada. Pois suas deduções são inferências de significados e teologias a partir da Escritura. A questão é: se a premissa básica deixou de ser SOLA SCRIPTURA para também se ter inferência em adendo, como carregar o título de REFORMADOS?  As inferências são justamente o que os reformadores lutaram contra, e por causa delas muitos morreram e deram suas vidas só para se ter uma ideologia pura da Escritura.   Foram elas, as inferências, que levaram a ICAR a ter a sua postura teológica que tem hoje. E nós, que carregamos o título de reformados, permitiremos que nossas igrejas caminhem para o mesmo rumo?  Se somos reformados, sejamos lógicos em nossas premissas. SOMENTE A ESCRITURA!