Certamente já ouvimos falar daqueles que se sentem donos da igreja. Suas atuações variam desde atitudes de rebeldia, até semear a discórdia e conseqüente divisão da igreja. Qualquer que seja sua atuação a raiz é uma só, o pecado. Muitos homens de Deus passaram por tais circunstâncias, sendo eles pivô, ou vítimas da insubmissão.
A atitude nasce de uma ponta de orgulho no coração.
Essa ponta de orgulho pode ser detectada quando o submisso acha que não precisa ser mais submisso, por vários motivos: seja por estar cansado de receber ordens, seja por estar querendo algo mais que lhe é dado, seja por estar achando que não precisa mais de ser ensinado por que já sabe muito.
Estas pessoas perderam o foco do cristianismo e estão perdidas achando que não precisam mais da liderança lhes ensinar alguma coisa, ou pior, acham que a liderança já ensinou o que tinha de ensinar. Mas certamente não conseguem nem mesmo amarrar os seus sapatos do evangelho sozinhas, são crianças espirituais com crises de adolescentes. Ainda precisam do leite.
A razão de existir pastores e mestres na igreja é exatamente para educar os crentes na verdade, como Paulo afirma em Efésios 4.11-14. Rejeitar a orientação destes homens é rejeitar a ordenança divina. Agora, existe uma matéria de competência dos crentes que não visa simplesmente discordar, por discordar. É o que os ouvintes de Beréia faziam com Paulo: Ele pregava e eles conferiam na Bíblia e acatavam sua palavra, pois era coerente com a Bíblia. Ou naquilo que a Bíblia não afirma ser pecado, Jesus Cristo delegou sua autoridade à igreja tendo à frente dela estes homens que são autoridades instituídas por Deus para ensinar o seu povo.
Se estes homens não estão agindo e ensinando de acordo com a Palavra é matéria que outros homens de mesma patente os julgue. É o que Paulo afirmou aos coríntios em I Coríntios 14.29. Profetas julgando profetas. E se isso não funcionar dentro da igreja estes serão julgados por Deus, pois como está escrito: “a quem muito é dado, muito será cobrado”. Pois o erro se confronta biblicamente, não com o pensamento individual de cada um. Para provar que alguma atitude está errada e é pecado, tem de se mostrar biblicamente, não o achismo de cada um. E baseados nesse achismo acabam por semear discórdia entre o pastor e o restante da igreja.
Este foi o comportamento de Miriã e Arão, Corá e seus filhos e mais uma trupe de seguidores que acabaram sendo engolidos pela terra por não concordarem com a liderança e as atitudes que Moisés tomava. Esta foi a atitude da pecaminosa igreja de Corinto que colocava em dúvida o apostolado de Paulo. Esta foi a atitude de Absalão contra seu pai Davi. Esta foi a atitude de muitos outros na Bíblia que não se mostraram submissos à liderança que Deus lhes colocou.
Tal comportamento tem como base que estas pessoas começam a pensar de si mesmas além do que convém. Pensam que sabem muito e não precisam aprender mais nada, sobre coisa alguma, ou não precisam aprender mais nada sobre determinado assunto. São como a igreja de Corinto que tinha poucos anos de existência, em conseqüência os crentes que ali estavam eram neófitos na fé e achavam que eram o suprasumo dos crentes ao ponto de desprezarem a Paulo e os seus ensinos; foi a atitude de Judas que desprezou tudo aquilo que aprendeu do Senhor Jesus.
Estas pessoas para insuflarem-se contra a liderança afirmam que a educação pode ser desprezada em vista do conhecimento que possuem. Assim é que também a igreja de Corinto desprezou o conhecimento de Paulo. Esqueceram-se de que ele era doutor na Lei mosaica. Passou anos a fio estudando acerca da Lei de Deus. E Deus no final das contas usou todo este conhecimento dele para sua própria Glória. O que podemos perceber nos escritos de Paulo.
Se a educação não fosse necessária para se ensinar a igreja, os apóstolos não teriam que ter passado por um seminário intensivo de 3 anos com o próprio Deus encarnado lhes ensinando sobre tudo o que deveriam ensinar à igreja. E estas pessoas acham que por que leram uma meia dúzia de livros não precisam aprender mais nada com seus pastores.
É deste tipo de atitude que João escreveu: “pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu.” Apocalipse 3:17
Não estou defendendo uma submissão cega ao pastor da igreja, mas defendo que o ensino seja submetido à palavra como faziam os de Beréia, por que se não for assim é rebeldia não contra o pastor, mas contra quem o colocou ali.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Politicagem, política e pastorado.
“O homem é um ser político”. Aristóteles já definia séculos antes do surgimento de outros termos e definições mais modernas de república ou democracia, que a política é parte essencial do ser humano. Se é humano, é político. Na sua definição mais remota, política é a arte de governar a polis (cidade). Mas esta arte desde a sua mocidade exige um determinado comportamento ético relativo a ela. Um comportamento que seja aceitável pela proposta moral uniforme entre os homens.
Mas não existe um consenso definido nesta dita uniformidade uma vez que a aceitação dos conceitos éticos, morais são subjetivos. Cada um pensa e define como quer. E quando esta diferença extrapola o consenso geral diz-se a respeito dela que não é ética, consequentemente não é moralmente aceita pela maioria, chamam-na de imoral ou, em extremos, amoral. Daí se vê a definição do que vem a ser a politicagem, ou seja: uma distorção da verdadeira política baseada em uma moral considerada ética, se assim podemos concatená-las, pela maioria.
Mas há uma diferença que precisa ser levada em conta. A moral é algo que Deus colocou no coração do homem feito à sua imagem e semelhança. Em nós havia sido implantada um espelho da perfeita moral divina, que deveria ser usada para o governo. (... e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar”... deu-lhe domínio....). Com a entrada do pecado, a distorção desta moral é o que restou para a humanidade praticar o governo.
Influenciados por esta condição política do homem, muitos pastores levam a politicagem para o seu círculo de relacionamento, como um modelo humano de política a ser seguida. Tentam desvencilhar a politicagem, a que chamam de política equivocadamente, do padrão ético e moral exigido por Deus em suas vidas, uma vez que, dizem, são nova criatura. Entretanto, a politicagem se torna seu padrão de comportamento ao invés da Escritura que afirma: “Com efeito, dos que em ti esperam, ninguém será envergonhado; envergonhados serão os que, sem causa, procedem traiçoeiramente (Salmos 25:3). “...se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens;”(Romanos 12:18); e decorrente disso: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14).
Existem momentos nestas relações que me causam asco em perceber que ao invés de praticarem a Palavra, ministros estão praticando a politicagem para satisfazerem aos seus próprios desejos e inclinações politiqueiras. Alguns destes ministros chegam a se elevarem e serem elevados pelas ovelhas de que tomam conta à categoria de semi-deuses. Elevam-se por que acham o que fazem normal e chegam a ter sensação de dever cumprido, mas se esquecem que todos os nossos atos, por mais puros que imaginam ser, estão completamente recheados da podridão do pecado e que precisam ser pesados na balança da justiça divina, como disse Isaías: “todas as nossas justiças são como trapos da imundícia”. Tudo aquilo que julgamos ser a mais justa e justificada ação, obra, ou pensamento, são como farrapos cheios da sujeira humana.
Os tempos se aproximam! Tenha misericórdia de nós Senhor!
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Círio de Nazaré, cultura, religião e celebração da estupidez humana.
Veja onde o ser humano é capaz de chegar na sua busca para preencher o seu vazio espiritual. Todos os anos vemos uma multidão de pessoas agarradas a uma corda que conduz uma imagem de Maria de Nazaré. Pessoas passam mal, sofrem, pagam penitência, tudo para chegar perto de uma imagem que tem olhos e não vê; tem ouvidos, mas não ouve; tem mãos, mas não pegam nada; tem pernas e precisa de quem a carregue. Cantam louvores a essa imagem, rogam para que ela interceda por eles, mas é surda, pois é feita de gesso, como pode ouvir? Vai de uma igreja a outra, de um estado a outro, mas não pode ir por conta própria, é uma imagem, uma estatueta sem vida, e sem vida espiritual, mortos espirituais, são todos os que a conduzem, que a louvam, que sangram seus pés para vê-la, para conduzi-la. Da mesma forma acontece com qualquer outra das facetas de Maria criadas pela tradição católica espúria à Palavra de Deus.
