sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Benção organização IPB em Baião – 12 de agosto de 12




            Meus irmãos.
Tendo um dia eu e vocês em um passado distante ou perto nos reconhecido como pecadores ; Tendo um dia eu e vocês sido transformados de criaturas em filhos de Deus; Não foi através de outra coisa a não ser através da maravilhosa graça do Senhor Jesus;
Não nos foi concedida a graça por que eu e vocês somos merecedores dela; Não nos foi concedida a graça por que eu e vocês somos melhores que o restante do mundo; Do contrário, se assim fosse, a graça já não seria graça e sim uma compra, ou um direito
Mas nos foi concedida a graça por que Deus é Soberano sobre todas as coisas e assim ele determinou por seu grande amor que fez com que nos enviasse o seu Filho para pagar o preço e apagar a nossa culpa pelos nossos pecados.
E hoje recebemos a benção de sermos chamados filhos de Deus, com a eternidade garantida ao lado de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, por que o Espírito Santo de Deus nos regenerou para uma nova vida, quando então por esse motivo passamos a ver o nosso passado o quão distantes estávamos de Deus; passamos a olhar o presente vivendo um dia de cada vez mas de olhos fixos para o Senhor de nossa salvação da qual desfrutaremos em sua companhia e assim somos consolados acerca  de nossa eternidade.
Muitas vezes somos levados a crer que estamos distantes da vontade do Senhor por causa de um ou outro problema; mas esta é uma visão esgoísta que nos faz pensar que tudo tem que ser feito conforme nos achamos ser o certo. Mas não é assim, pois  mão do Senhor esteve conosco em todo o tempo. Não seria possível a organização desta congregação em igreja exceto pela presença do Senhor à frente deste trabalho bem como à frente em nossas vidas, pois somos miseráveis pecadores e dEle não merecemos nada. Mas Deus é longânimo e asas benigno.
Que a Graça, a misericórdia, a paz e o consolo do Nosso Deus nos sejam derramados hoje e sempre sobre toda a igreja do Senhor, sobre a IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL EM BAIÃO. Amém.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

