sábado, 26 de março de 2011

Se Deus existe, porque permite o sofrimento humano?


          Deus não existe, se existisse não permitiria coisas tais como: terremotos – tsunamis – furacões – guerras – fome – doenças – epidemias. Vez por outra surgem pessoas com esse tipo de argumento tentando justificar sua falta de fé em Deus, ou revoltadas com Deus por causa desses eventos que assolam a humanidade em certas ocasiões, como se Deus não existisse, ou como se Ele estivesse alheio a tudo o que acontece por aqui nessa terra tupiniquim.
Como Deus permite o sofrimento humano se a própria ideia que fazemos de Deus nos aponta para um Deus perfeito, inclusive em seu amor? E se Deus é o perfeito amor, como sujeita suas criaturas ao sofrimento? Fazemos as perguntas, mas fazemos as perguntas certas? Claro que não. A questão é que olhamos para o nosso sofrimento, mas não olhamos para o que o causou. Não olhamos se há uma responsabilidade do homem em todas estas coisas.
Quando se fala em guerras, em fome, podemos até chegar a admitir que estas coisas são o resultado da ganância dos que já são grandes, e querem mais, e daí a opressão ao pobre, ao necessitado, ao que é menos poderoso do que nós. Quem, em sã consciência, declararia guerra aos EUA? Ou a seu capacho, a ONU?  Lembro-me de alguns anos atrás da guerra no Iraque, que foi justificada pelos EUA de que o país estaria fabricando armas de destruição em massa. Acharam alguma coisa? Claro que não! Mas a indústria bélica americana faturou horrores com isso.  Ou seja, o que moveu esta guerra? A cobiça americana pelo petróleo iraquiano, sob o pretexto de estar defendendo os interesses do Kuait, outra potência em produção de petróleo.
Tiago em 4.1-2 nos fala dessa raiz das guerras: 1  De onde procedem guerras e contendas que há entre vós? De onde, senão dos prazeres que militam na vossa carne? 2  Cobiçais e nada tendes; matais, e invejais, e nada podeis obter; viveis a lutar e a fazer guerras. Com isso, alguns podem admitir a origem das guerras, mesmo não crendo na palavra de Deus, mas aceitam que as guerras e a fome sejam frutos da cobiça humana. Mas e com relação às catástrofes naturais?
Temos de lembrar que somos seres temporais e somos acostumados a olhar a história assim, com a nossa limitação temporal. Há alguns anos olhamos aterrorizados a grande tsunami que invadiu o sul da China provocando milhares de mortes, e agora a pouco no Japão a catástrofe se repete. Como Deus permite isso? Aos olhos de Deus, nós, seres humanos, e o restante da natureza, somos sua criação como um todo. Quando Adão pecou no jardim do Éden o resultado do pecado, a morte, não só influenciou a raça humana, mas toda a criação. A desobediência de Adão resultou em uma maldição a toda a criação. Toda ela está envolta no resultado do pecado como se vê em Gênesis 3. 17  E a Adão disse: Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa;
E Paulo, ao escrever sobre essa corrupção da natureza, fala dela como que a natureza também aguarda a sua redenção com a volta de Jesus Cristo: Romanos 8. 20-22  Pois a criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou, 21  na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. 22  Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora.
Não apenas o pecado trouxe consequências diretas sobre toda a criação, como também o pecado acende a ira de Deus contra toda forma de pecado, fazendo com que sua justiça seja manifesta. Podemos lembrar das duas cidades de Sodoma e de Gomorra que foram destruídas pela ira de Deus por causa de sua impiedade, uma vida recheada pelo pecado. Não se importavam com Deus, ao ponto de ao virem os dois anjos entrarem na casa de Ló, toda a cidade foi atrás deles querendo que Ló os entregasse para que cometessem estupro contra eles. (Gênesis 19.4-5). Aos olhos de quem não conhece a Deus a destruição dessas duas cidades foi a partir de uma catástrofe natural. Uma chuva de meteoritos caiu naquele lugar e matou a todos, inclusive o gado. No lugar em que existia estas duas cidades, hoje não nasce nem mesmo capim, por causa da grande quantidade de enxofre que lá se encontra.
China e Japão, dois países anti-cristãos, que não se abrem para o evangelho, recebem em si mesmos uma ação da justiça divina. A abertura para o evangelho acontece quando as forças de voluntários (cristãos) invadem estes países com a ajuda humanitária, fazendo com que o evangelho chegue até eles. Estas catástrofes são justiça de Deus, sim, contra a impiedade destes países, mas também é um ato de misericórdia de Deus para com os seus eleitos que lá estão que, com a entrada do evangelho por meio destes grupos humanitários, serão convertidos ao único e Soberano Senhor, Jesus Cristo.
A Deus seja toda honra,  glória e louvor, hoje e sempre, amém.
               

