Esta
é uma exortação pastoral a todo crente que vem apoiando e militando a favor de
partidos socialistas/comunistas que possuem em sua agenda uma militância anti-cristã. Quando afirmo de cunho socialista, me refiro aquele patamar teórico para se chegar à implementação de um estado comunista.
Ao
mesmo tempo é uma palavra de alerta para o que está acontecendo no mundo e é
desconhecido pela imensa maioria dos cristãos, inclusive reformados. O que
passo a escrever é resultado de um estudo que venho fazendo e aprofundando
desde o ano de 2005.
Não sou
pastor de sua igreja local, mas sou pastor da igreja de Jesus Cristo e como tal
tenho total amparo na Escritura para exortar a todo crente no Senhor Jesus
Cristo. Espero, na graça de Cristo, que leia e reflita em cada linha escrita
para sua própria edificação.
NÃO
MATARÁS
Você
crê neste mandamento divino? Será que estes partidos atendem a este mandamento
claro e óbvio da Escritura?
NÃO.
Você e todos os petistas, comunistas e militantes de outros partidos, mesmos os
cristãos, tem defendido leis contra a Sagrada Escritura, inclusive o NÃO
MATARÁS, pelos motivos que passo a enumerar: 1. Através de seus votos vocês têm
sido coniventes com o aborto, que faz parte da pauta e luta do PT e outros
partidos, para sua legalização, o que claramente é uma infração do NÃO MATARÁS.
2. Porque você não se questiona acerca do mesmo mandamento, NÃO MATARÁS, com
respeito à onda de assassinatos dos cristãos que estão praticando no oriente
pelos islâmicos. Se o faz, é incoerente com sua fé. Não percebe que está sendo
criado no nosso Brasil um regime político anti-cristão?
Você
pode objetar quanto à afirmativa anterior, mas o problema não está em uma preocupação
em seguir a Bíblia, mas está em achar uma desculpa, um desvio do que realmente
importa, para continuar apoiando um partido que se levanta contra a Escritura.
E com isso da mesma forma que vocês, petistas e seguidores e militantes de
outros partidos páreas, têm sido coniventes com o 1.aborto, vocês têm sido
coniventes com: 2. o homossexualismo, 3.a
destruição do modelo familiar proposto por Deus, 4. a propriedade como meio de
exercer a mordomia cristã, 5. contra a correção dos filhos pela Lei da Palmada,
etc.
Quando
vocês dão os seus votos, os seus pensamentos têm de estar cativos à Cristo[1], não cativos ao PT, ou qualquer outro partido que seja,
ainda mais se a ideologia do partido é tão escandalosamente anti-cristã,
anti-bíblica. Quer defender a Escritura? Quer defender os mandamentos? Eis
alguns de seus desdobramentos:
GÊNESIS 2.24. Por isso, deixa o homem pai e mãe e se
une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne
LEVÍTICO 18.22. Com homem
não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação.
Romanos
1. 24. Por isso, Deus entregou tais homens à
imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu
corpo entre si; 25. pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e
servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!
26. Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres
mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à
natureza;
I
CORINTIOS 6.9
Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis:
nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas,
Êxodo
20.17 Não cobiçarás a casa do teu
próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua
serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem
coisa alguma que pertença ao teu próximo.
Este
mandamento de Êxodo 20.17, não cobiçarás....qualquer coisa que pertença ao teu
próximo”, é a mais legítima defesa da
propriedade particular. Os partidos socialistas e comunistas não querem
que ninguém tenha alguma propriedade particular, querem que tudo seja de
todos... ou seja a cobiça pelos bens
do próximo é o que rege o maior dos princípios do socialismo e do comunismo.
Por qual motivo existem crentes que apóiam os partidos socialistas e
comunistas, uma vez que são claramente contra a propriedade privada? Esta talvez seja também a
expressão máxima da Voluntariedade de muitos crentes apoiarem estes partidos,
não digo que seja a sua, mas vale a pena refletir: A PRÓPRIA COBIÇA PELA PROPRIEDADE DO PRÓXIMO.
TRABALHO:
GÊNESIS 2.15. Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o
colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar.
GÊNESIS 3. 19. No suor do rosto comerás o teu pão,
até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó
tornarás.