De fato existe verdade relativa



            O Mecanicismo pós Iluminismo foi um movimento que trouxe algumas conseqüências no que diz respeito à maneira do ser humano estruturar seu pensamento. Se o Iluminismo crivou tudo sob a razão, o Mecanicismo determinou que o homem é como uma máquina e como tal pode ser particionado para ser estudado.  Da mesma forma o pensamento, a linguagem, a biologia, etc. tudo pode ser estruturado para ser entendido. Com essas premissas surge a relativização da verdade. Dizem que “não há verdade absoluta”, mas isso é uma incógnita, pois não pode ser absolutamente provado.
Dizem que Einstein já provou a teoria da relatividade, e que isso é físico e matemático, não tem contestação. O problema é que esta teoria de Einstein foi construída sob a perspectiva de um valor absoluto que é a velocidade da luz. Ou seja, a teoria matemática da relatividade só é possível pela existência de um absoluto, de forma análoga, a verdade é, isso é lógico!
Já está em crise esse modelo científico. Já se provou que as sensações são falhas cientificamente, já se provou cientificamente que a ciência é falha. Como crer em algo que se diz inerrante, mas prova por si mesma ser falha? Então, se é falha a ciência não se pode afirmar  por ela mesma que a ciência é falha; mas se não se tem certeza disso então tudo é falho.
O problema está em saber o que torna a relativização da verdade um fato, não porque não exista uma verdade absoluta, mas por que uma visão relativa não tem qualquer capacidade de contemplar o absoluto. Não estou afirmando que temos como ter uma visão absoluta das coisas, mas afirmo que temos como contemplar esse absoluto pela fé, e só desta maneira é possível.  Mas não se trata de uma fé cega nas sensações, mas de uma fé verdadeira e objetiva, direcionada, divergente do empirismo.   
Vemos, ouvimos, tocamos, cheiramos, falamos, são todas as maneiras de nos relacionarmos, de trocar informações com o mundo à nossa volta. Somos seres sensitivos, por que vivemos sob a égide das sensações. Dizemos que somos racionais, por que nossa geração tenta racionalizar as sensações. Então o que de fato acontece é que se crê nas sensações.  Digo crê, por que as sensações sobre qualquer coisa podem estar equivocadas, nem sempre estão certas; e se nem sempre estão certas não podem nunca ser absolutamente confiáveis.
            Vemos que até mesmo os apóstolos e profetas passaram por situações em que as sensações lhes enganaram e que por esse motivo foram tidos como homens de pouca fé, ou pior, homens duros de coração. Falamos, como por exemplo, a noite em que Jesus e os discípulos estavam no barco sendo assolados pela tempestade. Os discípulos com medo (sensação, sentimento), clamaram pelo auxílio do Senhor.
       Doutra sorte os discípulos atravessando o mar da Galiléia e não conseguiam chegar à outra margem viram (sensação – empirismo) Jesus vindo por sobre as águas e pensaram ser Ele um fantasma (engano produzido pela sensação).  Mesmo nós crentes produzimos falsas sensações até mesmo acerca do Senhor Jesus, fundamentados em nosso achismo, em nossas convicções, em nossas sensações sobre a verdade.
            Tanto a humanidade decaída quanto os crentes desviam-se da Verdade Suprema, Absoluta, quando esperamos ser uma total verdade aquilo que pode ser produzido, avaliado, mensurado, pesquisado, observado pelas sensações, pelos nossos sentidos. Cristo nos chama para olhar a Verdade além de nós mesmos, além do nosso mundinho sensacional. É por isso que ele rechaçou com os discípulos a caminho de Emaús que não O estavam reconhecendo devido ao fato de eles não estarem crendo exclusivamente na revelação suprema, na verdade absoluta a Palavra de Deus, a Bíblia.
            Deus nos chama para darmos, o que muitos chamam de um salto no escuro. Mas este escuro não é por que não exista nada lá, ou se trata de um abismo sem fundo, mas o escuro é a nossa própria cegueira em não enxergar a absoluta verdade, e o salto é o que a Bíblia chama de fé. Por isso muitas de nossas ações fracassam, e nos lançamos cada vez mais no pecado por que não cremos nessa verdade; e preferimos lançar nossas vidas, desejos, atitudes, futuro naquilo que estamos enxergando, sentindo, falando, apalpando, cheirando, ao contrário de nos lançarmos naquilo que é mais seguro: ao ver de muitos um salto no escuro, mas para nós um salto na luz da revelação da Verdade Absoluta inspirada e inerrante de Deus, a Bíblia.    

Rev. Júlio Pinto

domingo, 19 de agosto de 2012

O pastor e a comunidade cristã... Saberes e práticas.