Dizem que isso é devoção, demonstração de fé. Mas a Bíblia aponta que isso é crendice popular e pagã, também fala claramente que é um pecado terrível chamado idolatria. Idolatria é prestar qualquer tipo de culto a uma imagem que representa qualquer coisa, ou qualquer um que pisou ou pisa sobre a terra, ou nada sob as águas, ou voa nos céus. Por longos anos a Igreja Católica vangloriou-se de ser a primeira igreja a surgir após Jesus Cristo ter fundado o cristianismo e esse se espalhou pelo suor dos seus apóstolos. E se hoje os apóstolos estivessem aqui, se pudéssemos ver ao Senhor Criador dos céus e da terra, Jesus Cristo, o que eles diriam acerca dessa tradição da igreja Católica, e outras de suas tradições que não tem qualquer fundamento na Palavra de Deus que é a Bíblia? Será que as suas palavras seriam diferentes das palavras que Eles disseram no passado? Se hoje a palavra de Jesus Cristo fosse diferente das que Ele disse no passado, Jesus Cristo não seria Deus, não seria digno de louvor, pois teria mudado de idéia. Quando se muda de idéia é por que se considerou errado e se Cristo errou Ele não é Deus. O testemunho que hoje a Igreja Católica dá de si mesma é que ela deixou de ser a igreja de Cristo para se tornar uma igreja que conduz milhões de pessoas ao inferno por incentivá-las à prática do pecado de idolatria. Em outras palavras, deixou de ser a igreja de Cristo para se tornar a sinagoga de Satanás.
A mente das pessoas crédulas de que estão no caminho certo está tão cauterizada por causa deste pecado que mesmo elas lendo o texto bíblico sagrado em suas próprias Bíblias católicas não conseguem se convencer de seus erros. Pois crêem mais na igreja do que na Bíblia, crêem mais no papa do que nas palavras inspiradas a Moisés, ou aos outros profetas; crêem mais no papa do que nas próprias palavras de Jesus Cristo, ou dos apóstolos. Acreditam que o papa não erra, por que um deles a pouco mais de 100 anos disse que não errava; é o cúmulo da arrogância de um homem afirmar tal coisa, e um cúmulo da ignorância aqueles que lhe deram e lhe dão crédito.
Entretanto, cremos na misericórdia de Deus que pode, através do Espírito Santo falando através da Escritura Sagrada, convencer os homens de seus pecados e conduzi-los ao único mediador possível entre Deus e os homens, o próprio Deus que se encarnou para este fim, para ser mediador: Jesus Cristo. Mas a igreja Católica colocou sua mãe carnal em seu lugar, e se esquecem que sua mãe poderia ser qualquer uma. Maria foi escolhida não por que era menos pecadora do que as outras, mas por que ela mesma disse: “o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador,”(Lucas 1.47). A humilde jovem se confessou pecadora, pois declarou que Deus era seu Salvador, e não se precisa de um salvador quem não tem pecado. Foi escolhida por que sabia que era uma pecadora carente de um Salvador.
Rev. Júlio Pinto
Igreja Presbiteriana do Brasil em Baião
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Ignorantes por conveniência
Às vezes a ignorância pode ser uma benção. Não saber de fatos tristes do dia a dia no mundo, não saber de uma traição, não desmascarar uma mentira. Algumas destas vezes preferimos não saber a verdade por que ela dói, preferíamos permanecer na ignorância. Mas a ignorância religiosa não se trata apenas de uma questão cultural, não se trata de desprezar a cultura do próximo, trata-se do que vai ser de você quando morrer.
Em busca da verdade toda a humanidade está, em busca de uma salvação eterna todos estão, mas quem está com a verdade? Existe um contraponto do cristianismo bíblico para todas as outras religiões e que as pessoas não se dão conta disso. Esse fator isola o cristianismo bíblico de todas as outras religiões e até mesmo de crendices populares, ou tramas culturais tradicionais.
O catolicismo ensina que a salvação vem por meio das nossas obras, casamento, missa, batismo, nas procissões, na demonstração física (estúpida) de fé, etc. Os evangélicos pentecostais ensinam que não se salva quem não é batizado, quem não ora em línguas, e que perde a salvação se cometer pecado. O espiritismo ensina que as boas obras fazem com que nosso espírito ascenda a um nível superior após a morte. O mormonismo ensina que a prática dos parâmetros estabelecidos no livro dos mórmons proporcionará a salvação. Da mesma forma qualquer outra religião a salvação depende de uma forma ou de outra do ser humano, do seu esforço, da sua luta em ser aquilo que não é, puro moralismo sem fundamento.
Mas o cristianismo bíblico mostra que na Bíblia o único meio de salvação é por meio da fé, que não é nossa é emprestada (cf. Hebreus 12.1-2), na graça imerecida do único e suficiente Senhor e Salvador Jesus Cristo (cf. I Timóteo 2.5 e Efésios 2.8-9). Mostra também que a salvação é um ato exclusivo da parte do Deus Triúno sem qualquer merecimento humano para obtê-la, muito menos de co-participação no processo salvífico. (cf. Romanos 8.29-30) .
Graças a Deus por que a salvação daqueles que receberam a misericórdia de Deus para receberem a fé necessária para crer em Jesus Cristo como seu único Senhor e Salvador, não receberam por que mereceram, muito menos por que aceitaram a Cristo, antes, como disse Paulo, “nos escolheu nEle antes da fundação do mundo para sermos santos” (cf. Efésios 1.4). Se a salvação que recebemos dependesse de nós, mesmo que em uma mínima parte, estaríamos todos, sem qualquer exceção na humanidade, condenados ao inferno e ao lago de fogo e enxofre, por que todas as nossas ações que achamos serem as mais inocentes e justas, diante de Deus não passam de trapos da imundícia (cf. Isaías 64.6). Dizendo de outra maneira, o cristianismo bíblico nos mostra que a salvação não depende em absolutamente nada do ser humano. E glória a Deus por isso, por que se dependesse... ai de nós. E isso é completamente distintivo do cristianismo bíblico para qualquer outra religião no mundo.
A ignorância por conveniência não consegue romper com o legalismo e as tradições cegas e infundadas, não consegue enxergar estas verdades na Palavra de Deus, preferem não saber, não ler a Bíblia e pensar, mas preferem continuar crendo (cf. crendice) naquilo que um reles pastor fala, naquilo que um reles padre ensina, naquilo que um reles papa define como verdade, ou que um louco que disse ter visto um anjo e recebeu a revelação de Deus, ou qualquer outra coisa parecida. Se esquecem que o Senhor Jesus afirmou com todas as letras: “Pai, santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade” (João 17.17). A Palavra de Deus, a Bíblia, é o fundamento, ela é a rocha que nos assegura a verdadeira informação, com a qual o Espírito Santo nos convence e que por fim nos conduz à salvação em Cristo Jesus. Louvado seja Deus por Sua Santa e inerrante Palavra.
domingo, 2 de outubro de 2011
Testemunho de um pastor que já foi Pentecostal
A PEDIDO DE UM PASTOR ESCREVI ESTAS OBSERVAÇÕES
por Nelson Nincao, quinta, 29 de setembro de 2011 às 11:58 (data de publicação no FACEBOOK)
1). O que o irmão citou sobre o Pentecostalismo realmente não é tudo. Porque o que acontece lá dentro é muito, muito pior. Eu estive mais de trinta (30) anos dentro daquele movimento. Vi quase tudo o que ocorre lá dentro. É de arrepiar. Hoje, depois que o bom Deus abriu os meus olhos, vejo o quanto eu estava enganado. Sair do Pentecostalismo, para mim, foi uma das maiores bênçãos da minha vida. Nesses anos todos em que estive lá dentro a única coisa boa que posso falar de lá é que há forte motivação e entusiasmo para fazer as coisas. Os pentecostais são muito dedicados. Mas, diga-se de passagem, os Mórmons, Testemunhas de Jeová e Maometanos também o são. Muitos dos pentecostais também são muito sinceros e realmente querem agradar a Deus, mas estão cegos. Têm um zelo sem entendimento (Rom. 10.2).
2). Eu comecei a conhecer o Evangelho numa igreja pentecostal. Eles não davam ênfase na leitura da Bíblia, mas eu queria conhecer a Palavra de Deus. Fui ensinado que os demais crentes, evangélicos não tinham o Espírito Santo. Também fui ensinado que os pastores são ungidos de Deus, quase infalíveis. Ninguém podia julgar o que diziam. Ai daquele que tocasse o “ungido de Deus”. Seria amaldiçoado. Aliás, amaldiçoar as pessoas que discordam deles é uma prática comum no meio pentecostal. Eu mesmo fui vítima dessa maldição algumas vezes. Dois líderes que mais considerava me amaldiçoaram.
3). Línguas estranhas. Aqui foi onde tudo começou. O movimento pentecostal começou com a chamada “segunda bênção”, que tinha como sinal ou evidência o “falar em línguas”. Todos ali são quase que obrigados a falar em “línguas”. Durante todo esse tempo que estive ali eu nunca ouvi uma língua estrangeira ou um dialeto. O que ouvia eram algaravias, - sons incompreensíveis que não dizem nada e que cada um interpreta como quer. As “profecias” eram sempre em torno de coisas óbvias, ou coisas que ninguém podia provar, e até bobagens como “profecias” sobre a vida dos outros, relacionamentos, vestimentas, etc; as “revelações” nunca podiam ser comprovadas. Se era sobre alguma enfermidade, geralmente nem mesmo a própria pessoa tinha conhecimento da enfermidade. Assim por diante.
