“Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito.” (Gênesis 17.1)
“Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder...” (Hebreus 1.3)
“...pelo poder de sinais e prodígios, pelo poder do Espírito Santo... ” (Romanos 15.19)
Ao avançarmos no estudo dos atributos incomunicáveis, chegamos a uma verdade que exalta a grandeza de Deus: Ele é todo-poderoso.
A onipotência de Deus significa que Ele possui todo o poder e realiza tudo o que determinou, conforme o conselho perfeito da sua vontade. Nada pode impedir Seus atos, frustrar Seus decretos ou limitar Sua ação.
A Escritura revela esse poder em toda a Trindade. O Pai se apresenta como o Deus Todo-Poderoso. O Filho é descrito como aquele que sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder, demonstrando autoridade absoluta sobre toda a criação. E o Espírito Santo é apresentado como aquele que opera eficazmente na história, realizando tudo conforme a vontade de Deus.
Diferente de nós, cujo poder é limitado, dependente e frequentemente falho, o poder de Deus é infinito, absoluto e sempre eficaz. Aquilo que Ele decreta, Ele certamente executa.
No entanto, é importante compreender corretamente essa verdade. Dizer que Deus pode todas as coisas não significa que Ele possa agir contra a Sua própria natureza. Deus não pode mentir, não pode negar a Si mesmo, não pode agir de forma injusta ou contraditória. Isso não é limitação de poder, mas perfeição do Seu ser.
Deus pode tudo o que é coerente com quem Ele é.
Seu poder não é arbitrário, mas santo, sábio e justo. Ele não age de forma desordenada, mas sempre em perfeita harmonia com Sua própria natureza e com Seus decretos eternos.
A Escritura mostra esse poder em toda parte: na criação do universo, na sustentação de todas as coisas, no governo absoluto de todos os eventos e, de forma suprema, na obra da redenção.
Nada é difícil para Deus. Aquilo que é impossível para o homem está plenamente dentro do alcance do Seu poder.
E essa verdade tem implicações profundas.
Primeiro, ela nos ensina a confiar. Não há situação fora do alcance de Deus. Nenhuma circunstância escapa ao Seu governo.
Segundo, ela nos humilha. Nosso poder é limitado e dependente. Não controlamos nem mesmo os aspectos mais simples da vida, pois tudo acontece segundo o decreto soberano de Deus, que governa todas as coisas conforme o conselho da sua vontade. Nada ocorre fora do seu domínio, nem por acaso, mas tudo está sob o seu governo sábio, santo e eficaz.
Terceiro, ela fortalece nossa esperança. As promessas de Deus não dependem da capacidade humana, mas do poder soberano de Deus, que realiza tudo o que determinou.
Assim, quando Deus promete, Ele não apenas deseja cumprir; Ele decretou cumprir e tem poder para realizar plenamente aquilo que determinou.
Portanto, a onipotência de Deus não é apenas uma doutrina elevada, mas um fundamento sólido para a fé.
Podemos descansar, não em nossas forças, mas no poder soberano daquele que governa todas as coisas conforme a sua vontade perfeita.
Rev. Julio Pinto
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