·         Mitos sobre o pastorado.
o   Muitos cristãos desenvolveram ao longo de tempos mitos e ideias equivocadas acerca do papel do pastor frente à  comunidade cristã.
o   Tais ideias são, em muitos casos, distorções a partir de textos bíblicos que são entendidos de forma rasa, portanto parcial. Na pior das situações os entendimentos expostos na prática da vida de cada um são feitos de acordo com a situação que estão vivendo. Daí a situação deixa de ser analisada conforme os preceitos bíblicos e passa a ser analisada de acordo com o problema que se vive. Isso é pragmatismo, não é cristianismo. E isso é feito desta forma pela grande maioria dos cristãos, até mesmo os reformados.
o   Tais entendimentos são levados a cabo em várias situações: quando há disciplina; quando há problemas familiares sérios como o divórcio; quando um filho ou parente se afasta da igreja e cai em pecado, ou cai em pecado e se afasta da igreja, quando há assembléias para escolha de pastores e oficiais.
o   Nestes momentos os mitos relativos ao pastorado assumem uma aparência cristã, mas que de bíblicas não têm absolutamente nada. As práticas não são analisadas à luz da bíblia, mas o que acontece é a bíblia passa a ser analisada de acordo com o problema. Ou seja: se tem um problema, fazem uma análise superficial do problema, pegam a bíblia e tentam achar uma justificativa para os seus atos, e colocam a culpa nos oficiais da igreja.  Isso é tirar o foco de Deus, da Bíblia e colocá-lo no homem e seus problemas.
o   O que acontece então nestes momentos é que as manifestações, em muito dos casos assumem um ideal particular de querência e ideal de como deve ser um pastor, ou um presbítero ou diácono. Ou seja, desejam um pastor, um oficial segundo o que eles entendem ser um pastor, ou um oficial ideal, segundo a sua necessidade e não segundo os padrões bíblicos.
o   Desta forma os líderes que querem não são líderes bíblicos, mas líderes que atendam às suas necessidades, líderes que atenda às suas próprias ideias líderes.
·         Um erro grave de cristãos professos, sinceros, é o de querer manipular o pastorado segundo seus próprios interesses egoístas, como se o pastor fosse um empregado que precisa atender aos seus interesses. É desta forma que surgem aqueles que nos corredores eclesiásticos são conhecidos como os “donos da igreja”.
·         Esta preocupação com quem vai ficar à frente, na liderança da igreja com uma ideia aparentemente bíblica de ideal não passa de uma preocupação egoísta de defender seus próprios interesses e que, via de regra, são completamente contrários ao ideal bíblico.