4). Mais tarde alguns setores do movimento pentecostal não enfatizavam tanto a necessidade do falar em “línguas”, mas o ensino sobre uma “segunda benção”, uma experiência após a conversão, continuou sendo ensinado. Essa “segunda benção”, não é de graça ou por graça. Você tem que “pagar o preço”. Oração, jejuns, santificação, busca, busca e mais busca. E mesmo assim, nem todos a recebiam. Eu ficava desesperado. Achava que não era crente. Pensava que Deus não me amava. Após anos de angustiante luta pela “benção” que nunca vinha, fui ensinado a tentar emitir alguns sons com a boca. Qualquer coisa servia – glo-glo-glo-glo... alabas-alabas-alabas... ripalá...balalá... etc. De repente você está “falando em outras línguas”. Quando não lhe vem nada a mente você fica observando como os outros falam e você os imita. Quem está fora do movimento vê o absurdo, mas quem está lá dentro acha aquilo normal. Fui ensinado a não pensar mas apenas sentir. Se alguém não consegue “falar em línguas” é porque tal pessoa é muito racional. “Não pense” diziam “apenas flua, deixe o espírito fluir”. É verdade que há também os que “fluíram” a coisa sem muito esforço, mas a maioria pena para consegui-lo.
5). Depois que você “aprende” a balbuciar as algaravias, você fica dependente delas e não consegue mais orar sem que aquela coisa lhe encha a mente. É maligno! Todos que “oram em línguas” (algaravias) precisam de libertação. Precisam desaprender aquilo que aprenderam. As algaravias atrapalham você de orar, porque a oração deve ser pensada e quando você pronuncia as tais algaravias não precisa pensar em nada, ou pior pode pensar em qualquer coisa, menos no que está falando. É ridículo!
6). Quando numa reunião todos começam a dançar e falar algaravias, uma ‘alegria’ geral toma conta do ambiente e vira uma “farra”. Um solta gargalhadas, outro cai ao chão, outro pula, treme, etc... Claro que isso não acontece em todas as reuniões. Mas acontece demais por lá. Os pentecostais são ávidos por novidades, e não pelas “antigas veredas” (Jer. 6.16).
7). Espiritualidade de fato, nunca vi ali dentro. Vi, isso sim, muita carnalidade. As pessoas “falavam línguas” mas mentiam, roubavam, adulteravam, brigavam, agiam com brutalidade, faziam negócios escusos, enganavam os irmãos, eram insensíveis, deselegantes, etc. Isso tudo eu vi, e não uma só vez, mais muitas vezes. Eu poderia falar indefinidamente, por horas. De modo que o tal ‘enchimento’ do Espírito não adiantava nada.
8). O que me fez sair de lá? Primeiro é Deus quem nos abre os olhos. É exatamente como na conversão ou como para alguém sair de uma seita. Só Deus. Mas por outro lado, vários fatores me motivaram a sair daquele movimento. Primeiro eu via que, embora nos dissessem que conosco acontecia exatamente igual como no primeiro século da Igreja, eu nunca vi, nem as línguas, nem os sinais apostólicos, nem as maravilhas que aconteceram no primeiro século. Em mais de 30 anos eu nunca vi algo que realmente me reportasse aos tempos apostólicos. Nunca. Nada. A falsificação é bem ruim. Havia uma preocupação dos pastores com o falso, isto é, crê-se que muito do que acontece no meio pentecostal é falso, mas que existe o verdadeiro. Mas enquanto se está atrás do suposto “verdadeiro” todos acabam envolvendo-se com o falso.
9). Eu via que na Bíblia era muito diferente. E ficava deprimido por não ver acontecendo aquilo em nosso meio. Claro, nem podia ser diferente, pois a época dos milagres apostólicos já passou. Os apóstolos passaram. Os sinais dados por Deus para autenticar a mensagem apostólica também ficaram no passado. Demorei para entender isso, mas entendi a tempo. Li muitos livros antigos, dos homens sérios do passado. Então vi que algo estava errado. Ou com eles ou conosco.
10). Eu aprendi a observar a história da Igreja. Temos muito a aprender com a história. A Igreja de Cristo existiu na terra por 1900 anos sem o movimento pentecostal. Irmãos e irmãs, enfrentaram Roma, os Césares, os Papas; encararam as feras, as arenas, as piras ou fogueiras, escreveram livros que nos abençoam até hoje, e tudo isso fizeram “sem o Espírito”??? Será que aqueles irmãos não foram cheios do Espírito??? Segundo os pentecostais, só eles têm o Espírito e essa bênção foi descoberta só pelo final do século XIX e início do século XX. Teria Deus deixado Sua Igreja na terra por 19 séculos sem uma bênção tão especial e necessária??? E se aqueles irmãos do passado não tinham essa bênção, como conseguiram enfrentar o que enfrentaram? Vencer e trazer a chama do Evangelho até nossa geração? E mais, se eles não receberam o Espírito Santo porque não buscaram, então eles cometeram um grande erro. O fato é que eles foram muito diferentes dos crentes das últimas gerações. Então ou eles erraram lá ou nós erramos cá. Os dois grupos não podem estar certos. Um dos dois está errado. E eu prefiro crer os irmãos (remanescentes) daqueles 19 séculos estavam certos, e os pentecostais estão errados.
11). Há alguns anos fizemos um estudo sobre os efeitos do movimento pentecostal sobre a Igreja, seus principais expoentes, e vimos que esse movimento dividiu, criou inimizades, e seus principais líderes se envolveram com falsos ensinos, heresias, escândalos morais, crimes, etc. Por esse estudo eu vi onde desembocou esse movimento. Toda heresia, toda irreverência, toda adulteração nos cultos, todo mundanismo dentro das igrejas, todo comércio vergonhoso do evangelho que vemos hoje, tudo isso teve sua origem no movimento pentecostal. Se não tudo, pelo menos 99%. Disso estou certo. Outra coisa que chamou-me a atenção foi que todos os livros profundos sobre teologia, comentários bíblicos, etc, foram escritos por não-pentecostais. Dos escritores e teólogos pentecostais só li coisas superficiais e de pouca utilidade.
12). A experiência (negativa) também ajudou bastante em minha decisão de abandonar o pentecostalismo. Eu havia sido ensinado a não aceitar nenhuma doença. Contudo eu tenho enxaqueca e nunca fui curado. Deus tem orientado o tratamento e hoje estou muito melhor. Deus me ensinou que ninguém tem o dom de curar hoje. Ele cura, quando assim deseja, mas se não, Ele irá sustentar nossa vida com Sua graça. E esse é o melhor para nós. Contudo, vi pessoas declarando que estavam saudáveis, confessando que não estavam doentes, que não aceitavam nem mesmo o diagnóstico médico, as vi morrerem doentes e brigando com Deus e revoltadas com Ele. Minha esposa é médica. Ela me conta que atende inúmeras pessoas evangélicas, principalmente das igrejas pentecostais e carismáticas, que estão doentes, deprimidas, agitadas, perturbadas emocionalmente, desequilibradas. Muitas dessas pessoas são líderes em suas igrejas (pastores, presbíteros, líderes de célula, líderes de coral, integrantes de bandas, etc. Hoje eu sei que o pentecostalismo faz muito mal à saúde das pessoas.
13). Se você falar com um pentecostal, talvez ele aceite que existe muita coisa falsa por lá – línguas falsas, curas falsas, revelações falsas – mas ele continua crendo que existe o verdadeiro. Agora, eu nunca vi nada ali que fosse digno de ser testemunhado. De fato, tenho é muita vergonha do meu tempo no pentecostalismo. Mas creio que o Deus Soberano usa todas as coisas para nos ensinar.
14). Outra observação que me fez aborrecer o pentecostalismo foi quando comprovei que não éramos os únicos que “falávamos em línguas” (algaravias), mas que isso era também “privilégio” dos Católicos Romanos Carismáticos, adoradores da Virgem Maria (ou melhor, da Deusa-Mãe), também dos Espíritas, invocadores de estranhas entidades, e também dos Mórmons que seguem o falso profeta Joseph Smith e seu anjo Moroni, e que até os Hindus e Maometanos “falam línguas” (algaravias). Quando vi que os pentecostais estavam na mesma categoria dessas seitas, isso me enjoou. E não apenas eles manifestam as algaravias, mas também fazem curas e milagres muito parecidos com os curandeiros pentecostais.