·PROVÉRBIOS 21.25. O preguiçoso morre desejando, porque
as suas mãos recusam trabalhar
I TESSALONICENSES 4.11. e a diligenciardes por viver
tranqüilamente, cuidar do que é vosso e trabalhar com as próprias mãos, como
vos ordenamos;
II TESSALONICENSES 3.10. Porque, quando ainda convosco, vos
ordenamos isto: se alguém não quer trabalhar, também não coma.
As
ideias socialistas defendem programas governamentais para que o povo fique cada
vez mais dependente do governo, se não totalmente, ao menos parcialmente.
Auxílio em momento de adversidade temporária é uma coisa como, por exemplo, o “Seguro
Desemprego”, mas manter e incentivar o parasitismo é outra.
Ao
invés de propor políticas que proporcionem um maior numero de empregos, e
empregos com salários dignos de manterem-se e manter suas famílias, os governos
antibíblicos promovem: “bolsa disso...
bolsa daquilo... bolsa preguiça, bolsa parasita”. É exatamente isso que o
governo vem promovendo, e como cristãos bíblicos não podemos dar apoio a esse
tipo de conduta.
ÊXODO 20.13. Não matarás.
Salmos
139.13 Pois tu formaste o meu interior tu me
teceste no seio de minha mãe. 14. Graças te dou, visto que por modo
assombrosamente maravilhoso me formaste; as tuas obras são admiráveis, e a
minha alma o sabe muito bem; 15. os meus ossos não te foram encobertos, quando
no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra. 16. Os teus
olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos
os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia
ainda.
I
JOÃO 2.9 Aquele
que diz estar na luz e odeia a seu irmão, até agora, está nas trevas.
I
JOÃO 3.15 Todo aquele que odeia a seu irmão é
assassino; ora, vós sabeis que todo assassino não tem a vida eterna permanente
em si
ÊXODO 23.7 Da falsa acusação
te afastarás; não matarás o inocente
e o justo, porque NÃO
justificarei o ímpio.
LEVÍTICO 19.18 Não te vingarás,
nem guardarás ira contra os filhos do
teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o SENHOR.
I
JOÃO 3.17
Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer
necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de
Deus?
Deuteronômio
13. 6. Se teu irmão, filho de tua mãe, ou teu
filho, ou tua filha, ou a mulher do teu amor, ou teu amigo que amas como à tua
alma te incitar em segredo, dizendo: Vamos e sirvamos a outros deuses, que não
conheceste, nem tu, nem teus pais, 7. dentre os deuses dos povos que estão em
redor de ti, perto ou longe de ti, desde uma até à outra extremidade da terra,
8. não concordarás com ele, nem o ouvirás; não olharás com piedade, não o
pouparás, nem o esconderás, 9. mas,
certamente, o matarás. A tua mão será a primeira contra ele, para o matar, e
depois a mão de todo o povo.
I
Samuel 15. 2.
Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Castigarei Amaleque pelo que fez a Israel:
ter-se oposto a Israel no caminho, quando este subia do Egito. 3. Vai, pois,
agora, e fere a Amaleque, e destrói totalmente a tudo o que tiver, e nada lhe
poupes; porém matarás homem e mulher, meninos e crianças de peito, bois e
ovelhas, camelos e jumentos.
Os
mandamentos expressam princípios morais e que em muitos casos, na prática, eles
podem ser conflitantes à nossa mente limitada. Como podemos ver nos textos
citados acima acerca do Não Matarás... Deus dá uma ordem de não matar e depois
Ele manda matar? Deus manda que se aplique o princípio: “Dos males, o menor”...
melhor matar os que estão contra Deus do que deixar matar o povo de Deus.
E
mesmo assim, a pena de morte que, aliás, é o que está sendo em última análise
tratado aqui, não diz respeito a uma vingança pessoal, ou mesmo um grupo
desordenado e sem autoridade pode fazê-lo. Existem meios que Deus legalizou
para isso. É desta forma que as autoridades são investidas de poder, para punir
os malfeitores, para corrigir o mal pela espada se necessário. Rm 13.1-7[2]. A ONU é uma
autoridade constituída entre as nações para executar a pena de morte sobre
qualquer grupo, ou país que pratique atos violentos contra a humanidade.
Mas
o aborto não se trata de um julgamento por uma atividade que o ser a ser morto
praticou intencionalmente contra qualquer outro ser humano, pelo contrário, se
trata de uma vida que não tem qualquer defesa, não tem direito a um julgamento
justo, não tem direito à expressar seus sentimentos, não tem direito à nada,
trata-se de um assassinato puro e simples.