Então vamos começar pelos mitos criados pelos egocêntricos acerca do pastorado.
1.    O pastor é responsável por uma condição de vida dos crentes. Oriunda de um pecado ou irresponsabilidade pessoal ou familiar. Antítese: o crente é o responsável pela sua condição de vida e pelas consequências pelos seus pecados – Romanos 14:12  Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus.;;; Gênesis 4:7  Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo
2.    .O pastor tem que estar presente em todos os trabalhos da igreja...  antítese: afinal o pastor não é a igreja, o pastor não não é onipresente. O pastor também se cansa, fica doente, fica triste, tem problemas em casa com os filhos, com a mulher, o pastor também peca, não é onipotente não é Deus. A igreja tinha pastores e mestres, diáconos para cada um estar atendendo à igreja em sua necessidade. Efésios 4. 11  E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, 12  com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo,
3.    O pastor tem que fazer todas as visitas, antítese: ele ensina como se faz e faz algumas delas, o pastor não é onipresente. Aliás, já foi falado que o pastor deveria estar presente às visitas. Contudo, não foi nem uma nem duas vezes que propus à igreja que façam as visitas e nos casos mais difíceis o pastor se faria presente quando informado pelo crente. Eu avisava: “MARQUEM AS VISITAS E ME AVISEM O DIA E A HORA”. A questão é, quem marcou e me avisou? Ninguém! Já me disseram que seria necessário fazer uma visita a fulano e a beltrano, e afirmei, “ENTÃO MARQUE A VISITA E ME AVISE DO DIA E DA HORA”. Ninguém retornou.  
4.    O pastor tem que organizar tudo na igreja sua esposa também, afinal ela é mulher do pastor.... Antítese – para isso a liderança (presbíteros e diáconos são eleitos) Exemplo: Moisés: Somente as causas mais complicadas eram levadas perante ele. Mostrar um diagrama estrutural de organização de trabalhos... ver slide. Efésios 4.12; I Co 12.23  
5.    Nós crentes não precisamos fazer exatamente da forma que o pastor está ensinando. Esta é a visão do pastor, outros pastores fazem de outro modo e então podemos fazer de outro modo também...
a.    antitese   o pastor é autoridade máxima sobre o ensino na igreja, ir contra seu ensino é ir contra sua autoridade delegada por Cristo.
b.    Quando o crente é batizado ele admite se sujeita à autoridade da igreja local, que é o pastor, e agora aos presbíteros e diáconos. Ir contra o ensino do seu pastor mesmo que outros pastores fazem diferente é pecado.
c.    Só há uma única possibilidade de fazer diferente do que o pastor ensina; mas para isso o que se precisa avaliar é se o que o seu pastor está dizendo está coerente com as Escrituras ou não.
d.    Nosso ponto de avaliação sobre o que podemos fazer ou não podemos fazer, nunca pode ser as outras pessoas, nunca pode ser o que outras pessoas fazem ou deixam de fazer, mesmo que sejam essas outras pessoas sejam pastores também. Fazer algo simplesmente por que o outro faz é antibíblico e anticristão. Pois a regra de fé e prática do crente não pode ser o outro, mas tem de ser a Palavra.
e.    Todo o comportamento que temos e fazemos na vida tem de encontrar respaldo, tem ser autorizado na bíblia e não na vida do outro. Neste ponto, como saber se o que o pastor fez está certo ou errado para que eu possa copiar ou não o seu comportamento? Só por que o pastor fez não quer dizer que está certo. Mas o que se fez deve ser confrontado com a Palavra, mesmo o pastor. E se estiver contra a palavra é pecado e passível de disciplina e exclusão também.
f.     Mas o pastor não pode ser excluído da igreja, por ele ser membro do presbitério e não da igreja; então se o pastor cometeu um pecado e não foi disciplinado, excluído do pastorado, quem vai responder diante de Deus sobre sua permanência é o presbitério. Mas alguns crentes ao invés de perceber nestes acontecimentos o erro do presbitério, eles preferem pegar o modelo de comportamento pecaminoso do pastor e fazer uso dele para justificar o seu comportamento pecaminoso também.
6.    O crescimento da igreja é dependente da atuação dos membros com relação ao evangelismo. O pastor não pode se dedicar inteiramente ao evangelismo, pois a igreja exige dele uma presença mais intensa nos trabalhos, aconselhamentos. Muitos irmãos não estão na casa do pastor e não percebem que tem dias que o pastor precisa fazer 3  a 6 aconselhamentos que muitas vezes duram até três horas cada um.
a.    Os santos estão sendo pouco aperfeiçoados e, assim, desempenhando pouco seu serviço, tendo, como conseqüência, pouca edificação do corpo de Cristo. Para isto mudar é necessário e essencial um discipulado pessoal. As pregações são muito importantes, mas é no discipulado do dia a dia que as verdades pregadas são lembradas, se tornam realidade e prática de vida.
b.    Para que isto aconteça, é necessário que todos se disponham a trabalhar e usar seus dons, a visitar e acompanhar uns aos outros . Deve haver as reuniões maiores com toda a igreja, reuniões com grupos menores e acompanhamento individual . Multidões passam, o discípulo é quem permanece firme! Todos devem ser discipulados, porque até um pequeno membro é importante e todos temos um serviço a prestar no corpo:
c.    Neste aspecto os crentes precisam atuar diretamente na questão do discipulado. Efésios 4.15-16


ESTUDO NA EBD BAIÃO EM 19 DE AGOSTO DE 2012

sábado, 14 de julho de 2012

Quem serás tu?