15). O crescimento espantoso do movimento pentecostal também me encucou. O Senhor Jesus disse que a porta é estreita e o caminho apertado e são poucos os que acertam-nos. Então, multidões não entram pela porta estreita e sim pela larga. Elas não andam no caminho restrito e sim no espaçoso e liberal. Quando os pentecostais proclamam que estamos vivendo um grande avivamento, caem num ridículo porque nunca tivemos uma geração de crentes incrédulos, desobedientes, mundanos, imorais. Políticos evangélicos são corruptos, cantores gospel são verdadeiros mercadores, pastores, ou bispos, bispas, apóstolos e apóstolas são trambiqueiros. Nunca se barateou tanto a mensagem do evangelho, nunca se vulgarizou tanto a mensagem da cruz do Calvário, nunca as coisas estiveram tão vergonhosas. Avivamento? Onde? O que vemos, isto sim, é um reavivamento do paganismo, do espiritualismo, do misticismo, da fé metafísica. Mas não um avivamento da Igreja de Cristo. Ainda não.
16). Quem está fora do pentecostalismo percebe que eles dão uma ênfase no Espírito Santo em detrimento de Jesus Cristo. Mas o que ocorre é pior que isso. Nem mesmo o Espírito Santo recebe qualquer honra ali. Quando eles enfatizam o Espírito Santo é só por causa do Seu poder. Tudo o que querem é o poder do Espírito para fazerem maravilhas. Então, de fato, nem mesmo é a Pessoa do Espírito que enfatizam, mas o poder dele. E não querem o poder do Espírito para serem bons esposos, bons pais, bons cidadãos, bons políticos, bons ministros de Cristo, mas querem ser poderosos para serem adorados como pequenos deuses. É só por isso que falam muito no Espírito Santo.
17). Li sobre os antídotos que vocês sugeriram para resguardar as igrejas sadias do veneno do pentecostalismo. Achei-os bons, mas temos que ser absolutamente radicais. Não podemos ceder nem um milímetro. Se abrirmos um milímetro o mal entra e aí não há limites. Vejo que muitos crentes históricos pensam que a coisa não é tão grave. Digo que é muito pior do que se pode imaginar. Por isso precisamos nos humilhar debaixo das mãos de Deus e lhe pedir misericórdia.
Nelson Nincao
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
O radicalismo cristão.
Quem nunca ouviu falar que alguns crentes são radicais, fundamentalistas, ou até mesmo bitolado? Pois é, muitos crentes são acusados de forma ofensiva com estes adjetivos por não crentes, ou até mesmo por aqueles que se dizem crentes evangélicos
Determinar o que vem a ser crente bitolado na mente destas pessoas que usam tais apelidos para os crentes é uma tarefa vital para prosseguirmos em nossa exposição. Para eles, os crentes bitolados são todos iguais, todos fazem parte de um único pacote. São aqueles que só falam de religião, tudo o que fazem tem que ter haver com religião e em todas as coisas sempre misturam a religião.
Mas há de se fazer uma diferença entre crente bitolado e crente bitolado. Falo do crente bitolado fanático e o bitolado fundamentalista. De fato alguns crentes possuem a mente fechada ao ponto de se alguém perguntar qual o motivo que as leva a fazer, falar, ou pensar daquela forma elas não possuem qualquer resposta. Mas há outros que recebem a classificação de bitolados, contudo se questionados da mesma forma que os anteriores, sabem muito bem o motivo de agirem, pensarem ou de fazerem qualquer coisa que os levou a serem chamados de radicais ou bitolados. O motivo que os leva a serem assim chamados é exatamente o que será exposto daqui em diante.
Primeiramente vamos à justificativa filológica dos apelidos: radicais e fundamentalistas. A palavra “radical” vem de raiz. Em outras palavras o sujeito chamado de radical está sendo comparado ao sujeito que tem raízes. O sentido da palavra radical não é aquele sentido usado pela mocidade de nossos dias para expressar que alguém é super legal, ele faz coisas incríveis. Pois quando querem dizer isso, eles dizem: Vejam o fulano, ele é radical. Não é esse o sentido da palavra que usamos aqui. Da mesma forma o fundamentalista é aquele que tem fundamento. Desta forma os dois apelidos podem ser usados para expressar a mesma coisa, pois o sujeito radical ou fundamentalista é aquele que se se fundamenta, ou está enraizado em uma ideia, em uma crença no caso dos crentes. Quanto ao termo bitolado este só pode ser usado para aqueles que não possuem argumento para suas ações, palavras ou pensamentos. Em outras palavras, fazem por que fazem, mas não sabem o motivo que as levou para se comportarem daquela forma e quando arguidos seus argumentos são evasivos e não possuem fundamento, não possuem raiz. Por isso, daqui por diante estarei usando as palavras radicalismo e fundamentalismo como sinônimas.
Assim sendo, se você é uma pessoa que se diz crente, mas suas respostas são do tipo: por que gosto... por que me identifiquei... por que eu acho Jesus Cristo um cara legal... por que eu gostei da mensagem do evangelho...por que eu gosto do culto da igreja tal... por que idolatria é pecado... Apesar de algumas delas serem dadas na mais pura sinceridade e tiradas da própria Bíblia,nenhuma delas pode servir para responder à pergunta do motivo que te levou a ser crente. Todas estas respostas não possuem qualquer fundamento firme, é puro sentimentalismo e a sua religião é vã.
Quando o salmista no capítulo 1 fala do justo ele o faz contrastando com o ímpio. V.3Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido.4 Os ímpios não são assim; são, porém, como a palha que o vento dispersa.Ele compara o justo com a árvore plantada junto às correntes de águas. Este justo é comparado com aquilo que tem raiz, que se alimenta sempre. Ao contrário ele também compara o ímpio com a palha que o vento dispersa, ou a leva para onde quer, ou seja, não tem raízes. Para o ímpio ou para o crente relapso é fácil acusar o verdadeiro crente de radical, pois eles mesmos não têm raizes. Quando o ímpio, ou o falso crente acusa o verdadeiro crente de radical ou fundamentalista ele está fazendo o que a Psicologia chama de transferência. O acusador transfere seu defeito para o outro e o acusa. O defeito do não crente é exatamente o fato de não ter raízes de não ter fundamento e olha para aquele que tem e para não ficar por baixo transforma o radicalismo, como coisa ruim, o que não é.
Sem exceção, todas as pessoas das quais lemos o seu testemunho na Bíblia que foram consideradas radicais em suas épocas tanto em suas maneiras de ser, pensar e agir foram acusadas, menosprezadas ou mortas por aqueles que detinham o poder maioral do povo de Deus, ou seja, os próprios sacerdotes, bem como pelo povo controlado por esses. Os mortos foram os próprios profetas e o Senhor Jesus Cristo.
Mas então devemos ser fundamentalistas? Sim e o porque devemos ser fundamentalistas? Essa pergunta terá como resposta três motivos:
1. Os fundamentalistas não serão abalados em vida. Salmos 55:22 Confia os teus cuidados ao SENHOR, e ele te susterá; jamais permitirá que o justo seja abalado.
Quando se fala em abalo, o maior abalo que podemos usar de exemplo são os terremotos. As placas que formam a crosta terrestre se ajustam umas às outras provocando abalos na superfície. Falando assim um terremoto não causa espanto nem medo. Mas conhecemos seus efeitos devastadores, e que para nossa sorte, somente através da televisão. Prédios, casas, pontes, tudo se vê abalado e caem diante do tremor da terra. Na verdade a sensação descrita por quem já vivenciou um terremoto é “como se o chão sumisse de debaixo de nossos pés” dizem. Não há estabilidade. Esta falta de estabilidade está justamente no fundamento. O fundamento da crosta terrestre daquele lugar não é confiável.
Da mesma forma a vida de quem não possui um firme fundamento também não é confiável, em todos os sentidos do termo. Todo aquele que não é um cristão verdadeiro, diante de uma passagem ruim em sua vida, diante de uma catástrofe, diante de um perigo aí seu frágil mundo se torna à mostra. O ateu diante do desastre iminente clama pela sua vida; o idólatra clama pelo seu ídolo, o pagão exerce o seu ritual. E todos eles perdem por instantes, por semanas, até mesmo pelo resto da vida alguma parte da confiança naquilo que tinham. Mas e o crente fiel? Salmos 125.1Os que confiam no SENHOR são como o monte Sião, que não se abala, firme para sempre. O crente fiel sabe que o Senhor é o seu escudo, o Senhor é quem lhe dirige a vida, o Senhor é quem já tem determinado todos os seus dias e nada lhe acrescentará ou diminuirá de sua vida por qualquer coisa que faça e mesmo assim ele ainda ora e confia em Deus.
O fundamento sólido e firme dos crentes verdadeiros está no único Deus que é eterno e em relação a Este Deus, tudo mais é transitório e passageiro. É por isso que esse crente quando passa por tribulações ele permanece firme inabalável. Certa vez visitei a uma senhora de uma igreja pentecostal em um hospital. Ela havia adoecido e ainda não sabia o que era. Seu pastor a havia ensinado que o verdadeiro crente não adoece, que doença era coisa do diabo e que ela tinha de fazer a corrente de oração durante sete semanas para quebrar a maldição que ela estava sofrendo. Quando o diagnóstico chegou, aquela mulher descobriu que estava em fase terminal de câncer e que tinha pouco tempo de vida. A reação dela foi a de não querer nunca mais ver, ou ouvir com qualquer pastor que fosse, pois para ela todo pastor se tornou mentiroso. Vemos nela que o seu fundamento não estava em Deus, mas naquilo que o seu pastor lhe havia ensinado. E isso gerou nela uma grande revolta e decepção com todos aqueles que são chamados de pastores.
