"Lula celebra o endividamento do povo e chama isso de conquista" https://www.aliadosbrasiloficial.com.br/noticia/lula-celebra-o-endividamento-do-povo-e-chama-isso-de-conquista
A frase atribuída ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (de que é “bom” que o povo tenha capacidade de se endividar) não surge no vazio, mas dentro de um contexto em que políticas públicas buscam ampliar o acesso ao crédito e renegociar dívidas por meio de programas como o “Desenrola” .
Mas há uma provocação inevitável por trás disso.
Se o progresso de uma nação começa a ser medido pela capacidade de seus cidadãos contraírem dívidas (e não pela sua capacidade de produzir, poupar e prosperar) então algo mais profundo está sendo revelado: uma inversão de valores econômicos e, talvez, uma dependência estrutural sendo normalizada.
O endividamento, nesse cenário, deixa de ser um problema a ser combatido e passa a ser um mecanismo funcional. Quanto mais o indivíduo depende de crédito, renegociação e mediação estatal, mais ele se encontra preso a um sistema em que o Estado não é apenas árbitro, mas sustentador permanente da sua sobrevivência econômica. Programas que aliviam dívidas podem, de fato, oferecer alívio imediato, atingindo milhões de pessoas , mas também reforçam um ciclo onde o cidadão não sai da dependência, apenas a administra.
É aqui que a crítica se torna mais aguda: o que se apresenta como inclusão pode, na prática, produzir subordinação. Um povo endividado recorre; um povo que recorre, depende; e um povo que depende dificilmente se torna verdadeiramente livre.
Se isso é “conquista”, então é preciso perguntar: conquista de quem: do povo, ou do próprio Estado?
Rev. Julio Pinto
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