segunda-feira, 22 de abril de 2013

Soberania de Deus x Ego humano

                 Sem levar em conta a definição e provas bíblicas acerca da Soberania de Deus na Salvação, é preferível crer que somos "robôs" nas mãos de Deus, pois é infinitamente melhor do que ser encontrados arrogantes/soberbos diante Dele crendo que somos nós quem decidimos sobre nossa salvação. Afinal de contas, estes últimos não terão perdão como afirma o apóstolo Pedro: "2 Pedro 2:1 Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição." Ao contrário dos que creem na Soberania de Deus para salvação, pois não há nenhum versículo na bíblia que vá contra esses que assim creem. Como também está escrito: "Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes". 
                   Precisa-se saber diferenciar entre responsabilidade humana e soberania de Deus, que é o cerne da confusão desta questão. O homem é responsabilizado por Deus por sua condenação, mas Deus é Soberano em Seus decretos. E se Deus me salva em primeira instância por que eu quis, então Deus não é Soberano, é um auxiliar, isso é lógico. Toda nossa volição para crer ou não depende em primeira instancia de Deus, como diz Paulo: "Filipenses 2:13 porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade." vale lembrar que sua boa vontade naõ quer dizer que "boa vontade" é aquela que nos satisfaz o ego, mas boa vontade é aquela fundamentada em seus eternos decretos.                  Desta forma é possível entender que é vontade de Deus que todos sejam salvos mas nem todos serão salvos, pois Deus mesmo não vai contra seus decretos. É desta forma a relação entre amor de Deus e sua própria justiça. Sua boa vontade é subserviente de seus Eternos Decretos. 
               Utilizar o versículo "1 Pedro 1:2 eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo, graça e paz vos sejam multiplicadas..." para afirmar que Deus elegeu pois sabia de antemão os que creriam é uma afirmação infante que infere este sentido no texto. E se podemos inferir este sentido, podemos com certeza inferir também que de fato a eleição é segundo a presciência dos que iriam crer, mas fundamentado nos eternos decretos de Deus. Assim esse versículo serve às duas posições. 
              Ao contrário de todos os outros versículos que colocam a responsabilidade do homem sobre sua condenação, não sobre sua salvação, pois como dito anteriormente: toda vontade do homem é produzida por Deus, e o versículo não define se a vontade é negativa, ou positiva. Mas o contexto afirma que a vontade ali é positiva. Mas todos os outros definem esse efetuar de Deus no querer (vontade) humano quanto no realizar (ação) negativa também depende de Deus, pois Ele não endureceu o coração de Faraó? Não é isso que está dito exaustivamente em Romanos 9? Não está a palavra predestinação (destino pré-determinado) escrita fartamente na bíblia, então é a predestinação bíblica ou não? Ao contrário da expressão livre-arbítrio que nem mesmo os atuais arminianos concebem a origem do significado desta expressão cunhada por Agostinho de Hipona, que não tem nada a ver com o significado que imprimem nela hoje e ainda por cima não se encontra em lugar algum nas Escrituras.
                        Livre arbítrio atualmente é definido como a livre vontade do homem em decidir se quer ser salvo ou não, ou seja, é uma obra em parte humana não exclusivamente divina. Pois desta forma Deus é subserviente à vontade do homem para salvá-lo, ou seja, Deus é seu dependente, dependente de uma obra de escolha humana. Isso nega Efésios 2.8, que a salvação é pela graça e não por obras. Desta forma o arminianismo se confunde imediatamente com: 1. Catolicismo: que retira de Deus a Soberania e coloca nos atos do homem independentes dos decretos divinos; 2. Espiritismo: que promove a  "pós-graduação" espiritual do homem nele mesmo, na caridade; 3. com os adventistas e com os judeus que julgam o cumprimento da Lei como forma de alcançar a salvação e não por meio da Soberania de Deus e isso mesmo no AT, que a salvação sempre foi pela graça; a lei era simplesmente aquilo que apontava a incapacidade humana para salvação, como lembra o salmista: "Salmos 6:4  Volta-te, SENHOR, e livra a minha alma; salva-me por tua graça."  E mormente o arminianismo se confunde com qualquer outra religião do mundo que sempre aponta o homem como o responsável por sua salvação, mesmo parcialmente, independente da forma como definem salvação e até mesmo o que definem como sendo seu deus. A Soberania de Deus para Salvação só é vista dentro da Teologia Reformada, ela é única dentre todas as religiões do mundo. Preocupados com isso? De forma alguma. Jesus definiu seu rebanho como sendo pequenino.  
                  Se eu creio que Deus é responsável completamente pela salvação do homem segundo a ideia reformada (como é) na eternidade isso não terá efeito negativo, pois não há prova bíblica disso. Todo o que entende a sua necessidade de aceitar a Cristo como Senhor, é por que "Deus efetuou nele o querer e o realizar" e assim ele, de bom grado, aceita a vontade divina de aceitar a Cristo como Senhor, cumprindo o necessário. Ao contrário do que levantamos anteriormente sobre colocar a responsabilidade da salvação do homem nele mesmo é negar o ato supremo de Deus, que na sua definição repousa o fato de que Deus é completamente Soberano, não parcialmente, como lemos anteriormente: "renegarem o Soberano Senhor que os resgatou" terá consequências negativas na eternidade. Resgate é outra palavra para demonstrar o ato misericordioso de Deus para salvação. Ou seja, esses que renegam o ato completo e Soberano de Deus para Salvação, são os que Paulo afirma que sofrerão repentina destruição, pois negam o supremo ato Soberano de Deus. Ou seja, negam a Cristo a favor de si mesmos. Isso define que toda religião que prega a salvação dependente de alguma forma do homem (e todas são assim, exceto as igrejas reformadas), negam a soberania de Deus e isso não terá perdão. 
                 Mas se Deus é Soberano sobre a salvação ou não de todos, por que pregar? Isso é simplesmente uma questão de obediência. Todo ser humano salvo demonstra salvação obedecendo a Deus, e a ordem que foi dada aos seus é: "ide portanto, pregai o evangelho a toda criatura". A ordem para se iniciar a igreja e a propagação do evangelho é por meio da pregação. Em outras palavras, o meio, o instrumento pelo qual Deus efetua seus decretos de salvação/condenação é por meio da pregação, ou pela falta dela. Digo desta forma, pois todo o que não decidir-se por Cristo (seguindo o impulso para o nosso querer vindo de Deus pré-determinado com dia e hora marcados, Salmos 139:16) será condenado, mesmo que não tenha nunca tido a oportunidade de ouvir o evangelho, pois não há salvação sem o conhecimento de Cristo. Dito de outra forma: sem a mediação dEle. 
                     O problema todo entre aceitar a Suprema Soberania de Deus para Salvação não é a falta de provas bíblicas, pois a Bíblia está farta delas. O problema todo é que essa doutrina vai contra o ego humano, ou seja, sua rejeição parte do fundamento de que o homem soberbo em sua natureza, decaído em pecado, não consegue admitir que ele não possa decidir sobre si mesmo. Dito de outra forma o problema é emocional/sentimental, e não a falta de provas bíblicas. 