           Por que se importar com quem não se importa com nada? Por que pregar o evangelho se as pessoas não ouvem, se ouvem não entendem, ou não lhes importa a mensagem uma vez que vêm à igreja apenas para passar o domingo, ou porque é necessário ter uma “religião”[1]. Vêm para ouvir, ouvem e não aceitam, não mudam de vida, continuam pecando, então para que perderem o seu precioso tempo em vir à igreja se nada faz diferença?  
         Certas coisas me angustiam e me fazem pensar na luta diária em que estamos submetidos. Várias vezes no dia me pego lutando contra o pecado, lutando contra o que pode aborrecer a Deus, contra o que pode entristecer o Espírito, e contra o que pode fazer parecer a morte de Cristo na cruz um fato irrisório, desprezível e ridicularizado pelos meus atos.
      Olho para o mundo e até mesmo dentro da igreja, infelizmente, e percebo claramente nas pessoas que elas não estão nem um pouco preocupadas com isso. Que a preocupação delas está em se sentirem bem consigo mesmas. Espanto com a determinação delas em permanecer no pecado, com suas ideias, vontades, desejos carnais, ideais de felicidade.
        Olho e vejo Deus tão distante de suas vidas, clamo ao mesmo tempo para que eu não me torne mais um desses. Clamo para que a vontade no meu coração em conhecê-lO se torne cada vez mais intensa e insaciável, apesar de não merecer absolutamente nada disso. Pois sou um ser humano frágil e descartável; pecador e carente; que tem como única fonte de vida Aquele que morreu na cruz.
      Ando, falo, suspiro, olho, penso, deito, levanto, canto, choro, suplico, faço, todas as coisas pensando nELE. A vida de fato é uma luta diária, uma luta constante contra o pecado e contra os inimigos da cruz, contra os que buscam atalhos, contra os que querem dar voltas, para se chegar a Deus; contra os que rejeitam a oferta dEle em que Ele seja para nós o Meio, o Caminho, o Advogado, Aquele que roga por nós,  o Fim e o Começo de todas as coisas, pois como diz Paulo, “porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas.”
     Sou dono da verdade? Claro que sim!  Tenho vários exemplares dela comigo. Como disse Jesus: "Santifica-os na Verdade, a Tua Palavra (a Bíblia) é a Verdade". A Bíblia é a VERDADE não relativizada, não semiotizada, A ÚNICA METANARRATIVA a ser considerada e a ser crida, para então ser entendida, racionalizada. Quando assim acontece, as escamas caem dos olhos, a vida é descortinada, e todas as coisas se tornam claras. Conseguimos perceber quem somos, conseguimos saber quem são os outros, vemos o passado escrito, percebemos o presente dito, cremos no futuro revelado.
       Vejo claramente a história que um dia começou caminhando para um fim, como o poeta mesmo sendo descrente já disse a Verdade em que creio: “...tudo o que começa um dia acaba e eu tenho pena de vocês...”.  Pena porque infelizmente nem todos ouviram, nem todos ouvem, nem todos ouvirão a sua mensagem. Mas sua mensagem é espada de dois gumes. Ou ela serve para salvação, ou serve para condenação. Para qual lado ela te separará?  Quem serás tu? "Vaso de honra, ou vaso de desonra preparado para a perdição" eterna?


[1] Veja o texto “Teologia reformada não é religião”, neste blog. 

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Carta de um católico a mim em resposta às afirmações que tirei da Bíblia contra a idolatria... obviamente respondi.