Jesus ao ensinar sobre o fundamento de nossas vidas ele aponta para suas próprias palavras, para a Bíblia. Mateus 7.24-25 “Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha.
A palavra de Deus é apontada por Jesus Cristo como sendo o firme fundamento sobre o qual todo aquele que construir a sua vida quando vier as angústias da vida, por que elas certamente virão, eles não serão abalados. O próprio salmista no capítulo 1, nos diz que a atitude que levou o justo a ser comparado a árvore, com raízes, transformando-o em um fundamentalista, um radical, é o fato de que este homem medita na palavra de Deus dia e noite. 2 Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.
O verdadeiro crente tem a palavra de Deus como seu fundamento é por isso que ele não se abala, pois a Palavra de Deus é a única verdade absoluta que existe. Tudo mais é transitório e inconsistente, abalável. Mas a Palavra de Deus é eterna. 1 Pedro 1:23 pois fostes regenerados não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente.
2. Os fundamentalistas não serão abalados após a morte - Provérbios 10:30 O justo jamais será abalado, mas os perversos não habitarão a terra.
Um grande pregador do passado em um de seus sermões afirmou ilustrando que em uma de suas mãos de graça, Deus segurava os justos; e na sua outra mão de graça Deus segurava os ímpios. Quando o justo morria a mão de graça de Deus permanece sustentando o justo pela eternidade e quando o ímpio morria a mão de graça de Deus, Ele a retirava de debaixo do ímpio e este sofria as consequências da sua falta de fé. Este pregador era o Pr. Jonathan Edwards seu sermão se intitulava “Pecadores nas Mãos de Um Deus Irado” ele o pregou na cidade de Enfield, no estado de Connecticut, EUAem 08 de julho no ano de 1741.
A sensação de segurança que a vida promíscua dos ímpios lhes causa, esta mesma será a causa de sua destruição. Por que tudo o que fazem não vendo eles nenhuma consequência na vida terrena, cada vez mais se sujam com seus pecados e mistificações lhes empurrando cada vez mais para o abismo do pecado, cada vez mais para longe de Deus. Provérbios 1:32 Os néscios são mortos por seu desvio, e aos loucos a sua impressão de bem-estar os leva à perdição. Cometem um pecado hoje e como não há consequências imediatas, o repetem amanhã e depois de amanhã. E por causa deste pecado não houve justiça divina em suas vidas, na próxima semana cometem outro pecado e vão acrescentando às suas vidas miseráveis pecados e mais pecados. Salmos 42:7Um abismo chama outro abismo...
Mas ao fundamentalista, ao crente radical seu comportamento o levará a outro fim. Como já lemos o salmista anteriormente, ...os que confiam no Senhor, são como os montes de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre.
Salomão ao proferir as palavras que lemos em provérbios 10.30, está com olhos vislumbrando o futuro. Ele olha para o justo e vê que ele será permanente nesta terra, ao contrário dos perversos, dos ímpios não habitarão nela.
O Senhor Jesus Cristo quando Jesus em seu sermão do monte profere as bem aventuranças, Ele não está fazendo uma seleção de quem vai ganhar o que. Mas o que Ele está dizendo é um conjunto de coisas que os crentes fundamentalistas, verdadeiros receberão quando Ele voltar. E uma das coisas que ele diz que acontecerá com os radicais é Mateus 5:5Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra.O Senhor Jesus está afirmando que os mansos, aqueles que se submeteram ao senhorio de Cristo, eles terão um lugar permanente na eternidade e este lugar é a própria terra, este planeta em que vivemos. É exatamente para isso que a terra será transformada quando Cristo voltar. Romanos 8:21 na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.
O profeta Isaías é bem claro a fazer esta afirmação de que somente os justos é que habitarão a terra, aquele mesmo justo proferido pelo salmista que é comparado a árvore com raízes e medita na Palavra de Deus dia e noite: Isaías 60:21 Todos os do teu povo serão justos, para sempre herdarão a terra; serão renovos por mim plantados, obra das minhas mãos, para que eu seja glorificado. O justo aqui em Isaías não pode ter qualidades diferentes daquele justo dito pelo salmista no capítulo 1. Tanto não é que novamente a figura da árvore é usada também pelo profeta Isaías quando ele usa a expressão: renovos por mim plantados... a palavra renovo aqui em hebraico se refere ao broto daquilo que foi plantado. Também carrega o sentido de enxerto, ou seja aquele ramo que foi enxertado, neste caso, no reino de Deus.
Ao contrário que muitas seitas e denominações acreditam, o julgamento de Deus para se decidir quem vai para o inferno, ou quem vai para o céu não acontecerá quando Cristo voltar. O julgamento final, quando Cristo voltar, será para aplicar a justiça final de Deus a todos os mortos ressurretos e a todos os que estiverem vivos quando este fato acontecer. Mas o destino final não será céu e inferno. O destino final será ou o paraíso de Deus, que é a nossa própria terra, ou o que Jesus chama em Apocalipse de lago de fogo e enxofre. Apocalipse 21:8Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte.Já se encontravam mortos espiritualmente neste dia se encontram mortos eternamente.
Mas aquele que fundamenta sua vida na palavra de Deus, será salvo neste dia e a sua permanência será eterna: 1 João 2:17 Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente.
Notem que João destaca que é somente aquele que faz a vontade de Deus que permanecerá eternamente. Ou seja, será livre do julgamento final e permanecerá na presença de Deus. Mas quando João demonstra essa verdade ele contrasta que este que faz a vontade de Deus com aquele que baseia a sua vida nas coisas do mundo, nos desejos de sua carne, no seu próprio desejo e vontade em contraste com a vontade de Deus. Jesus fala também sobre este dia e também desta mesma maneira que estamos expressando em Mateus 7:21 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Isso o Senhor está dizendo que pessoas irão confessá-lo como Senhor de suas almas, mas suas próprias vidas serão prova de que aquilo que dizem não passa de mentiras.
Existe de fato na própria Bíblia qual é a vontade de Deus para os homens. E João afirma que esta vontade é: João 6:40 De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. Contudo não podemos ser inocentes que pelo simples fato de confessarmos a Cristo como Senhor muda alguma coisa em nossa vida por vir. Existe consequências necessárias na vida do crente que se fiou na Palavra do Senhor, confessando-o como único salvador de sua vida, e as consequências necessárias são os frutos que as suas vidas produzem. Novamente vemos a figura da árvore aqui. Jesus disse: que é pelos frutos que se conhece a árvore. A sua vida, seu modo de ser, de agir, de pensar, de falar necessariamente têm de vir carregados do sangue de Cristo, tudo fundamentado na Palavra.
Todo o nosso agir tem de ter raízes, e estas raízes demonstrarão no dia da calamidade, no dia da volta do Senhor que nós permaneceremos firmes, pois será a própria palavra do Senhor que nos protegerá deste evento devastador para os que não possuem raízes, para aqueles que não são radicais.
3. O terceiro e último motivo para alguém se tornar fundamentalista é que ele estará sendo moldado à imagem do Senhor Jesus Cristo. Romanos 8:29 Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.
Ser fundamentalista é muito mais do que simplesmente ser alguém com firmes fundamentos na palavra de Deus, apesar de isso ser o básico. Mas também implica necessariamente que nós estaremos sendo transformados à imagem do próprio Senhor Jesus Cristo, pois não houve, nem mesmo haverá ninguém tão radical quanto Ele. Sim! Cristo de fato era extremamente radical em todos os sentidos etimológicos do termo.
Em todos os momentos da sua vida terrena, Cristo não mostrou nenhum outro fundamento a não ser a própria palavra de Deus. Ele não fez uso de experiências, suposições, mas todos os seus ensinamentos mesmo aqueles em que ele usou a própria vida como exemplo, ou fatos da vida cotidiana de sua época, todos foram aplicações vivas da Palavra de Deus.
Quando tentado pelo diabo, lemos em Mateus 4, que Cristo não usou outro fundamento diferente da Palavra de Deus para se defender das quatro tentações que lhe foram apresentadas. O diabo usou por quatro vezes a palavra de Deus de forma distorcida para tentar a Cristo e todas as suas quatro respostas se baseavam na Palavra de Deus quando Jesus respondia: “está escrito”fazendo Cristo uso de outro texto corrigindo a interpretação que o diabo estava dando ao texto sagrado. Ou seja Cristo combateu a palavra distorcida com a própria Palavra de Deus usando outro texto.