quinta-feira, 14 de março de 2013

Você é, de fato, um cristão?


A boca fala do que está cheio o coração
E hoje muitos dizem: “Eu sou cristão!”
Mas aos mandamentos de Jesus
Não querem obedecer não!!!

O que mais ouvimos é:
“O mais importante é o ´amor’!!!!”
Mas a presente geração
Não quer vivenciar de Cristo a dor...

A dor de negar a si mesmo,
A dor de levar a sua cruz,
A dor de morrer para o mundo,
Por genuíno amor a Jesus!!

Quem é de fato cristão
Deve andar como Cristo andou
Seguindo Seu excelente padrão
Que a si mesmo, por Amor ao Pai, se entregou

Se você é de fato um crente
Dizendo seguir Cristo Jesus
Então seja coerente
Andando na luz levando sua cruz!

Muitos dizem conhecer a Verdade
Mas nela deixam de meditar
Não seguindo a Jesus Cristo
Deixando-se pelos falsos mestres levar

Há também outra triste realidade
De pura cobiça e ambição
Querem a bênção do Senhor
Mas o senhorio de Cristo não

Outro fato que entristece o coração
É perceber na obra do Senhor negligência
O que também causa a Deus abominação
É entre os irmãos haver falsidade e maledicência

Há os que, na igreja, agem de um jeito
Que a todos impressiona com sua “espiritualidade”
Mas, no seu dia a dia, agem com despeito
Andando mesmo na carne

Muitos na igreja cresceram
E acreditam já terem a salvação
Seguem o exemplo dos que creram
Mas não têm Jesus no coração

Todo verdadeiro cristão
Ao ser confrontado com o pecado
Não guarda mágoa no coração
Mas, arrependido, por Deus é perdoado

Infelizmente, há os orgulhosos
Quando confrontados com a Verdade
Acabam saindo da igreja desgostosos
Por falta de sabedoria e maturidade

Sei que estes versos
Manchados pelo pecado são
Mas termino deixando uma pergunta para reflexão:
“Você é, de fato, um cristão???”

Daniela Cristina Martins Pinto
Em 20/02/2013

sábado, 9 de março de 2013

PREGAÇÃO: O MITO DO LIVRE ARBÍTRIO.

Pregação: O Mito do Livre-Arbítrio

Adaptado de um estudo de Walter J. Chantry

 

Na mitologia grega, os antigos criam que quando alguém morria, antes de ser queimado o seu corpo, se deveria colocar duas dracmas em seus olhos para que o barqueiro da morte pegasse estas moedas em pagamento para conduzir o novo defunto ao mundo inferior, à terra dos mortos. 

Mas, como qualquer mito, eles são baseados até em fatos verdadeiros, mas com uma grande distorção desses fatos, tornando o fato em uma fantasia da alma. Por isso, nesta noite quero falar de um grande mito existente no meio evangélico. E vamos meditar no texto de Romanos 1.8-21.