Resposta do Rev. Júlio Pinto à carta recebida.
        Caro senhor Juscelino Farias, recebi sua carta, que além de estar sem endereço de remetente para onde eu pudesse enviar uma resposta, também veio com meu nome errado. Fiquei maravilhado, para não dizer estupefato pela simples razão de que tudo o que afirmou que eu estou ensinando em Baião não passam de mentiras e asneiras. Bom, tudo o que escrevi, está na Bíblia, inclusive na sua bíblia católica. Se como sua igreja mesmo diz tanto nas resoluções do Vaticano I e do Vaticano II, que ela é a Palavra de Deus, só posso entender que você está dizendo que a Bíblia, a Palavra de Deus é mentira e asneira e que apenas a Igreja Católica é a detentora verdade contrariando a própria resolução dos concílios dos primeiros séculos e a palavra do próprio Senhor Jesus Cristo que afirmou no evangelho de João 17.17 “Pai, santifica-os na verdade, a Tua Palavra é a Verdade” Note que Cristo não afirma: a “interpretação da igreja é a verdade, mas a Palavra de Deus em si mesma é a Verdade.
      Todas as minhas afirmativas estão fundamentadas e explicitadas claramente em textos da Bíblia. Comportamento que chamou de “fanático e doentil” (quero aproveitar para corrigir um lapso ortográfico seu, é doentio e não doentil).  Contudo, ao receber a sua resposta, e ao iniciar a lê-la, pensei que receberia contra argumentos provindos da própria Bíblia, pois afirmou que sou um ignorante com relação à bíblia, à história, e à teologia. Inocência minha pensar que isso aconteceria. Pelo contrário, recebi um documento espúrio da Igreja Católica, em anexo, completamente distante da mensagem clara da Sagrada Escritura deturpada pela tradição..  E eu é que sou o ignorante com relação à Bíblia? Pois não me deu nem um texto sequer da Bíblia para contraditar o que eu afirmei. Sabe o motivo? Eu explico. O que disse Jesus aos fariseus serve também para vocês pois vêem a tradição da mesma forma que eles, os fariseus, viam a tradição, como está no evangelho de Mateus 15:3  Ele, porém, lhes respondeu: Por que transgredis vós também o mandamento de Deus, por causa da vossa tradição? É exatamente assim a sua prática, transgridem os mandamentos claros de Deus escritos na Bíblia por causa da sua tradição conciliar. Engana-se o senhor em pensar como disse na sua carta que não tenho conhecimento deste texto. Pelo contrário, tenho dois extensos volumes onde estão todas as resoluções do Concílio Vaticano II, no qual o seu pequeno texto está fundamentado, bem como em algumas encíclicas de alguns papas, e já o havia lido inteiramente. Daí a minha opinião acerca desse texto ser espúrio à Palavra.
          Quanto à teologia, não sou um ignorante qualquer que fez um cursinho de teologia de 6 meses, saiba disso. Estudo teologia desde a infância de maneira frugal e sistematicamente e mais intensamente desde 2000. Compreendendo um Bacharelado em Teologia (curso regular de cinco anos), uma pós graduação lato senso em missões; uma pós lato em ensino religioso e um mestrado em filosofia da religião, bem como já está encaminhado outro mestrado, mestrado em divindade. Mas nesse ponto preciso concordar contigo em um aspecto, pois a cada dia que passa e me aprofundo mais, cada vez mais percebo o quão sou pecador e distante da santidade que Deus requer de todos os seus filhos, por isso preciso conhecê-lO mais, entretanto como disse Jesus: Mateus 7:24  Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; . E cada dia mais tenho a certeza do que Paulo disse: Pela graça sois salvos, mediante a fé, e isso não vem de vós, é dom (doron no grego é presente) de Deus. Não de obras (quaisquer delas) para que ninguém se glorie. (Efésios 2.8)    
          Assim sendo, quero aproveitar para dizer que ouvi rumores de que o bispo da prelazia da região, não sei quem é, escreveu uma carta supostamente direcionada a mim e a leu diante dos ouvintes na igreja católica em uma missa, dizendo que esta carta seria enviada até a minha pessoa. Se isso aconteceu de fato, ainda estou esperando receber a aludida carta. E se de fato o bispo escreveu tal carta e a leu para os adeptos de sua igreja, e não tendo ela chegado até mim, só posso pensar duas coisas, o correio falhou, ou que isso seria apenas uma manobra do seu clero para exaltarem-se a si mesmos como piedosos em oposição ao aludido “irmão afastado”, eu.  Pois até o momento o que recebi foi esta sua comunicação e nada mais infelizmente, ou felizmente, depende do ponto de vista. Infelizmente para vocês, por que demonstra que seu bispo não tem resposta bíblica para as afirmativas que fiz, e felizmente para mim, pois diante da sabedoria que vem de Deus revelada na Sua Palavra o homem natural não pode suplantar.
        Se puder dignam-se em responder tudo àquilo que eu afirmei nos textos que distribuí e que você afirmou ser mentira, não usando um documento da sua igreja, use a própria Bíblia pois é dela que vem a VERDADEIRA TEOLOGIA. Mas creio que isso não foi feito antes, justamente pelo fato de que pela Bíblia os senhores não terão capacidade para me responder, não por que vocês são ignorantes em relação ao texto bíblico, o que não deixa de ser, mas por que não há resposta mesmo na Bíblia que defenda seu posicionamento. Também pudera, com o período de mais de um milênio que a igreja proibiu a leitura da bíblia pelos fiéis, não poderia dar em outra coisa. E também não é sem motivo que a sua igreja tem sofrido nos últimos anos a maior perda de fiéis para os evangélicos, noticia esta feita pelos maiores meios de comunicação.  É só pesquisar na própria internet nos sites de jornais sérios, como a Folha de São Paulo, e outros.
         Se preferir, estou à sua disposição para lhe esclarecer segundo o que está escrito nas Escrituras de forma simples, clara e objetiva não usando pensamentos meus, ou a partir de uma tradição malévola desenvolvida pela igreja católica que deturpou as Sagradas Escrituras transformando a Igreja de Cristo em “Sinagoga de Satanás”; mas farei usando outros textos da própria Bíblia para explicar a própria Bíblia. Isso é completamente possível e deixa de ser uma interpretação, pois o próprio termo já diz que já há algo entre (inter) o que está escrito e o que se entende, ou seja, aquele que ensina; e passa a ser uma fiel exposição da Escritura, pois quem a interpreta é ela mesma, não o leitor com suas tradições humanas que conduzem apenas à um evangelho superficial, místico, irreal que não transforma o pecador em alguém que reconheça essa sua condição, mas mascara o pecado, sob formas vis da ilusão criada pelas obras.
       Em Anexo envio um texto que não fui eu quem o escreveu, mas subscrevo com letras garrafais. Diz exatamente o que penso acerca do papado e de suas encíclicas, resoluções, bulas etc. E se algum católico que leu esta resposta quiser uma cópia, serei prestativo da melhor maneira em ceder uma cópia ou discutir  pessoalmente e biblicamente qualquer assunto.  Procurem-me. Sabem onde moro.