Quando Cristo estava ensinando no sermão do monte, Ele combateu o ensino equivocado dos fariseus sobre a Lei de Deus. Em Mateus 5.20 ss vemos esse modo de agir do Senhor. Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus. Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e: Quem matar estará sujeito a julgamento.Eu, porém, vos digo que todo aquele que sem motivo se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento;Jesus está nos dando a maneira pela qual devemos nos pautar em todo o momento de nossas vidas. Assim também nós devemos ser. Nos deixando ser guiados pela Palavra do Senhor.
No texto que lemos anteriormenteque fomos predestinados para sermos conforme a imagem de seu Filho, Paulo afirma que isso tem um propósito e que este propósito é que Cristo seja o primogênito de uma irmandade, ou seja entre muitos irmãos. Mas para sermos irmãos em Cristo há uma condição a que devemos estar dentro dela: Lucas 8:21 Ele, porém, lhes respondeu: Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a praticam. Ou seja, para sermos parte da família de Deus, temos de ser achados dentre aqueles que não somente ouvem a palavra de Deus, mas que também coloquem a sua palavra em prática.
No comportamento de Cristo vimos que ele foi radical ao extremo em várias situações. Quando ele chegou no templo e viu aquelas pessoas roubando e deturpando o propósito e a centralidade do local que deveria ser reservado para o culto a Deus, sua ira se acendeu e com um chicote de cordas derrubou as mesas dos vendedores e expulsou os mercadores do templo. Neste relato, João lembra que quando Cristo morreu, uma profecia se cumpriu quanto a este fato de Cristo ter tido uma ação radical com relação à casa de Deus. João 2.17Lembraram-se os seus discípulos de que está escrito: O zelo da tua casa me consumirá.E quando este ato de Jesus foi contra a atitude e pensamento dos fariseus eles lhe pediram um milagre, um sinal do céu para que cressem no que Ele havia acabado de dizer e fazer: mas a resposta de Jesus foi uma profecia com relação à sua morte e eles não entenderam, mas os discípulos quando Cristo ressuscitou dos mortos eles além e crerem em Jesus, creram na Escritura, o fundamento sobre o qual Jesus tinha tomado como base para agir do modo como agiu expulsando os mercadores do templo: João2. 22Quando, pois, Jesus ressuscitou dentre os mortos, lembraram-se os seus discípulos de que ele dissera isto; e creram na Escritura e na palavra de Jesus.
Conclusão:
Desta mesma maneira, colocando em prática a Palavra de Deus em nossas vidas estaríamos nos tornando à imagem de Cristo, ou seja, tendo o mesmo tipo de atitude de Cristo? De fato sim, pois foi o Senhor mesmo que afirmou que ele não veio para revogar a Lei, ou seja, a Palavra de Deus, veio para cumpri-la e de todas as formas que se possa imaginar, Cristo cumpriu a Palavra de Deus, absolutamente nada Ele deixou de cumprir. Cristo foi o maior dos radicais, o maior dentre os fundamentalistas, pois toda a sua vida, todo o seu fundamento não era outro senão a Palavra de Deus, pois foi Ele mesmo quem afirmou em Mateus 5:17 Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir.. Então se queremos ser achados à imagem e semelhança de Cristo, comecemos por obedecer a PALAVRA DE DEUS E NÃO A NOSSA VONTADE.
E Cristo foi tão radical e tão fundamentalista em sua forma de cumprir a Palavra de Deus que Ele mesmo nunca pecou, cumpriu todo o desígnio de Deus.
Hebreus 4:15 Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado.
Determinar o que vem a ser crente bitolado na mente destas pessoas que usam tais apelidos para os crentes é uma tarefa vital para prosseguirmos em nossa exposição. Para eles, os crentes bitolados são todos iguais, todos fazem parte de um único pacote. São aqueles que só falam de religião, tudo o que fazem tem que ter haver com religião e em todas as coisas sempre misturam a religião.
Mas há de se fazer uma diferença entre crente bitolado e crente bitolado. Falo do crente bitolado fanático e o bitolado fundamentalista. De fato alguns crentes possuem a mente fechada ao ponto de se alguém perguntar qual o motivo que as leva a fazer, falar, ou pensar daquela forma elas não possuem qualquer resposta. Mas há outros que recebem a classificação de bitolados, contudo se questionados da mesma forma que os anteriores, sabem muito bem o motivo de agirem, pensarem ou de fazerem qualquer coisa que os levou a serem chamados de radicais ou bitolados. O motivo que os leva a serem assim chamados é exatamente o que será exposto daqui em diante.
Primeiramente vamos à justificativa filológica dos apelidos: radicais e fundamentalistas. A palavra “radical” vem de raiz. Em outras palavras o sujeito chamado de radical está sendo comparado ao sujeito que tem raízes. O sentido da palavra radical não é aquele sentido usado pela mocidade de nossos dias para expressar que alguém é super legal, ele faz coisas incríveis. Pois quando querem dizer isso, eles dizem: Vejam o fulano, ele é radical. Não é esse o sentido da palavra que usamos aqui. Da mesma forma o fundamentalista é aquele que tem fundamento. Desta forma os dois apelidos podem ser usados para expressar a mesma coisa, pois o sujeito radical ou fundamentalista é aquele que se se fundamenta, ou está enraizado em uma ideia, em uma crença no caso dos crentes. Quanto ao termo bitolado este só pode ser usado para aqueles que não possuem argumento para suas ações, palavras ou pensamentos. Em outras palavras, fazem por que fazem, mas não sabem o motivo que as levou para se comportarem daquela forma e quando arguidos seus argumentos são evasivos e não possuem fundamento, não possuem raiz. Por isso, daqui por diante estarei usando as palavras radicalismo e fundamentalismo como sinônimas.
Assim sendo, se você é uma pessoa que se diz crente, mas suas respostas são do tipo: por que gosto... por que me identifiquei... por que eu acho Jesus Cristo um cara legal... por que eu gostei da mensagem do evangelho...por que eu gosto do culto da igreja tal... por que idolatria é pecado... Apesar de algumas delas serem dadas na mais pura sinceridade e tiradas da própria Bíblia,nenhuma delas pode servir para responder à pergunta do motivo que te levou a ser crente. Todas estas respostas não possuem qualquer fundamento firme, é puro sentimentalismo e a sua religião é vã.
Quando o salmista no capítulo 1 fala do justo ele o faz contrastando com o ímpio. V.3Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido.4 Os ímpios não são assim; são, porém, como a palha que o vento dispersa.Ele compara o justo com a árvore plantada junto às correntes de águas. Este justo é comparado com aquilo que tem raiz, que se alimenta sempre. Ao contrário ele também compara o ímpio com a palha que o vento dispersa, ou a leva para onde quer, ou seja, não tem raízes. Para o ímpio ou para o crente relapso é fácil acusar o verdadeiro crente de radical, pois eles mesmos não têm raizes. Quando o ímpio, ou o falso crente acusa o verdadeiro crente de radical ou fundamentalista ele está fazendo o que a Psicologia chama de transferência. O acusador transfere seu defeito para o outro e o acusa. O defeito do não crente é exatamente o fato de não ter raízes de não ter fundamento e olha para aquele que tem e para não ficar por baixo transforma o radicalismo, como coisa ruim, o que não é.
Sem exceção, todas as pessoas das quais lemos o seu testemunho na Bíblia que foram consideradas radicais em suas épocas tanto em suas maneiras de ser, pensar e agir foram acusadas, menosprezadas ou mortas por aqueles que detinham o poder maioral do povo de Deus, ou seja, os próprios sacerdotes, bem como pelo povo controlado por esses. Os mortos foram os próprios profetas e o Senhor Jesus Cristo.
Mas então devemos ser fundamentalistas? Sim e o porque devemos ser fundamentalistas? Essa pergunta terá como resposta três motivos:
1. Os fundamentalistas não serão abalados em vida. Salmos 55:22 Confia os teus cuidados ao SENHOR, e ele te susterá; jamais permitirá que o justo seja abalado.
Quando se fala em abalo, o maior abalo que podemos usar de exemplo são os terremotos. As placas que formam a crosta terrestre se ajustam umas às outras provocando abalos na superfície. Falando assim um terremoto não causa espanto nem medo. Mas conhecemos seus efeitos devastadores, e que para nossa sorte, somente através da televisão. Prédios, casas, pontes, tudo se vê abalado e caem diante do tremor da terra. Na verdade a sensação descrita por quem já vivenciou um terremoto é “como se o chão sumisse de debaixo de nossos pés” dizem. Não há estabilidade. Esta falta de estabilidade está justamente no fundamento. O fundamento da crosta terrestre daquele lugar não é confiável.