Contudo,
muitas pessoas estão cegas. Acham que estes políticos são as melhores opções
para serem seus governantes. Que os programas assistencialistas como Bolsa
família, Universidade para todos, etc, é o que resolverá os problemas do povo
Brasileiro. Acham que a forma de governo que eles estão implantando é a forma
mais justa de governo. Entendo de forma clara que Deus usa da ignorância do
povo, para castigar o próprio povo e isso é visto na Bíblia várias e várias
vezes com o próprio povo de Israel.
Daqui
por diante trarei uma explicação sobre o envolvimento histórico do povo,
através das autoridades com o paganismo, não apenas por meio do governo civil,
mas também por meio do governo eclesiástico.
História da inclinação para o socialismo/comunismo.
No
século XVIII, quando Charles Darwin surgiu com o seu livro: Origem das
Espécies, a comunidade teológica entrou em colapso. Muitos teólogos debandaram,
outros se tornaram ateus, uns tentaram achar o lugar da teologia na vida das
pessoas, e outros se mantiveram fiéis. Neste momento histórico desponta um
desses teólogos, Friedrich
Schleiermacher (1768-1834).
Schleiermacher é uma figura que não poderia ser
deixada de lado. Sua vida e obra influenciam a teologia até aos nossos dias e
ainda persistirá. Schleiermacher foi teólogo, e era filho de um pastor
reformado e sua família freqüentava a igreja Reformada na Prússia. Greenz
afirma que é impossível separar a biografia de Schleiermacher de sua teologia.
Por muitos é considerado pai da teologia moderna, da que hoje é conhecida como
teologia liberal.
Apesar de muitos cristãos nunca terem ouvido falar
dele, muito de sua teologia é hoje proferida nos púlpitos e crida por muitos
pastores. “Foi o mais influente teólogo desde Calvino” (GREENZ, 2003, p.43).
Greenz faz uma breve biografia de Schleiermacher:
Foi também um líder religioso e cultural da Alemanha
durante a primeria metade do século 19. Schleiermacher ajudou a fundar a
Universidade de Berlim e traduziu com grande competência as obras de Platão
para o alemão. Foi um notável patriota durante a ocupação da Prússia por
Napoleão e um grande expoente da reforma política que se seguiu (GREENZ, 2003,
p.44).
O impacto provocado pelo Iluminismo na teologia
precisava ser vencido pelos teólogos desse período. Eles precisam determinar o
local onde a religião se encaixaria na vivência humana. Hegel havia colocado a
religião no domínio da especulação, Kant reduziu a religião à moralidade, isso
precisava mudar. Neste período foi Schleiermacher quem determinou este caminho
(GREENZ, 2003, p.43-46).
No período que surge o Romantismo, Schleiermacher já
era pastor da igreja Reformada. O Romantismo foi uma resposta ao racionalismo
exacerbado do Iluminismo e Schleiermacher não pode se eximir dele. Em várias
situações durante o Iluminismo, os cristãos se viram oprimidos e desprezados e
a validade da teologia começou a ser questionada como cadeira universitária. Em
suma, o século XVIII permite que a Revolução Francesa destronasse a igreja e
colocasse a Deusa da Razão em seu lugar (GREENZ, 2003, p.47).
Uma ocorrência histórica precisa ser considerada,
pois é exatamente do que se vê nos cursos de Ensino Religioso e Teologia
Comparada, Greenz afirma:
Durante o Iluminismo, a nova ciência do criticismo
histórico havia levantado questões sobre a origem da Bíblia e de outros textos
de autoridade do Cristianismo. A crença no domínio da lei natural sobre a
natureza descartava a possibilidade de milagre e intervenções sobrenaturais ao
longo da História. E o contato com religiões de outras partes do mundo
levantava questões sobre a singularidade do cristianismo. Seria o cristianismo
uma forma de religião historicamente condicionada como todas as outras
religiões? (GREENZ, 2003, p.48).
Mas o Romantismo veio mesmo para resgatar o
cristianismo de forma que este não conflitasse com o espírito da cultura
moderna. Como tudo precisava ser submetido à experiência, Schleiermacher
coloca como fundamento da teologia na experiência humana. Também tirou
Deus de seu lugar da Teologia Reformada e colocou o homem ao seu lado. Kant
tentava fundamentar o conhecimento de Deus na razão prática, Hegel no
racionalismo especulativo e Schleiermacher chega e oferece a intuição.