 

 

Romanos 1:8-21

8 Primeiramente, dou graças a meu Deus, mediante Jesus Cristo, no tocante a todos vós, porque, em todo o mundo, é proclamada a vossa fé. 9 Porque Deus, a quem sirvo em meu espírito, no evangelho de seu Filho, é minha testemunha de como incessantemente faço menção de vós 10 em todas as minhas orações, suplicando que, nalgum tempo, pela vontade de Deus, se me ofereça boa ocasião de visitar-vos. 11 Porque muito desejo ver-vos, a fim de repartir convosco algum dom espiritual, para que sejais confirmados, 12 isto é, para que, em vossa companhia, reciprocamente nos confortemos por intermédio da fé mútua, vossa e minha. 13 Porque não quero, irmãos, que ignoreis que, muitas vezes, me propus ir ter convosco (no que tenho sido, até agora, impedido), para conseguir igualmente entre vós algum fruto, como também entre os outros gentios. 14 Pois sou devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes; 15 por isso, quanto está em mim, estou pronto a anunciar o evangelho também a vós outros, em Roma.

16 Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; 17 visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé.

18 A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça; 19 porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. 20 Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis; 21 porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato.

 

Certamente, como disse Paulo aos Coríntios, a palavra da cruz é loucura para aqueles que se perdem. Não somente foi loucura para os tempos de Paulo mas, certamente hoje, muitos se espantam ao ouvir o verdadeiro evangelho de que O Pai eterno enviou seu Filho Eterno para morrer no lugar de pecadores. A loucura de que eles afirmam é: 

 

·      Qual o pai em suas perfeitas faculdades mentais entregaria o seu próprio filho para morrer em lugar de outros? 

 

·      A outra loucura de que afirmam é qual o ser humano que, não tendo culpa alguma, assumiria a culpa em uma pena de morte no lugar dos verdadeiros  culpados? 

 

·      Ainda outra loucura podem afirmar: como pode existir um deus, por mais amoroso e compreensivo que seja, deixaria seu estado de glória, perfeição e soberania sobre o universo, para se encarnar, ou seja, assumir uma natureza humana a fim de morrer por alguns desta raça? 

 

·      Ainda outra afirmação pode ser feita dizendo: é uma total loucura se afirmar que alguém pode se ver livre do pecado pela morte de outro. 

 

Paulo, ao escrever para a igreja em Roma, tinha como intenção em sua carta separar o que de fato era o evangelho de Cristo, dos mitos judaicos e pagãos acerca do Messias que estavam circulando na igreja em Roma. 

 Estas mistificações, estes mitos podem ter surgido de discussões dentro da própria igreja onde havia uma rixa entre judeus e gentios.  

 Vemos que os gentios são citados por Paulo em Romanos 1.13 Porque não quero, irmãos, que ignoreis que, muitas vezes, me propus ir ter convosco (no que tenho sido, até agora, impedido), para conseguir igualmente entre vós algum fruto, como também entre os outros gentios. 

 Vemos também no livro de Atos que Romanos estavam presentes quando Pedro discursou durante a festa de Pentecostes. 

 Atos 2.7 Estavam, pois, atônitos e se admiravam, dizendo: Vede! Não são, porventura, galileus todos esses que aí estão falando? 8 E como os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna? 9 Somos partos, medos, elamitas e os naturais da Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, Ponto e Ásia, 10 da Frígia, da Panfília, do Egito e das regiões da Líbia, nas imediações de Cirene, e romanos que aqui residem, 11 tanto judeus como prosélitos, cretenses e arábios. Como os ouvimos falar em nossas próprias línguas as grandezas de Deus?

  Estes, romanos citados aqui, podem ter sido, de fato, os primeiros cristãos professos e que levaram as boas novas à cidade de Roma. 

 Destas controvérsias entre judeus e gentios, surge, nas palavras da Paulo, o que imperava na igreja de Roma como sendo um problema daquela igreja, ao qual Paulo resumiu entre débil e forte, ou fracos e fortes. 

 Romanos 14. 1 Acolhei ao que é débil na fé, não, porém, para discutir opiniões. 2 Um crê que de tudo pode comer, mas o débil come legumes; 

 Romanos 15. 1 Ora, nós que somos fortes devemos suportar as debilidades dos fracos e não agradar- nos a nós mesmos. 2 Portanto, cada um de nós agrade ao próximo no que é bom para edificação.

 Nestas discussões que lá haviam promoviam as distorções do evangelho e, são tão evidentes quando percorremos toda a carta aos Romanos. Mas, Paulo visava alinhar os pensamentos dos dois grupos distintos na igreja (judeus e gentios).

 Contudo, para que a igreja de Roma aceitasse a carta de Paulo como sendo a orientação divina era necessário que a igreja de Roma aceitasse a Paulo como sendo apóstolo. Ou seja, quem de fato tinha a autoridade para corrigir e fundamentar a igreja no evangelho de Cristo. 

 Tal fundamentação da igreja no Evangelho era um papel exclusivo dos apóstolos. Os fundamentos da igreja do Senhor Jesus Cristo na terra foram postos por eles. Cristo Jesus é a Pedra Angular deste fundamento, ou seja, a pedra principal que deveria ser lançada pelos apóstolos aqui na terra. 

 Depois deste momento histórico, o que resta para os que não viveram no período apostólico é apenas continuar construindo a igreja do Senhor Jesus sobre o fundamento que os apóstolos lançaram, como Paulo mesmo afirma em Efésios 2.20 edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular;

 Paulo faz sua defesa, ou a defesa de seu apostolado quando ele afirma que o evangelho que ele defende é de fato aquele ensinado por Cristo e o faz em dois momentos distintos na carta aos Romanos: 

 Romanos 2. 16 no dia em que Deus, por meio de Cristo Jesus, julgar os segredos dos homens, de conformidade com o meu evangelho. 