Rev. Júlio Pinto – Igreja Presbiteriana de Baião. 


o anexo está disponível no link: 

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Discurso vazio


     Tabula rasa foi um termo usado pelo filósofo inglês John Locke no século XVII. Locke dizia que forma pura de uma mente seria um "quadro em branco" (tabula rasa), e nele é que seria gravado o conhecimento, fundamentado na sensação. Essa foi a doutrina do empirismo definida explicitamente pela primeira vez. Não vem ao caso concordar ou não com Locke, não é esse o objetivo agora.   Mas é impressionante ver pessoas que analogamente à tabula rasa constroem seus discursos, discursos vazios.
     Discursos são proferidos, textos são escritos, conhecimento é exposto, mas o que isso tem a ver com o modo de viver deles? O que tem isso a ver com o que eles são em casa? O que isso tem a ver com o que eles são no seu círculo comum longe da internet, da mídia? Discursos protestando humildade, protestanto cristandade, protestando conversão. Mas de fato são isso mesmo? Só Deus sabe. E sabe mesmo!!!!
      De fato não há pecadinhos e pecadões e com certeza as consequências são diferenciadas. Mas creio eu que a pior das consequências vem com o que considero o pior dos pecados: A FALSIDADE. Pode-se esconder do mundo inteiro quem realmente você é, mas pode-se esconder dAaquele que te criou? Pode-se esconder dAaquele que sonda a sua mente, suas intensões como quem olha para um copo de água cristalina? Pode-se esconder tudo dos homens, mas todas as coisas, visíveis e invisíveis, virão à julgamento.
      O farisaísmo é muito mais atual do que se pensa. Há uma turba de crentes, modernos fariseus que não sabem nem mesmo onde está o umbigo porque a soberba lhes impede de enxergar as próprias faltas. A cegueira é tanta que acreditam que são crentes por que entenderam que só Jesus Cristo salva e que prostrar-se diante de uma imagem é idolatria; e alguns ainda crêem na sua salvação por que possuem uma oratória cristianizada e sobem em um púltpito, e como católicos que crêem na salvação pelas obras, acreditam na salvação por que evangelizam e praticam missão integral.
      Esqueceram-se de a quem “muito é dado, muito será cobrado”!  Que Deus tenha misericórdia de mim para que eu não me torne um fariseu, mas que sempre me humilhe diante do Soberano Senhor do universo reconhecendo meus pecados, para que eu mesmo não me encontre ensoberbecido.



domingo, 8 de julho de 2012

Teologia reformada não é religião.