“Ele voltou-se para o sentimento humano universal e fundamental, o sentimento
de subordinação à realidade como um todo” (GREENZ, 2003, p.49). Em suma,
Schleiermacher começou a ver a teologia como a forma humana de pensar sobre
Deus a partir da própria experiência.
Aqui se inicia a inversão da teologia.
Schleiermacher começa a utilizar como ponto de partida da investigação
teológica o homem e não a Revelação como na Teologia Reformada. A fonte
de teologia deixou de ser objetiva (Escritura) e passou a ser subjetiva
(humana).
A iniciativa foi posta em prática já em seu próprio
tempo por muitos teólogos, e ainda hoje se percebe sua influência mesmo em
teólogos não cristãos (BERKHOF, 1990, p.20). Também é vista a influência de
Schleiermacher em teólogos exaltados pela contemporaneidade, como Leonardo Boff
(católico) que sorveu seu princípio teológico da esfera da existência humana,
onde alicerçou e construiu sua teologia sobre o sentimento (BOFF apud CARIACÁS,
2007, p.30). Aqui se teve a origem da
Teologia da libertação.
Com
Leonardo Boff se inicia a concepção que a bíblia, bem como a religião, ou a teologia
deveriam servir para atender às necessidades básicas do homem: comer, dormir,
sobreviver, etc. Contudo, sua base foi o primeiro teólogo liberal da história,
Friederich Schleiermacher, um ex-pastor reformado.
A
teologia da libertação prega que a razão da existência de Deus é para atender
ao homem em suas necessidades e para libertar o homem de seus opressores. Aqui
então assevera que os mais oprimidos historicamente são: o pobre, o negro, a
mulher e os homossexuais. Para esta resposta a você, não cabe tratar aqui o
caso relativos aos negros, mas apenas aos outros três, o Pobre, a mulher e os
homossexuais.
SOBRE
A FORMA DE GOVERNO: TOMAR DO RICO PARA
DAR AO POBRE – HOBBIN HOOD?:
Não
se prevê na Escritura uma sociedade igualitária como forma bíblica de sociedade.
Pelo contrário, a bíblia mostra que é dever do cristão verdadeiro, com
possibilidades para isso, dar ao pobre aquilo que ele necessitar. O governo é
responsável por prover emprego, condição digna de trabalho, mas não de meter a
mão na propriedade particular e fazer dela o que quiser. Esse é o dever do
crente como se vê:
·MATEUS (cap. 26)· 11. Porque os pobres, sempre os
tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes; (realidade de que sempre
haverão pobres)
ATOS
(cap. 2)· 45. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o
produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. (responsabilidade
do crente para com o seu irmão na fé)
·II CORINTIOS (cap. 9)·12. Porque o serviço desta
assistência não só supre a necessidade dos santos, mas também redunda em muitas
graças a Deus, (responsabilidade do crente para com o seu irmão na fé)
I
JOÃO (cap. 3)·17. Ora, aquele que
possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e
fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus?
(responsabilidade do crente para com o seu irmão na fé)
A
MULHER E O HOMOSSEXUAL - A Era de Aquário
A
década de 1960 trouxe grandes transformações à consciência religiosa do mundo
ocidental. A busca por uma consciência aberta e tolerância religiosa apontou o
oriente como fonte de novas descobertas. O misticismo oriental tornou-se o
ponto de partida para se fazer nascer uma religião híbrida relativista. Todos
os padrões absolutos e valores morais entram em declínio. Inicia-se uma nova
era.
A
humanidade fecha as portas para a Era de Peixes e abre-se à Era de Aquário. Os
valores cristãos, firmados nas Escrituras, bem como o Deus da Bíblia são
arrancados de seu lugar de honra. A pluralidade e o relativismo passam a ser
protegidos. A verdade se foi. Tudo, a partir de então, pode ser verdade.
Novas
luzes surgem para compreender o cosmos, o homem e a divindade. A
espiritualidade renasce fortíssima nessa nova religião, mesmo que todo
sentimento religioso seja cegamente desprezado ocorrendo uma grande
contradição. A divindade ressurge, um novo Deus estava à espreita para
surrupiar o lugar de Deus nos corações.