 16. 25 Ora, àquele que é poderoso para vos confirmar segundo o meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério guardado em silêncio nos tempos eternos,

 Para acabar com as rixas étnicas dentro da igreja, Paulo ressalta a necessidade de que a igreja precisa viver como um corpo, uma unidade, e que todos estão em igualdade de condições perante Deus, tanto judeus quanto gentios Paulo demonstra em 3.23 ...pois todos pecaram e carecem da glória de Deus,

 E, como Paulo afirmou, todos nós pecamos e somos carentes da glória de Deus. A questão que Paulo precisa trabalhar para chegar a fazer esta afirmação está fundamentada no primeiro capítulo de Romanos. Veja que, inicialmente, Paulo parece fazer uma distinção entre nós crentes e o restante da humanidade. E de fato há uma distinção. Contudo ele afirma neste versículo que tanto judeus quanto gentios são iguais. O que nos faz pensar que se, como crentes gentios, somos iguais com respeito ao pecado aos judeus, não o seremos também com respeito aos ímpios? Nossa natureza não é igual? Não temos as mesmas inclinações?

 A maioria das pessoas diz que acredita no “livre arbítrio”. Você tem alguma ideia do que isso significa? Existe uma boa dose de superstição, de mistificação sobre este assunto. A vontade do homem é exaltada como a grandiosa capacidade da alma humana que é completamente livre para dirigir nossas vidas. Mas, a questão é, do que nossa vontade é livre? E do que ela é capaz?

Quero aqui irmãos tratar de mitos, fantasias que muitos carregam consigo e determinam sua jornada cristã apoiados nesses mitos. O primeiro deles podemos constatar na fala de Paulo.

Romanos 1:13  Porque não quero, irmãos, que ignoreis que, muitas vezes, me propus ir ter convosco (no que tenho sido, até agora, impedido), para conseguir igualmente entre vós algum fruto, como também entre os outros gentios.


1.   O MITO DA LIBERDADE CIRCUNSTANCIAL

 Ninguém pode negar que o homem tem vontade - que é a faculdade de escolher o que deseja dizer, fazer e pensar. Mas, já refletiu sobre a lastimável fraqueza da sua vontade? Embora tenha a capacidade de tomar uma decisão, você não tem o poder de realizar o seu propósito. A vontade pode projetar um curso de ação, mas não tem em si mesma a capacidade de realizar o que se propõe a fazer.

Paulo ao falar da sua vontade em ir à igreja de Roma, de fato ele expressa sua liberdade em ter uma vontade. Mas, também é verdade que ele expressa sua incapacidade em realizar sua vontade. Algo o impedia de ir à Igreja de Roma. Algo que lhe era superior estava lhe dirigindo os passos.

O mesmo percebemos com respeito à José. Os irmãos de José o odiavam e venderam-no como escravo. Ainda assim, Deus utilizou o que eles fizeram para torná-lo um governante sobre eles mesmos. Eles escolheram, com o seu curso de ação, prejudicar a José, mas Deus, em Seu poder, dirigiu os acontecimentos para o bem de José, que disse: “Vós bem intentastes mal contra mim, porém Deus o tornou em bem” (Gn 50.2). A vontade livre dos irmãos de José foi uma, mas o que de fato aconteceu foi outra coisa.

Quantas das suas decisões são miseravelmente frustradas? Você pode desejar ser um milionário, mas é possível que a providência de Deus impeça isso. Você pode desejar ser um erudito, mas uma saúde comprometida, um lar instável, ou insuficiência financeira pode frustrar a sua vontade. Você pode querer sair de férias, mas um acidente de automóvel pode mandá-lo para o hospital. Tiago 4:15 Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo.

Ao dizer que a vontade é livre, certamente não queremos dizer que ela determina o curso da sua vida. Você não escolheu a doença, a dor, a guerra e a pobreza que assaltaram a sua felicidade. Você não optou por ter inimigos. Se a vontade do homem é tão potente, por que não desejar vivendo sempre e sempre? Mas você certamente vai morrer. Os principais fatores que moldam sua vida não se devem à sua vontade. Você não escolheu a sua inteligência, sua cor da pele, seus pais, sua cor dos olhos, seu lugar de nascimento...

Uma sóbria reflexão sobre sua própria experiência levará à conclusão que: “O coração do homem propõe o seu caminho, mas o Senhor lhe DIRIGE os passos” (Pv 16.9). Em vez de exaltarmos a vontade humana, deveríamos humildemente louvar ao Senhor, cujos propósitos formam as nossas vidas. Assim como confessou Jeremias: “Eu sei, ó Senhor, que não é do homem o seu caminho, nem do homem que caminha o dirigir os seus passos” (Jr 10.23).

Sim, você pode escolher e planejar o que tiver vontade. Mas, sua vontade não é livre para realizar nada que seja contrário à vontade de Deus. Nem tem você a capacidade de alcançar qualquer meta que não seja aquela que Deus determinou. 