         “De qual religião você é?” Quem nunca ouviu esta pergunta? “Sou da religião....” Quem nunca deu esta resposta? A religião precisa ser entendida em seu contexto. Apenas quatro vezes esta palavra aparece na tradução Revista e Atualizada da Bíblia, por João Ferreira de Almeida. A primeira é em Atos 25.19 que diz respeito à palavra “deisidaimonia”, à busca de maneira equivocada a Deus. As outras três vezes que ela aparece são em Atos 26:5, Tiago 1:26 - 27. Nestas últimas vezes o termo é “threskeia” que diz respeito a qualquer tipo de adoração, ou cerimônia que tem a ver com a sua inclinação espiritual, seja ela qual for.
         A palavra religião não se encontra nas línguas originais da Bíblia, é um cognato da língua latina que surgiu muito tempo depois do término da escrita dela. No entanto, é usado nestes quatro casos na tradução de João Ferreira e de outros tomando emprestado esse termo que vem do latim para tentar traduzir a ideia da prática que diz respeito à devoção a uma divindade qualquer. A princípio, se queremos distinguir o Deus da Bíblia das falsas divindades obviamente este termo não pode ser empregado com este fim.  
        Apesar de ser essa uma conclusão lógica, não é o cerne deste texto. Como vimos, a própria definição latina do termo traduz um esforço do ser humano em busca da divindade. Nisso todas as religiões do mundo se enquadram. O islâmico tem as suas obrigações, inclusive matar os infiéis, se quiserem entrar no paraíso; o católico tem de participar da missa, ser batizado, etc, se quiser ser salvo; as seitas oriundas do cristianismo, em todas elas seus adeptos têm de fazer algo para alcançar a salvação; os pentecostais evangélicos têm de falar em línguas, têm de buscar serem batizados pelo Espírito Santo, não podem pecar porque se não fizerem conforme suas doutrinas irão para o inferno; as religiões orientais da mesma forma não escapam a esse molde, se não meditarem, não alcançarão o nirvana; os espiritualistas se não forem bons, não alcançarão o patamar espiritual superior.
    É completamente injusto classificar os evangélicos reformados como integrantes de uma religião, apesar de eles mesmos executarem um certo modo de buscarem a Deus. Só que existe uma exorbitante diferença. A Bíblia nos ensina que o homem não toma parte em absolutamente nada no processo da sua salvação. Alguns já chegaram a afirmar que a responsabilidade do homem e a soberania de Deus na salvação do mesmo são "duas linhas paralelas", o que chega ser um total absurdo. Sabemos entretanto que há textos que colocam a responsabilidade da salvação do homem no próprio homem e outros exclusivamente em Deus.
       Precisamos entender que a Bíblia foi feita para ser examinada, primeiramente pela igreja, mas isso não impede de que ela seja examinada por pessoas que não tem qualquer entendimento acerca das coisas de Deus, os ímpios. Mas mesmo assim, se eles lerem tais textos que falam de suas responsabilidades não terão como fugir da percepção no tocante à sua futura condenação ao inferno. Isso eles entendem. O que eles não entendem/aceitam, é a soberania de Deus sobre a salvação do homem.(I Coríntios 2.14; 12.3 )  Isso só um homem de fato salvo consegue entender e aceitar. Renegar a total soberania de Cristo na salvação humana é um ato pecaminoso e diz a Bíblia que é motivo de condenação (2 Pedro 2:1).
       O que estamos afirmando é que a teologia reformada não pode ser definida como uma religião, pois este termo define a ação do homem em sua tentativa de aproximação a Deus com vistas à salvação. Ao contrário, o que define o cristianismo estritamente bíblico, a teologia reformada, é que o homem não tem qualquer capacidade em se aproximar de Deus com vistas à sua salvação, pelo contrário; isso é uma ação de Deus na vida do homem para glória de Deus. Assim não somos religiosos, somos bíblicos.