quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Igreja sem pastor???????????????




Já estive como responsável por congregações que não tinham um pastor efetivo. Tinham alguém responsável pela igreja, mas sempre com orientações de um pastor, ou oficial eleito e ordenado no local. Em outras palavras, sempre alguém autorizado por alguém que já havia sido ordenado por outros (presbitério) conforme Paulo mesmo orienta a Timóteo, quando este era pastor em Éfeso:  1 Timóteo 4:14  Não desprezes o dom que há em ti, o qual te foi dado por profecia, com  a imposição das mãos do presbitério. Encontramos algumas circunstâncias  excepcionais, naquele tempo, onde apenas havia cristãos (não oficiais); como a que aconteceu quando Paulo chegou a Corinto narrado em Atos 19. Mas eram supridas sempre de imediato visando regularizar a situação da igreja do Senhor naquela cidade. Não se tratava de denominações, cada qual com o seu pastor, mas se tratava de uma Igreja única que tinha pessoas com pensamentos diferenciados debaixo de uma mesma liderança eclesiástica ordenada. Não falo da igreja invisível, a verdadeira Igreja que somente Cristo vê, mas da igreja visível da qual participam joio e trigo.
A idéia pecaminosa surgida com o passar dos anos de que há uma igreja melhor do que outra é fantasiosa, uma vez que o que regula uma denominação em vista da outra é a sua aproximação às ideias particulares de cada crente, segundo a idéia de que aquela ou outra denominação se adapta melhor, não é isso um pecado apontado na Escritura? (2 Timóteo 4.3 - 3 Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos,).
A avaliação de uma igreja deve ser feita com base não nos próprios gostos ou sentimentos, ou ainda problemas vividos; mas deve ser analisada sob três princípios básicos expostos com clareza na própria Escritura: 1. Pregação Fiel da Escritura (2Tm 3.16-17; I Co 1.18,23; Rm 3.23; 5.12, Ef 2.8-9; etc.);  2. Ministração correta dos sacramentos: batismo e ceia (Mt. 28.19; Atos 2.38-39; I Co 11.23-27, etc.); 3.e o fato da disciplina não deixar de existir na igreja (Ex 18.13-23; I Co 5.1-7; Hb 12.8, etc.). Mas novamente estas três premissas só podem ser realizadas por uma liderança eclesiástica ordenada por um presbitério, ou concílio que é outro designativo para presbitério. Ovelha não tem autorização bíblica para ministrar sacramento, não tem autorização bíblica para realizar disciplina, não tem autoridade bíblica para ensinar a igreja como um todo, no muito uma ou outra pregação e mesmo assim se for fiel à escritura, caso contrário a prerrogativa permanece na autoridade eclesiástica ordenada que tem a inteira liberdade de decidir quem sobe e quem não sobe ao púlpito e isso não é uma questão de gosto pessoal, mas de autoridade bíblica.
Há uma intensa e real necessidade de que a igreja seja conduzida desta forma. A igreja (ovelhas) precisa ser conduzida por um pastor. As ovelhas não têm qualquer capacidade de apascentarem-se a si mesmas, ficam perdidas, não sabem para onde vão, nem o que fazer, a não ser preencher o tempo com suas próprias ideias. Jesus usou e também os profetas do AT a figura da ovelha para se referir aos verdadeiros crentes, não foi por acaso. A ovelha não sabe chegar no pasto sozinha, não sabe chegar até a água sozinha. De modo que o rebanho que não tem uma condução sábia, está fadada à morte. Lembre-se da figura utilizada no Salmo 23.
Alguém poderia dizer que o Salmo afirma que o Senhor é o pastor... não um homem qualquer. Mas daí contrariaria o princípio de que o Senhor pastoreia o seu rebanho pela delegação de sua própria autoridade concedida por meio do presbitério, conforme vimos Paulo afirmar a Timóteo, de que o Senhor é quem governa a igreja e a conduz por meio de seus oficiais, não por meio das próprias ovelhas. É disso também que Paulo afirma a necessidade de se ter este tipo de orientação dentro da igreja do Senhor Jesus Cristo quando diz em Efésios 4.12-14 o motivo da necessidade de uma igreja ser conduzida pelos oficiais da igreja, ele afirma:  “Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para  edificação do corpo de Cristo;   Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de  Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo  o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam  fraudulosamente.”
Se este era o caso para aquele tempo onde havia apenas uma igreja em cada cidade, o fato de existirem hoje, várias igrejas (denominações cristãs) em uma mesma cidade; e, junte a isso o fato de pertencerem a denominações diferentes não minimiza a realidade de que se alguma delas não tem pastor, elas não possam ser conduzidas por um pastor mesmo que de outra denominação. Pelo contrário, isso é um ato de plena rebeldia contra a ordenação divina feita àqueles oficiais ordenados por um presbitério e que estão à disposição destes irmãos que residem na sua cidade. Dizendo de outra forma: estão em pecado de rebeldia.
Talvez queiram se justificar afirmando sua aprovação por Deus de que muitas pessoas estão sendo salvas, estão fazendo a obra e Deus está abençoando. A igreja de Corinto dizia exatamente a mesma coisa. Seu argumento era idêntico e ainda por cima naquele tempo havia a manifestação de dons espetaculares dentro da Igreja. Mas Paulo afirmou com toda a propriedade para todos os membros daquela igreja: I Coríntios 3.1 -4 “ E eu, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais,  como a meninos em Cristo. Com leite vos criei, e não com carne, porque ainda não podíeis, nem  tampouco ainda agora podeis, Porque ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja, contendas e  dissensões, não sois porventura carnais, e não andais segundo os homens? Porque, dizendo um: Eu sou de Paulo; e outro: Eu de Apolo; porventura  não sois carnais?”

Rev. Julio Pinto – IPB Baião/PA

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Romanos 12. 4-5 Pois assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma função, assim nós, embora muitos, somos um só corpo em Cristo, e individualmente uns dos outros.
HEBREUS  12.7 É para disciplina que sofreis; Deus vos trata como a filhos; pois qual é o filho a quem o pai não corrija?