Da próxima vez que estiver tão fascinado com a sua vontade, lembre-se da parábola de Jesus sobre o homem rico que disse: “(Lc 12.18-21) Farei isto: derribarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens; e direi à minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe, e folga; mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?”. Ele era livre para planejar, mas não para realizar; desse mesmo modo é você.

Romanos 1:18-21

 18 A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça; 19 porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. 20 Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis; 21 porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato.

2.   O MITO DA LIBERDADE ÉTICA

Mas o livre arbítrio é citado como um importante fator na tomada de decisões MORAIS. Diz-se que a vontade do homem é livre para escolher entre o bem e o mal. Mas devemos perguntar novamente: Ela é livre do quê? Ela é livre para escolher o quê?

Veja que no texto, Paulo aponta para duas possibilidades dadas aos homens. Eles têm a glória de Deus estampada à sua frente sendo proclamada por toda a criação. E mesmo tendo esta realidade à sua frente, eles escolhem não glorificar a Deus. Ao invés disso, eles tomam o rumo contrário ao que seria natural a qualquer um que vislumbre a glória de Deus, tal qual como fez Isaías. (Is 6.1-ss)

Perceba que a vontade do homem é a sua capacidade de escolher entre alternativas. A sua vontade, de fato, decide qual a sua ação entre um certo número de opções. Você tem a faculdade de dirigir seus próprios pensamentos, palavras e feitos. Suas decisões não são formadas por uma força externa, mas internas, em você mesmo. Nenhum homem é compelido a agir contrário à sua vontade, nem forçado a dizer aquilo que não quer. Sua vontade guia suas ações.

Isso, entretanto, não significa que sua capacidade de decidir está livre de qualquer influência. Você escolhe com base no seu entendimento, sentimentos, gestos e desgostos, e seus anseios. Em outras palavras: sua vontade não é livre de você mesmo! Você é escravo de sua própria natureza decaída. Suas escolhas são determinadas pelo seu próprio caráter básico. Sua vontade não é independente da sua natureza, mas escrava dela. Sua escolha não forma o seu caráter, mas o seu caráter guia a sua escolha. A vontade é inclinada àquilo que você conhece, sente, ama e deseja. Você sempre escolhe com base em sua disposição, de acordo com a condição do seu coração.

É apenas por esta razão que sua vontade não é livre para fazer o bem. Sua vontade é escrava do seu coração que é mau. “Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na terra, e que era CONTINUAMENTE MAL TODO DESÍGNIO do seu coração” (Gn 6,5), “Não há quem faça o bem, não há nem um sequer” (Rm 3.12), “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto, quem o conhecerá?”(Jr 17.9). Não há força que obrigue o homem a pecar contra sua vontade, entretanto os descendentes de Adão são tão maus que sempre escolhem o mal. (e nisso estamos todos nós até o momento de nossa conversão)

As suas decisões são moldadas pelo seu entendimento, e a Bíblia diz que todos os homens “se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-lhes o coração insensato” (Rm 1.21). Suas concupiscências desejam ardentemente o pecado; portanto, você não pode escolher a Deus. Escolher a Deus é contrário à natureza humana. Se você decidisse obedecer a Deus, seria o resultado de uma compulsão externa. Entretanto, você é livre para escolher o que é de sua natureza, e por isso sua escolha está escravizada à sua própria natureza má.

Se carne putrefata e uma lasanha fossem colocadas diante de um urubu faminto, ele escolheria a carne podre. É a sua natureza que dita qual a será a sua escolha. É desse mesmo modo com o homem. A vontade do homem é livre da força exterior, mas não é livre dos pendores da natureza humana. E este pendor é contra Deus Romanos 8:7  Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar. A capacidade de escolhas do coração do homem é livre para escolher qualquer coisa que o coração do homem assim ditar; assim, não existe a possibilidade de um homem escolher agradar a Deus sem que haja a prévia operação da Sua graça divina.

Aquilo que a maioria entende por livre arbítrio é a ideia de que o homem é neutro, e, portanto, capaz de escolher tanto o bem quanto o mal. Isto simplesmente não é verdade. É aí que o livre arbítrio se torna um mito.  O arbítrio humano, assim como toda a natureza humana, é inclinado SÓ e CONTINUAMENTE para o mal. Jeremias indagou: “pode o etíope mudar a sua pele, ou o leopardo as suas manchas? Nesse caso também vós podereis fazer o bem, sendo ensinados a fazer o mal” (Jr 13.23). É impossível. É contrário à natureza!!! Por isso que os homens precisam desesperadamente da transformação sobrenatural de suas naturezas, de outro modo seus desejos estão escravizados na escolha do mal.

A despeito da grande exaltação que é dada ao “livre arbítrio”, temos visto que a vontade do homem não é livre para escolher um curso contrário aos propósitos de Deus, nem a vontade do homem é livre para agir contrária à sua própria natureza moral. Sua vontade não determina nem os acontecimentos nem as circunstâncias de sua vida. Escolhas éticas não são tomadas por uma mente neutra, mas são ditadas sempre pelas características de sua personalidade inclinada para o mal, totalmente depravada.

 Romanos 1.16-17 Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; 17 visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé.