terça-feira, 22 de março de 2011

A LEI MORAL DIVINA

  Todo ser humano nasce com o que chamamos de senso moral. Senso moral, ao contrário do que muitos pensam, não se trata de respeito, mas senso moral (didaticamente falando) nada mais é do que a noção que o ser humano possui daquilo que é certo e daquilo que é errado. Em todas as culturas de todas as épocas em todas as raças e religiões, até mesmo naqueles que se declaram ateus podemos observar que todos possuem esse senso moral.
     É importante observar que o senso moral pertence unicamente ao ser humano. Ele não pode ser visto nem nos animais, nem no restante dos seres vivos, nem em qualquer elemento da natureza, é exclusivo do ser humano. Quando observamos isso, nos faz surgir uma pergunta sobre a chamada teoria da evolução que diz que o homem surgiu através de um longo processo de transformações a partir de outro animal, ou elementos da natureza. Contudo, a teoria da evolução prega que o processo da evolução apenas melhora o ser biologicamente a partir de elementos e características que ele já possuía. Como exemplo, um pássaro que não precisasse voar grandes distâncias para se alimentar sua asa ao longo dos tempos diminuiria de acordo com a sua necessidade. Assim, um membro que ele já possuía adaptou-se à sua necessidade.
   Desta forma, a teoria da evolução diz que nesse processo  houve um aprimoramento dos seres vivos para que eles se adaptassem ao ambiente em que estavam. A pergunta que surge então é: se o ser humano surgiu através de um longo processo de melhorias para que ele se adaptasse ao meio ambiente, de quem, ou de que elemento o ser humano herdou o senso moral, uma vez que ele não pode ser encontrado em nenhum outro lugar da natureza, exceto no homem? A resposta é que não há a possibilidade de o homem ter herdado de nada que existe na natureza, uma vez que o senso moral é exclusivo do homem E NÃO SE TRATA DE ALGO FÍSICO. Tão pouco pode ser o resultado de processos interacionais de uma sociedade. Visto que várias espécies de animais vivem em sociedade há (como dizem) milhões de anos e, no entanto, não desenvolveram a moral, nem mesmo os macacos.
    Necessariamente surge outra pergunta: se o homem não herdou o senso moral através do processo de evolução, de quem ele herdou então? A Bíblia é bem clara em mostrar que Deus, ao criar o homem o fez à sua imagem, conforme à sua semelhança como está escrito em Gênesis 1.26-27. Com isso, não quer dizer que Deus fez o homem com braços e pernas com uma aparência física semelhante à sua, uma vez que Deus é espírito e espírito não tem forma. Mas quer dizer que Deus dotou ao homem no ato de sua criação com características parecidas com as suas, e uma delas é exatamente a moral.
    A moral em Deus não é apenas uma noção de certo e errado, é a moral perfeita, sublime, da qual Deus deu apenas uma noção dela ao ser humano.
Ao fazer isso, Deus então pôde fazer uma aliança com a raça humana, onde Adão seria o representante de todos os seres humanos, baseado nesse senso moral que o homem recebeu dando-lhe uma ordem que está escrita em Gênesis 2.16-17 que diz: “E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: "De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” Com esta ordem o certo para que o homem fizesse seria obedecer a Deus e o errado desobedecê-Lo. Caso o homem desobedecesse, a punição para a atitude errada seria a morte, e a benção para a obediência seria a vida. Mas, Satanás que também é uma criatura de Deus, a primeira que pecou, que foi contra o que Deus havia determinado, procurou ao ser humano para fazer com que ele desobedecesse a Deus. 