Da mesma forma a vida de quem não possui um firme fundamento também não é confiável, em todos os sentidos do termo. Todo aquele que não é um cristão verdadeiro, diante de uma passagem ruim em sua vida, diante de uma catástrofe, diante de um perigo aí seu frágil mundo se torna à mostra. O ateu diante do desastre iminente clama pela sua vida; o idólatra clama pelo seu ídolo, o pagão exerce o seu ritual. E todos eles perdem por instantes, por semanas, até mesmo pelo resto da vida alguma parte da confiança naquilo que tinham. Mas e o crente fiel? Salmos 125.1Os que confiam no SENHOR são como o monte Sião, que não se abala, firme para sempre. O crente fiel sabe que o Senhor é o seu escudo, o Senhor é quem lhe dirige a vida, o Senhor é quem já tem determinado todos os seus dias e nada lhe acrescentará ou diminuirá de sua vida por qualquer coisa que faça e mesmo assim ele ainda ora e confia em Deus.
O fundamento sólido e firme dos crentes verdadeiros está no único Deus que é eterno e em relação a Este Deus, tudo mais é transitório e passageiro. É por isso que esse crente quando passa por tribulações ele permanece firme inabalável. Certa vez visitei a uma senhora de uma igreja pentecostal em um hospital. Ela havia adoecido e ainda não sabia o que era. Seu pastor a havia ensinado que o verdadeiro crente não adoece, que doença era coisa do diabo e que ela tinha de fazer a corrente de oração durante sete semanas para quebrar a maldição que ela estava sofrendo. Quando o diagnóstico chegou, aquela mulher descobriu que estava em fase terminal de câncer e que tinha pouco tempo de vida. A reação dela foi a de não querer nunca mais ver, ou ouvir com qualquer pastor que fosse, pois para ela todo pastor se tornou mentiroso. Vemos nela que o seu fundamento não estava em Deus, mas naquilo que o seu pastor lhe havia ensinado. E isso gerou nela uma grande revolta e decepção com todos aqueles que são chamados de pastores.
Jesus ao ensinar sobre o fundamento de nossas vidas ele aponta para suas próprias palavras, para a Bíblia. Mateus 7.24-25 “Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha.
A palavra de Deus é apontada por Jesus Cristo como sendo o firme fundamento sobre o qual todo aquele que construir a sua vida quando vier as angústias da vida, por que elas certamente virão, eles não serão abalados. O próprio salmista no capítulo 1, nos diz que a atitude que levou o justo a ser comparado a árvore, com raízes, transformando-o em um fundamentalista, um radical, é o fato de que este homem medita na palavra de Deus dia e noite. 2 Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.
O verdadeiro crente tem a palavra de Deus como seu fundamento é por isso que ele não se abala, pois a Palavra de Deus é a única verdade absoluta que existe. Tudo mais é transitório e inconsistente, abalável. Mas a Palavra de Deus é eterna. 1 Pedro 1:23 pois fostes regenerados não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente.
2. Os fundamentalistas não serão abalados após a morte - Provérbios 10:30 O justo jamais será abalado, mas os perversos não habitarão a terra.
Um grande pregador do passado em um de seus sermões afirmou ilustrando que em uma de suas mãos de graça, Deus segurava os justos; e na sua outra mão de graça Deus segurava os ímpios. Quando o justo morria a mão de graça de Deus permanece sustentando o justo pela eternidade e quando o ímpio morria a mão de graça de Deus, Ele a retirava de debaixo do ímpio e este sofria as consequências da sua falta de fé. Este pregador era o Pr. Jonathan Edwards seu sermão se intitulava “Pecadores nas Mãos de Um Deus Irado” ele o pregou na cidade de Enfield, no estado de Connecticut, EUAem 08 de julho no ano de 1741.
A sensação de segurança que a vida promíscua dos ímpios lhes causa, esta mesma será a causa de sua destruição. Por que tudo o que fazem não vendo eles nenhuma consequência na vida terrena, cada vez mais se sujam com seus pecados e mistificações lhes empurrando cada vez mais para o abismo do pecado, cada vez mais para longe de Deus. Provérbios 1:32 Os néscios são mortos por seu desvio, e aos loucos a sua impressão de bem-estar os leva à perdição. Cometem um pecado hoje e como não há consequências imediatas, o repetem amanhã e depois de amanhã. E por causa deste pecado não houve justiça divina em suas vidas, na próxima semana cometem outro pecado e vão acrescentando às suas vidas miseráveis pecados e mais pecados. Salmos 42:7Um abismo chama outro abismo...
Mas ao fundamentalista, ao crente radical seu comportamento o levará a outro fim. Como já lemos o salmista anteriormente, ...os que confiam no Senhor, são como os montes de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre.
Salomão ao proferir as palavras que lemos em provérbios 10.30, está com olhos vislumbrando o futuro. Ele olha para o justo e vê que ele será permanente nesta terra, ao contrário dos perversos, dos ímpios não habitarão nela.
O Senhor Jesus Cristo quando Jesus em seu sermão do monte profere as bem aventuranças, Ele não está fazendo uma seleção de quem vai ganhar o que. Mas o que Ele está dizendo é um conjunto de coisas que os crentes fundamentalistas, verdadeiros receberão quando Ele voltar. E uma das coisas que ele diz que acontecerá com os radicais é Mateus 5:5Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra.O Senhor Jesus está afirmando que os mansos, aqueles que se submeteram ao senhorio de Cristo, eles terão um lugar permanente na eternidade e este lugar é a própria terra, este planeta em que vivemos. É exatamente para isso que a terra será transformada quando Cristo voltar. Romanos 8:21 na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.
O profeta Isaías é bem claro a fazer esta afirmação de que somente os justos é que habitarão a terra, aquele mesmo justo proferido pelo salmista que é comparado a árvore com raízes e medita na Palavra de Deus dia e noite: Isaías 60:21 Todos os do teu povo serão justos, para sempre herdarão a terra; serão renovos por mim plantados, obra das minhas mãos, para que eu seja glorificado. O justo aqui em Isaías não pode ter qualidades diferentes daquele justo dito pelo salmista no capítulo 1. Tanto não é que novamente a figura da árvore é usada também pelo profeta Isaías quando ele usa a expressão: renovos por mim plantados... a palavra renovo aqui em hebraico se refere ao broto daquilo que foi plantado. Também carrega o sentido de enxerto, ou seja aquele ramo que foi enxertado, neste caso, no reino de Deus.
Ao contrário que muitas seitas e denominações acreditam, o julgamento de Deus para se decidir quem vai para o inferno, ou quem vai para o céu não acontecerá quando Cristo voltar. O julgamento final, quando Cristo voltar, será para aplicar a justiça final de Deus a todos os mortos ressurretos e a todos os que estiverem vivos quando este fato acontecer. Mas o destino final não será céu e inferno. O destino final será ou o paraíso de Deus, que é a nossa própria terra, ou o que Jesus chama em Apocalipse de lago de fogo e enxofre. Apocalipse 21:8Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte.Já se encontravam mortos espiritualmente neste dia se encontram mortos eternamente.
Mas aquele que fundamenta sua vida na palavra de Deus, será salvo neste dia e a sua permanência será eterna: 1 João 2:17 Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente.
Notem que João destaca que é somente aquele que faz a vontade de Deus que permanecerá eternamente. Ou seja, será livre do julgamento final e permanecerá na presença de Deus. Mas quando João demonstra essa verdade ele contrasta que este que faz a vontade de Deus com aquele que baseia a sua vida nas coisas do mundo, nos desejos de sua carne, no seu próprio desejo e vontade em contraste com a vontade de Deus. Jesus fala também sobre este dia e também desta mesma maneira que estamos expressando em Mateus 7:21 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Isso o Senhor está dizendo que pessoas irão confessá-lo como Senhor de suas almas, mas suas próprias vidas serão prova de que aquilo que dizem não passa de mentiras.
Existe de fato na própria Bíblia qual é a vontade de Deus para os homens. E João afirma que esta vontade é: João 6:40 De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. Contudo não podemos ser inocentes que pelo simples fato de confessarmos a Cristo como Senhor muda alguma coisa em nossa vida por vir. Existe consequências necessárias na vida do crente que se fiou na Palavra do Senhor, confessando-o como único salvador de sua vida, e as consequências necessárias são os frutos que as suas vidas produzem. Novamente vemos a figura da árvore aqui. Jesus disse: que é pelos frutos que se conhece a árvore. A sua vida, seu modo de ser, de agir, de pensar, de falar necessariamente têm de vir carregados do sangue de Cristo, tudo fundamentado na Palavra.
Todo o nosso agir tem de ter raízes, e estas raízes demonstrarão no dia da calamidade, no dia da volta do Senhor que nós permaneceremos firmes, pois será a própria palavra do Senhor que nos protegerá deste evento devastador para os que não possuem raízes, para aqueles que não são radicais.
3. O terceiro e último motivo para alguém se tornar fundamentalista é que ele estará sendo moldado à imagem do Senhor Jesus Cristo. Romanos 8:29 Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.