3. O MITO DA LIBERDADE ESPIRITUAL

 Entretanto, muitos asseveram que a vontade humana faz a escolha final entre a vida e a morte espiritual. Aqui a vontade é totalmente livre para escolher ou rejeitar a vida eterna oferecida por Jesus Cristo. Dizem que Deus concederá um novo coração a todos que, pelo poder de seu próprio livre arbítrio, desejarem aceitar a Jesus Cristo.

Veja que na afirmação de Paulo duas coisas precisam ser consideradas: 1. Que o evangelho é poder de Deus para salvação de todo o que crê. 2. Que o justo viverá por fé.

Não pode haver dúvida que aceitar a Jesus Cristo é um ato da vontade humana. Isto é freqüentemente denominado de “fé”. Mas como podem os homens vir de boa vontade para receber ao Senhor? É comumente respondido: “pela disposição de seu próprio livre arbítrio”. Mas como pode ser isso? Jesus é o Profeta, e recebê-lO significa acreditar em tudo o que Ele diz. Em Jo 8.41-45 Jesus deixa claro que você é nascido de Satanás. Este pai maligno odeia a verdade e transmitiu esta mesma inclinação a seu coração. Por isso disse Jesus: “Porque vos digo a verdade e não me credes” (Jo 8.45). Como pode a vontade humana brotar do homem e decidir naquilo que a mente humana odeia e nega?

Aceitar a Jesus significa, adicionalmente, acolhê-lO como sacerdote - isto é: recorrer a Ele e Dele depender para obter a paz com Deus pelo Seu sacrifício e intercessão. Paulo nos diz que a mente com a qual nascemos é hostil a Deus (Romanos 8:7  Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus). Como pode a vontade do homem natural (Cf. 1 Co 2.14) escapar da influência da natureza humana, que nasceu com uma violenta inimizade contra Deus? Seria insano para a vontade escolher a paz quando cada osso e gota de sangue clama por rebelião?

Então, receber a Cristo significa também aclamá-lO como REI. Significa obedecer a todos os Seus mandamentos, confessar o direito de Cristo para nos governar, e adorar diante do Seu trono. Mas a mente, as emoções e os desejos humanos clamam todos: “Não queremos que este reine sobre nós!” (Lc 19.14). Se todo o meu ser odeia Sua verdade, odeia Seu governo e odeia a paz com Deus, como pode a minha vontade ser responsável por receber a Jesus? Como pode tal pecador ter fé?

Não é a vontade humana, mas a graça de Deus que deve ser exaltada por conceder ao pecador um novo coração. A menos que Deus mude o coração e crie um novo espírito de paz, em verdade e submissão, o homem não pode decidir-se por Jesus Cristo e pela vida eterna Nele. É preciso ter um novo coração antes que o homem possa crer, ou de outro modo a vontade do homem está desesperadamente escravizada à maligna natureza humana - mesmo quanto à conversão. Jesus disse: “Não te maravilhes de ter dito: NECESSÁRIO vos é nascer de novo” (Jo 3.7). Se você não o for nascido de novo, jamais verá o Seu Reino.

Leia Jo 1.12 e 13. Lá é dito que aqueles que crêem em Jesus nasceram, não da “vontade do homem, mas de Deus”. João 1:12-13 Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; 13 os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. 

Do mesmo modo que a sua vontade não é a responsável por você ter vindo ao mundo, ela não é a responsável pelo seu novo nascimento. É ao seu Criador que você deve ser agradecido por sua vida, e “se alguém está em Cristo, é nova criatura” (2 Co 5.17). Quem jamais escolheu ter sido criado? 

Quando Lázaro ressuscitou da morte ele decidiu responder à chamada de Cristo, mas não pôde decidir ter vida. Assim disse Paulo em Efésios 2.4,5: “Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (Pela graça sois salvos)”. A fé é o primeiro ato de uma vontade tornada nova pelo Santo Espírito. Receber a Cristo é um ato tão humano quanto a respiração, mas é necessário primeiro que Deus tenha concedido vida.

 

·      O MITO DA LIBERDADE CIRCUNSTANCIAL

·      O MITO DA LIBERDADE ÉTICA

·      O MITO DA LIBERDADE ESPIRITUAL

 

O problema que essa pregação do livre arbítrio como sendo um mito, nas palavras de Paulo, é loucura para uns, mas para os que crêem é poder de Deus para sua salvação.

 Não é de admirar que Martinho Lutero tenha escrito um livro intitulado Nascido Escravo, que ele considerou um de seus mais importantes tratados. 

A vontade está presa às cadeias da maligna natureza humana. Você, que exalta o livre arbítrio como um grande poder, está apegado a uma raiz de soberba. O homem, como um pecador perdido, está definitivamente sem socorro e esperança. A vontade do homem não oferece esperança. Foi a vontade de escolher o fruto proibido que nos atirou na miséria. Somente o poder da graça de Deus pode oferecer livramento. 

Lance-se à misericórdia de Deus para a salvação. Rogue ao Espírito de Graça para que Ele crie um novo espírito dentro de você.