     Nesse momento, Deus já havia criado a mulher, Eva. Ele a procurou e através dela fez com que o homem, Adão, desobedecesse à ordem dada por Deus, fazendo com que o homem praticasse o que era errado e não o certo. Assim, a aliança feita entre Deus e a humanidade teve como conseqüência a punição de toda a raça humana pela quebra da aliança por Adão, passando assim toda a humanidade sofrer com o seu erro, e fez com que todo ser humano já nascesse com uma dívida para com Deus, uma dívida de morte. É como o apóstolo Paulo fala em sua carta aos romanos em Romanos 5:12 “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.” Paulo afirma que não existe nenhum ser humano que não tenha essa dívida de morte, por causa do pecado, não há qualquer exceção. Mas Deus não deixou o homem à mercê do pecado e da morte. Quando, em Gênesis ele fala para Satanás sobre a sua sentença por causa da tentação que ele fez ao homem, Deus lhe assegurou que haveria de vir um descendente da mulher que viria para lhe destruir as suas obras. A obra de Satanás que ele havia feito na raça humana era justamente proporcionar à humanidade a morte. 
   Consequentemente, o descendente da mulher que haveria de vir seria para destruir a morte. Nós vemos Deus falando sobre isso com Satanás em Gênesis 3.15: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”. Muitos erradamente pensam que este texto se refere ao animal que é descrito em Gênesis, uma serpente, mas isso é um engano porque a própria Bíblia nos mostra em Apocalipse que a descrição desse animal é apenas uma forma figurada de se dizer que se tratava do diabo em pessoa. O texto de Apocalipse 12.9 nos prova isso: “E foiexpulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos.” E Paulo fala sobre a vitória final de Cristo sobre a morte em 1 Coríntios 15:26 O último inimigo a ser destruído é a morte. Foi exatamente a morte o resultado da influência de Satanás na humanidade, mas a morte é um justo juízo de Deus sobre a humanidade, isso fazia parte do pacto de Deus com ela, e como Deus não volta sua palavra, a morte passou a fazer parte da vida.
      Toda a Bíblia, de Gênesis a Apocalipse, nos conta a história da redenção do homem. Conta-nos de como Deus havia preparado desde antes da fundação do mundo, mesmo antes de Deus ter criado o homem, como Ele haveria de salvar o homem de seus pecados, de sua rebeldia contra Deus. Também nos conta o que Deus já fez e ainda fará para que a raça humana tenha a oportunidade de ser salva de seus pecados. Toda a Bíblia nos aponta que existe uma única maneira de sermos salvos de nossos pecados e da morte, que não é apenas uma morte do corpo, mas também uma morte espiritual, que é pior do que a morte do corpo. A única maneira é através desse descendente da mulher que Deus havia prometido na sua sentença a Satanás. Um homem haveria de vir para cumprir toda a ordem de Deus, de uma forma perfeita, como Adão não conseguiu fazer, para que a aliança de Deus com a humanidade permanecesse com a sua fidelidade em que Deus pudesse dar vida ao homem que o obedecesse. Contudo, não há, nem nunca houve nenhum ser humano capaz de cumprir toda a vontade de Deus. Porque todo ser humano peca, sem qualquer possibilidade de cumprir tal aliança feita através de Adão. Tal aliança pode ser provada em outro texto bíblico que está em Oséias 6:7 “Mas eles transgrediram a aliança, como Adão”. Ainda assim Deus exige do homem o total cumprimento de sua Lei, pois sua transgressão é pecado diante de Deus, e nenhum pecador irá herdar a vida eterna.
     Todavia o único ser capaz de cumprir tal aliança é o próprio Deus. Por isso a Trindade reunida, segundo o seu conselho, decidiu enviar a segunda pessoa, Deus Filho para que Ele cumprisse a aliança que Adão não conseguiu cumprir e que nenhum outro ser humano conseguiria. Como podemos ver em 1 Pedro 1.18-20 “...sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós.” Necessariamente Deus teria de se encarnar, se tornar homem, viver como homem, e sofrer a morte como homem, contudo Ele não poderia quebrar a aliança como Adão fez, ou seja, Ele não poderia pecar o que só seria possível ao próprio Deus, uma vez que vários textos bíblicos nos provam que todo ser humano peca como nos diz o texto de Romanos 3.23 “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus...” e o próprio texto que já lemos mais acima o de Romanos 5.12.
