terça-feira, 21 de abril de 2026

Tema 7- A Existência de Deus: conhecida, evidente e confessada

 “Disse o insensato no seu coração: Não há Deus.” (Salmo 14:1)

Porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas; tais homens são, por isso, indesculpáveis.” (Romanos 1:19–20)

Ao tratarmos da existência de Deus, é importante começar com um ponto essencial: a Bíblia não tenta provar que Deus existe, ela  afirma.

Isso não significa que a fé seja irracional, mas que a existência de Deus é tão fundamental que não depende de demonstração humana para ser verdadeira. Pelo contrário, é o próprio Deus quem torna Sua existência conhecida.

O Salmo 14 nos mostra que negar a Deus não é apenas um erro intelectual, mas uma condição moral do coração. Já Romanos 1 ensina que Deus Se revela de tal forma na criação que todos os homens, em algum nível, sabem que Ele existe.

Isso nos leva a uma distinção importante.

Na teologia, existem argumentos que demonstram a existência de Deus como: 

  • a ordem do universo, 
  • a causa de todas as coisas, 
  • a consciência moral no homem.
Esses argumentos têm valor: eles mostram que a fé cristã não é irracional e ajudam a responder objeções.

No entanto, na perspectiva reformada, esses argumentos não são o fundamento da fé. Eles não produzem, por si só, o verdadeiro conhecimento de Deus. O homem, por causa do pecado, tende a resistir e até distorcer essa evidência que está diante dele.

Ou seja: o problema não é falta de provas, mas rejeição da verdade.

Por isso, a certeza de que Deus existe não nasce, em última instância, de raciocínios humanos, mas do testemunho que o próprio Deus dá; tanto na criação quanto, de forma mais clara, em Sua Palavra.

Assim, o cristão não “descobre” Deus como quem resolve um problema, mas reconhece Aquele que já Se fez conhecido.

E quanto à natureza desse conhecimento?

Conhecer que Deus existe não é o mesmo que conhecê-Lo de forma salvadora. Muitos reconhecem que há um Deus, mas não O conhecem como Senhor e Redentor.

O verdadeiro conhecimento de Deus envolve não apenas saber que Ele existe, mas recebê-Lo conforme Ele Se revelou: com fé, reverência e submissão.

Portanto, afirmar que Deus existe não é apenas uma conclusão lógica. É uma confissão que envolve todo o ser.

E é a partir dessa certeza que podemos avançar: não apenas que Deus existe, mas quem Ele é.

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