 LIVRE ARBÍTRIO É HERESIA CATÓLICA - Ex- padre afirma que o arminianismo é uma heresia católica. Ele identifica claramente em seu depoimento como a igreja católica vê o livre-arbítrio e acusa os arminianos de terem se voltado para o romanismo ao invés da Bíblia. Veja no link abaixo: 


http://www.puritandownloads.com/arminianism-agrees-with-roman-catholicism-and-calvinism-agrees-with-the-bible-free-reformation-videos-mp3s-etc/?utm_source=Arminianism+Agrees+With+Roman+Catholicism&utm_campaign=SWRB-EMAIL-Armin-RC-Bennett-Feb23-2013&utm_medium=email
 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

TEXTO III - INSTITUIÇÃO HUMANA X INSPIRAÇÃO DIVINA

Esboço da pregação de domingo: 17/02/2013


O lugar do verdadeiro louvor.

1.       Vimos em uma última pregação sobre o louvor que a Bíblia no Novo Testamento não dá qualquer suporte para  a utilização de instrumentos musicais por três motivos:
a.       A utilização dos instrumentos no culto do AT foi feita por Davi, endossando a ordenação dos Levitas, descendentes de Arão e seus filhos como uma atividade exclusiva realizada apenas pela linhagem dos sacerdotes.
b.      O culto realizado no AT era completamente imperfeito, sua realização era uma sombra do verdadeiro culto que haveria de vir, como afirma Paulo, em Colossenses. Era um projeto para o verdadeiro culto que haveria de ser implantado, um culto feito em Espírito e em Verdade, não fundamentado em coisas visíveis.
c.       Há duas ordenanças específicas relatadas no Novo Testamento com respeito ao culto e nenhuma das duas ordena que se faça uso de instrumentos musicais. Os únicos textos que falam de utilização de instrumentos em um culto no NT são os textos de Apocalipse, mas nenhum deles mostra que é a igreja que vive nesta terra, mas diz respeito aos mortos que já se foram. A igreja vencedora, a igreja triunfante. E nós não fazemos parte dessa igreja triunfante, mas da igreja militante. Ou seja, somos a parte da igreja de Cristo que ainda milita contra o pecado.
2.       Sendo assim, a igreja não tem louvor? Esta é a resposta que daremos hoje.