      Cristo veio ao mundo para cumprir o que Adão não foi capaz de fazê-lo. A Bíblia nos prova que Cristo nunca pecou, o que seria impossível para um ser humano. O próprio texto que lemos acima de 1 Pedro 1.18-20, nos fala dessa necessidade de que aquele que haveria de morrer pelos nossos pecados não poderia ter mácula, ou seja, pecado. E o autor de Hebreus nos fala que Cristo nunca pecou ele assim fala em Hebreus 4.14-15 “Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão. Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado.” Com essa vitória de Cristo sobre o pecado é que Ele é o único que pode nos livrar do poder do pecado e consequentemente da morte que é o resultado dele. É por isso que Paulo afirma que Cristo é o único que pode ser mediador entre Deus e o homem. Como diz em 1 Timóteo 2.5 “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem...”.
      O papel de mediador é exatamente aquele que se coloca no meio de uma guerra, para fazer a reconciliação entre as duas partes. No caso se Cristo, Ele é o mediador da aliança que de um lado está Deus permanecendo fiel ao cumprimento de sua parte na aliança feita com a raça humana e do outro lado estão todos os seres humanos, pois quebraram a aliança com Deus. Para se ver livre da maldição dessa aliança quebrada com Deus é necessário termos um mediador que rogue por nós a Deus Pai. Mas para rogar por nós tem de ser alguém que cumpriu totalmente a aliança feita em Gênesis com a humanidade, e esse alguém que cumpriu totalmente essa aliança é Jesus Cristo. Entretanto para que tenhamos o benefício desse papel mediador de Cristo é necessário que nós peçamos isso a Ele e declaremos que cremos nesse papel que Ele
desempenha de mediador. Paulo ao escrever para os romanos no capítulo 10.9-10 nos fala como podemos nos beneficiar desse papel mediador de Cristo: Romanos 10.9-10 “Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação.” 
      Deus não irá salvar toda a humanidade como alguns pensam, mas apenas aqueles que crêem em Jesus Cristo conforme está escrito em João 3.16 “porque Deus amou ao mundo de tal maneira, que deu seu filho único, para que todo aquele que nEle crer, não morra mas tenha a vida eterna”. De fato nos diz o texto que Deus amou ao mundo, mas também é verdade que o texto diz que só serão salvos aqueles que crerem em Jesus Cristo e o confessarem como Senhor e único salvador como Paulo nos fala em Romanos 10.9-10. Assim todo aquele que confessa a Cristo como único Senhor de sua vida e Crê que Deus o ressuscitou dentre os mortos, cumpre toda a Lei moral divina, não pelos seus próprios esforços, mas pela mediação de Cristo Jesus. Como o apóstolo Paulo fala em sua carta aos Efésios 2.8 “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé, e isso não vem de vós é dom de Deus, não de obras para que ninguém se glorie.”  Em outras palavras, aquele que crê no papel mediatório de Cristo e o confessa como tal, recebe a graça da salvação em Cristo Jesus e nada mais é necessário, a não ser a santificação que é decorrente dessa fé em Jesus Cristo. E esta santificação é um processo que durará todo o restante de sua vida, ou até a volta de Cristo, o que vier primeiro.


Este texto foi escrito para avaliação de Ensino Religioso em junho de 2010 para alunos entre 5ª e 8ª séries
Daí foram tiradas questões gerais e também pessoais no tocante à conversão pessoal. 

Rev. Júlio César Pinto