“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a educação na justiça.” (2 Timóteo 3:16)
“Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.” (João 17:17)
Depois de vermos que Deus Se revelou de forma especial para conduzir o homem à salvação, precisamos compreender onde essa revelação está firmemente registrada e como devemos recebê-la.
Deus não deixou Sua revelação à mercê da memória humana ou da tradição incerta. Ele a fez registrar nas Escrituras, que são a Sua Palavra escrita.
E o primeiro ponto fundamental é este: a Escritura é inspirada por Deus. Isso significa que sua origem não está no homem, mas no próprio Deus. Homens escreveram, mas escreveram conduzidos de tal forma que aquilo que registraram é, de fato, a Palavra de Deus.
Essa inspiração, de modo próprio e estrito, diz respeito aos textos conforme foram originalmente dados; nas línguas em que Deus decidiu revelar Sua Palavra: hebraico (no Antigo Testamento), com algumas porções em aramaico, e grego (no Novo Testamento). Isso não diminui o valor das traduções, que são fiéis e necessárias para a igreja, mas nos lembra onde reside, de forma imediata, a forma original da revelação.
Por isso, quando surgem duplicidade, dificuldades de interpretação, aparentes divergências ou contradições entre textos, o caminho seguro não é desconfiar da Escritura, mas aprofundar-se nela. A própria Palavra, iluminada pelo Espírito Santo, interpreta a si mesma; e esse cuidado inclui, recorrer ao sentido mais preciso expresso nas línguas originais.
Além disso, a Escritura possui autoridade. Ela não é apenas um conselho espiritual ou uma opinião religiosa entre tantas outras. Quando a Bíblia fala, é o próprio Deus quem fala. Ela é a regra final para a fé e para a vida.
A Escritura também é verdadeira em tudo o que afirma. Sendo Deus o seu autor, e sendo Deus perfeitamente verdadeiro, Sua Palavra não contém erro. Ela é plenamente confiável, digna de inteira confiança em tudo o que ensina.
Isso nos leva a outra verdade essencial: a Escritura é suficiente. Nela, Deus revelou tudo o que é necessário para a Sua glória, para a salvação do homem e para a vida de fé. Não precisamos de novas revelações, nem de complementos humanos para conhecer a vontade de Deus.
A Palavra de Deus não é incompleta, nem defeituosa. Ela é perfeita no propósito para o qual foi dada.
Assim, quando abrimos as Escrituras, não estamos diante de um livro comum. Estamos diante da voz de Deus registrada, verdadeira, autoritativa e suficiente para nos guiar em tudo o que realmente importa.
Recebê-la com fé, obedecê-la com reverência e confiar plenamente em seu conteúdo não é uma opção entre outras — é a resposta adequada àquilo que Deus falou.
Se Deus nos permitir, amanhã veremos o próximo passo natural que é tratar de como devemos interpretar corretamente a Escritura, permanecendo fiéis ao seu sentido verdadeira.
Rev Julio Pinto
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