1.       A igreja precisa louvar ao Senhor, pois a Bíblia ordena isso.
a.       Hebreus 13:15  Portanto, ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é,  o fruto dos lábios que confessam o seu nome.
b.      Falar da temeridade em entender louvor como sacrifício.
c.       Uma abnegação dos atos de sacrifício do AT, deixar de lado o modo de culto do At e prestar a Deus culto em louvor apenas. O autor já havia lembrado em seu texto que Cristo sofreu fora dos portões do templo, onde era o único lugar possível de se adorar a Deus. O sacrifício anual poderia ser feito apenas no templo como forma de prefigurar a Cristo, só poderia ser feito lá dentro... Agora Cristo, o sacrifício perfeito sofreu lá fora, trouxe o culto para fora do templo. Uma aperfeiçoamento em Cristo do culto em vários aspectos. Agora o culto não é mais restrito ao templo, e naquele momento restrito do templo, naquela hora certa marcada... mas como diz o texto: ofereçamos SEMPRE POR ELE A DEUS SACRIFÍCIO DE LOUVOR.
d.      Fruto de lábios. Além do aspecto apenas humano presente neste mandamento de louvor, quando ele afirma: FRUTO DE LÁBIOS, DA SUA BOCA, juntamente a isso ao tempo exigido para o louvor: SEMPRE, também deve ser de lábios.
e.      Neste aspecto envolve muito mais do que simplesmente o louvar a Deus apenas cantando.
f.        O autor apresenta os lábios e as palavras que saem dele como algo inerente à comunicação do ser humano na qual ele deve manter todo o tempo:
g.       Não apenas de homem para com homem, mas também do homem para com Deus. Neste aspecto Pedro destaca :  
h.      1 Petro 1:7  Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece  e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação  de Jesus Cristo; 
i.         Vemos aqui que o louvor exigido não se trata apenas de algo que se faz dentro da igreja, mas se trata de uma vida inteira.
2.       Aqui adentramos ao segundo motivo de termos a obrigação de louvar a Deus. – o louvor não é o que se faz dentro da igreja apenas é o modo como você vive que louva a Deus.
a.       Filipenses 1.9  E peço isto: que o vosso amor cresça mais e mais em ciência e em todo o  conhecimento, 10  Para que aproveis as coisas excelentes, para que sejais sinceros, e sem  escândalo algum até ao dia de Cristo; 11  Cheios dos frutos de justiça, que são por Jesus Cristo, para glória e  louvor de Deus.
b.      Paulo nos mostra que é um dever de todo cristão>
                                                                           i.      Crescer em toda a  ciência/conhecimento  - comentar
                                                                         ii.      A fonte das coisas excelentes é o conhecimento dos desígnios divinos.
                                                                      iii.      2 Petro 3:18  Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus  Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade.  Amém.
                                                                       iv.      Este crescer é para que: sejais sinceros – COMENTAR o pecado da inverdade.
                                                                         v.      Sem escândalos – evitar cair no pecado (o que Davi afirmou) ,
                                                                       vi.      Até o dia de Cristo -  A perseverança dos Santos, uma obra de Deus posta na responsabilidade humana. De tudo prestaremos contas. O contexto aponta para o Soberano como aquele que de fato concretiza a Salvação.  Filipenses 1:6  Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a  aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo;
                                                                            vii.      Mesmo que a soberania de Deus no tocante a salvação é proeminente, nossas vidas devem expressar aquilo que cremos:
                                                                          viii.      Romanos 12.1-2. O culto racional- coerente, precisa haver conhecimento prévio. Não existe culto sem o conhecimento necessário de Deus para que o próprio culto aconteça.
                                                                             ix.      Isaías nos mostra que sendo assim, não existe verdadeiro culto, verdadeiro louvor se a nossa vida não está de acordo com o que Deus espera de nós. ISAÍAS 1. 14  As vossas luas novas, e as vossas solenidades, a minha alma as odeia; já  me são pesadas; já estou cansado de as sofrer. 15  Por isso, quando estendeis as vossas mãos, escondo de vós os meus olhos;  e ainda que multipliqueis as vossas orações, não as ouvirei, porque as vossas mãos estão cheias de sangue. 16 ¶  Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos  meus olhos; cessai de fazer mal.
                                                                               x.      Aqui Isaías deixa claro que Deus busca verdadeiros adoradores que realizem um verdadeiro culto, um culto sacrificial não conforme o sacrifício de um animal com derramamento de sangue, mas do derramamento da alma aos pés do Senhor. Desta forma se alguém afirma que não consegue louvar a Deus somente com as vozes, que depende disso para louvar a Deus, então não há verdadeiro culto, não há verdadeiro louvor, por que o verdadeiro louvor não tem nada a ver com o fato de se usar ou não determinado instrumento, mas tem a ver com a vida que levamos diante de Deus.
3.       O terceiro motivo que necessitamos para louvar a Deus, é por que simplesmente devemos reconhecer que Ele e apenas Ele é digno de ser louvado.  - Judas 1:25  Ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e  poder, agora, e para todo o sempre. Amém.
a.       Não existem deuses paralelos.
b.      O Deus do cristianismo é único em todos os sentidos. Explicar a diferença entre o cristianismo e as outras religiões.
c.       Deuses precisam ser fabricados. Imagens são geradas.
d.      Deus não se permitiu ser retratado
e.      Deus não permitiu retratar ninguém e prestar culto a esse alguém.
f.        Aspecto diferenciado – as falsas religiões querem se conduzir a Deus, buscam por seus próprios esforços. João nos mostra algo diferenciado no verdadeiro cristianismo: João 17:3  E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro,  e a Jesus Cristo, a quem enviaste. É Emanuel, Deus conosco, é Deus se revelando ao homem, etc.
g.       Por que entendemos, reconhecemos, aceitamos e vivemos de acordo com a fé de que Ele é o único Deus verdadeiro Ele nos concede a vida eterna, motivo mais do que suficiente para louvarmos a Ele em todo o tempo.
h.      Davi, no Salmo 34, mesmo tendo sido ele  aquele que determinou a forma de louvor para o AT, ele sabia que o louvor era muito mais do que o momento do culto: Salmo 34: 1 Louvarei ao SENHOR em todo o tempo; o seu  louvor estará continuamente na minha boca. – COMENTAR.
i.         O salmista reconhecia a Deus como seu Salvador, como seu Senhor e por isso ele ressalta que o louvor é algo necessário na vida que afirma que Deus é seu Salvador e Senhor.
4.       CONCLUSÃO: Sendo assim, o que deve acontecer na igreja quanto ao que afirmamos ser o louvor?
a.       Efésios 5:19  Falando entre vós em salmos, e hinos, e cánticos espirituais; cantando  e salmodiando ao Senhor no vosso coração;
b.      Colossenses 3:16  A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria,  ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e  cánticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração.
c.       Vimos nestes dois texto que a igreja reunida precisa louvar ao Senhor, um louvor que se fundamenta no coração, no modo de viver não em rituais, ou coisas que relembrem o culto do AT. Precisa haver a pregação da Palavra, cânticos, Salmos que são os hinos inspirados por Deus.
d.      O louvor na igreja acontece quando todos nós que expressamos a mesma fé e entendemos o que de fato significa louvor, o que de fato significa ser filho de Deus e das responsabilidades que nos são acarretadas, nos unimos debaixo de uma autoridade instituída por Deus: Efésios 4.11  E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para  evangelistas, e outros para pastores e doutores, 12  Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para  edificação do corpo de Cristo;
e.      Falar da legalidade em estar em uma comunidade debaixo de uma autoridade – quem pode estar e não está, sabendo e conhecendo a Deus está em rebeldia, não pode louvar a Deus se o coração está relutante e rebelde contra a autoridade instituída por Deus.
f.        Não existe crente solitário, pode haver crente rebelde, mas se é rebelde há de se pensar em sua perspectiva do que significa ser crente.
g.       Se estamos em Cristo e somos de Cristo, quando nos unimos no mesmo lugar com um mesmo propósito, exaltamos ao Senhor de forma unânime, em conjunto, a igreja unida. Mas isso não significa que o louvor é o que APENAS O QUE fazemos na igreja quando cantamos mas é todo o nosso modo de viver estando no templo, ou estando em casa, ou estando na escola, e quando estamos juntos, engrandecemos a Deus como um só corpo.