Ser fundamentalista é muito mais do que simplesmente ser alguém com firmes fundamentos na palavra de Deus, apesar de isso ser o básico. Mas também implica necessariamente que nós estaremos sendo transformados à imagem do próprio Senhor Jesus Cristo, pois não houve, nem mesmo haverá ninguém tão radical quanto Ele. Sim! Cristo de fato era extremamente radical em todos os sentidos etimológicos do termo.
Em todos os momentos da sua vida terrena, Cristo não mostrou nenhum outro fundamento a não ser a própria palavra de Deus. Ele não fez uso de experiências, suposições, mas todos os seus ensinamentos mesmo aqueles em que ele usou a própria vida como exemplo, ou fatos da vida cotidiana de sua época, todos foram aplicações vivas da Palavra de Deus.
Quando tentado pelo diabo, lemos em Mateus 4, que Cristo não usou outro fundamento diferente da Palavra de Deus para se defender das quatro tentações que lhe foram apresentadas. O diabo usou por quatro vezes a palavra de Deus de forma distorcida para tentar a Cristo e todas as suas quatro respostas se baseavam na Palavra de Deus quando Jesus respondia: “está escrito”fazendo Cristo uso de outro texto corrigindo a interpretação que o diabo estava dando ao texto sagrado. Ou seja Cristo combateu a palavra distorcida com a própria Palavra de Deus usando outro texto.
Quando Cristo estava ensinando no sermão do monte, Ele combateu o ensino equivocado dos fariseus sobre a Lei de Deus. Em Mateus 5.20 ss vemos esse modo de agir do Senhor. Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus. Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e: Quem matar estará sujeito a julgamento.Eu, porém, vos digo que todo aquele que sem motivo se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento;Jesus está nos dando a maneira pela qual devemos nos pautar em todo o momento de nossas vidas. Assim também nós devemos ser. Nos deixando ser guiados pela Palavra do Senhor.
No texto que lemos anteriormenteque fomos predestinados para sermos conforme a imagem de seu Filho, Paulo afirma que isso tem um propósito e que este propósito é que Cristo seja o primogênito de uma irmandade, ou seja entre muitos irmãos. Mas para sermos irmãos em Cristo há uma condição a que devemos estar dentro dela: Lucas 8:21 Ele, porém, lhes respondeu: Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a praticam. Ou seja, para sermos parte da família de Deus, temos de ser achados dentre aqueles que não somente ouvem a palavra de Deus, mas que também coloquem a sua palavra em prática.
No comportamento de Cristo vimos que ele foi radical ao extremo em várias situações. Quando ele chegou no templo e viu aquelas pessoas roubando e deturpando o propósito e a centralidade do local que deveria ser reservado para o culto a Deus, sua ira se acendeu e com um chicote de cordas derrubou as mesas dos vendedores e expulsou os mercadores do templo. Neste relato, João lembra que quando Cristo morreu, uma profecia se cumpriu quanto a este fato de Cristo ter tido uma ação radical com relação à casa de Deus. João 2.17Lembraram-se os seus discípulos de que está escrito: O zelo da tua casa me consumirá.E quando este ato de Jesus foi contra a atitude e pensamento dos fariseus eles lhe pediram um milagre, um sinal do céu para que cressem no que Ele havia acabado de dizer e fazer: mas a resposta de Jesus foi uma profecia com relação à sua morte e eles não entenderam, mas os discípulos quando Cristo ressuscitou dos mortos eles além e crerem em Jesus, creram na Escritura, o fundamento sobre o qual Jesus tinha tomado como base para agir do modo como agiu expulsando os mercadores do templo: João2. 22Quando, pois, Jesus ressuscitou dentre os mortos, lembraram-se os seus discípulos de que ele dissera isto; e creram na Escritura e na palavra de Jesus.
Conclusão:
Desta mesma maneira, colocando em prática a Palavra de Deus em nossas vidas estaríamos nos tornando à imagem de Cristo, ou seja, tendo o mesmo tipo de atitude de Cristo? De fato sim, pois foi o Senhor mesmo que afirmou que ele não veio para revogar a Lei, ou seja, a Palavra de Deus, veio para cumpri-la e de todas as formas que se possa imaginar, Cristo cumpriu a Palavra de Deus, absolutamente nada Ele deixou de cumprir. Cristo foi o maior dos radicais, o maior dentre os fundamentalistas, pois toda a sua vida, todo o seu fundamento não era outro senão a Palavra de Deus, pois foi Ele mesmo quem afirmou em Mateus 5:17 Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir.. Então se queremos ser achados à imagem e semelhança de Cristo, comecemos por obedecer a PALAVRA DE DEUS E NÃO A NOSSA VONTADE.
E Cristo foi tão radical e tão fundamentalista em sua forma de cumprir a Palavra de Deus que Ele mesmo nunca pecou, cumpriu todo o desígnio de Deus.
Hebreus 4:15 Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado.
domingo, 4 de setembro de 2011
Vocação e parentesco
Uma das maiores dificuldades no ministério de um pastor diz respeito não à sua fé, ou à sua vida devocional, mas diz respeito ao reconhecimento de seu próprio pastorado entre seus familiares. Os próprios apóstolos viram esta questão no ministério de Jesus Cristo, Marcos e Mateus transcreveram as palavras de Jesus:
“E Jesus lhes dizia: Não há profeta sem honra senão na sua pátria, entre os seus parentes, e na sua casa.”Marcos 6:4
“E escandalizavam-se nele. Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, a não ser na sua pátria e na sua casa.”Mateus 13:57
Jesus não está aqui ditando uma regra que deve acontecer com todo “profeta” (cf I Coríntios 14.3), mas para mostrar a pecaminosidade no coração daqueles que rejeitam tanto o profeta quanto à sua palavra. Não foi diferente com outros profetas, como Moisés por exemplo, Mirian e Arão se insurgiram contra o irmão. No caso destes foram penalizados por isso.
A questão perpassa pela intimidade com o referido profeta, de conhecer toda a sua vida, de conhecer sua intimidade, suas fraquezas, suas falhas. No caso de Jesus Cristo seus irmãos conviveram com toda a sua infância, viram-no crescer, era para eles um igual.
Mas isso tem de ser assim sempre? Tem de continuar assim pelo resto da vida? A pergunta procura responder até que ponto a desconsideração de um homem, por parte de seus familiares, chamado para o ministério por Deus é lícita, ou se é lícita em algum momento. Procura também responder se o problema está no “profeta”, ou se está em seus familiares e amigos.
Excetuando a Jesus Cristo, o passado dos profetas, é levado em consideração por seus familiares, os pecados cometidos, as falas mal ditas e malditas, as ações intempéries das relações familiares, tudo afeta diretamente na consideração do profeta.
Tal desconsideração não passa somente por este ponto, mas também pela não aceitação da exortação que possa vir do que foi chamado por Deus para o ministério. E tal chamado é posto pelos que o desprezam como sendo um chamado territorial, local, dizem: “ele é pastor lá, aqui não”.
Este é um ato que tem por fundamento o não entendimento sobre o que é ser chamado (vocacionado) para o ministério. A vocação ministerial não se trata de uma vocação local, territorial, é um chamado para a vida, independente do local em que se está. O chamado não é para uma igreja, uma denominação, mas para a igreja do Senhor Jesus Cristo independente de placa ou localização. Tal chamado vem revestido de autoridade delegada pelo próprio Senhor Jesus e pela igreja e como tal deve ser respeitado. (Atos 9.15; Tito 2.15; Romanos 13.1-2).
O problema do reconhecimento da autoridade do “profeta” não está no profeta, mas está em quem o ouve, nos seus pré-conceitos e conhecimento de um passado, de certa forma, íntimo com o vocacionado. Via de regra, sempre esse passado é relembrado, como que quisessem diminuir a autoridade do profeta. Mas lembremos de três coisas: 1. Em Marcos 11.27-33 vemos os escribas e sacerdotes questionando a Jesus sobre sua autoridade, pois não o reconheciam como sendo um profeta, muito menos como Deus encarnado. 2. A rebeldia contra o profeta ou a palavra profética sempre foi considerada pecado, independente de parentesco com o profeta. (Números 12.11; João 10.26). 3. Quem sempre levanta o nosso passado contra nós, se feito intencionalmento ou não, é fruto de uma influência satânica para diminuir não só o “profeta”, mas também sua palavra (Apocalipse 12.10).
No caso de Miriã e Arão, reconheceram seu pecado, mas no caso dos sacerdotes e fariseus, alguns poucos reconheceram a autoridade de Cristo, mas o problema não estava em Moisés ou em Cristo, mas no pecado daqueles que os rejeitaram. O fato de até mesmo lembrar o passado como desprezo pelo pastorado, cingido de diversão se torna um ato pecaminoso, pois a autoridade de um pastor não reside nele mesmo, mas em Quem a ele chamou e delegou tal autoridade. Rejeitá-lo é rejeitar a quem o vocacionou.
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