A
Era de Aquário é também a expressão da apostasia. Ela traz elementos pouco
assustadores como uma nova versão do Cristianismo. Aliás não é isso que a
Escritura prevê: “o próprio satanás se transforma em anjo de luz, para enganar,
se possível, os próprios eleitos”? Tudo parece muito belo, pois o ser humano
também se diviniza. “A nova espiritualidade refere-se a Deus de modo inclusivo,
politicamente correto”,[3]
pronto a se adaptar às necessidades e padrões impostos pelo homem.
Nesse
sutil pensamento, muitas igrejas estão sendo levadas a defender aquilo que faz
bem ao ego humano em detrimento do que as Escrituras prescrevem. O contexto
social no qual, constitucionalmente, as mulheres têm os mesmos direitos dos
homens passa a ser o padrão de referência para que o mesmo ocorra dentro da
igreja. A infelicidade é que grande parte dos que defendem a igualdade
totalitária entre homens e mulheres na igreja pouco sabem que isto não passa de
investidas de Satanás nestes tempos pós-modernos.
Tudo
isso é meramente um reflexo da ideologia pagã, mundana, dos partidos que
defendem SOCIALMENTE, as mulheres, pobres e os homossexuais sendo transferidas suas
ideologias para o ambiente religioso. Esqueceram de questionar: de tudo o que
se defende aqui, alguma coisa não é bíblica? O caminhão carregado entrou na
igreja com tudo, sem se questionar sobre o que ele trazia dentro.
Não
se pode mais atacar as heresias do púlpito, por que podem ofender aos
visitantes que crêem nelas, esquecendo-se que a Palavra de Deus não foi feita
para agradar, mas para ser pregada gostem, ou não. Neste contexto o fruto da
pós-modernidade é pregar o que agrada a gregos e troianos. Um cristianismo light que não se exclui de agradar seus
ouvintes, mas dá uma volta na pregação passando por cima do culpado da heresia,
o coração do homem.
Os
efeitos dessa nova consciência são desastrosos para a igreja e a sociedade. A
família, base da sociedade, é desintegrada. Não se fala mais apenas do modelo
pai-mãe-filhos, mas pai-filhos, mãe-filhos, mães-filhos, pais-filhos, entre tantos outros. O homossexualismo é
tratado com naturalidade, inclusive para adoção de crianças, sem contar os
países que já oficializaram o casamento homossexual.[4]
Neste
movimento percebe-se a pluralidade adentrando a igreja, pois esta também está
seguindo o modelo do mundo e isso é claramente declarado quando um cristão dá o
seu voto a um partido que defende estas posições. A santidade não é mais
parâmetro para a igreja “Sede santos, como eu sou Santo”, mas o mundo tornou-se
o paradigma do cristão, como no caso da igreja Luterana, que era tida por uma
igreja ortodoxa até poucos anos atrás, como pode se ver na notícia abaixo.
ESTOCOLMO (Reuters) - A Igreja
Luterana da Suécia concedeu na quinta-feira a permissão para a realização de
cerimônias de bênção para casais gays, provocando protestos de conservadores
católicos e aplausos da comunidade homossexual. Uniões homossexuais registradas
junto às autoridades civis poderão receber uma bênção oficial da igreja a partir
do próximo ano.[5]
E
o líder da igreja tenta justificar-se: "Os homossexuais vêm sendo
perseguidos e ridicularizados na sociedade pela igreja. A decisão de hoje pode
ser considerada um passo em direção à retificação",[6]
disse o bispo luterano de Linkoping, Martin Lind.
A
referência de autoridade se foi. Na busca por experimentar o poder pessoal, o
feminismo impôs uma feminilização do homem e uma masculinização da mulher no
objetivo de alcançar um ideal andrógeno onde não há mais homem nem mulher.
A
sociedade já está enganada. A igualdade total entre homens e mulheres é uma
farsa. Um bom exemplo é a Suécia. O país onde as mulheres assumem os mesmos
postos que os homens no mercado de trabalho em quantidade semelhante é o que
mais registra casos de agressão à mulher no âmbito familiar.[7]
Surge a pergunta sobre onde está a igualdade entre homens e mulheres que é
tanto defendida naquele país?
As
igrejas norte-americanas que adotaram o ministério feminino ordenado estão se
desfazendo pouco a pouco. As igrejas no Brasil não estão tão longe dessa
realidade. O Concílio Mundial de Igrejas é um dos grandes propagadores dessa
praga; a teologia feminista. Tudo começou com simples aceitação das mulheres
aos ofícios eclesiásticos, mas o feminismo impôs uma feminilização do culto.
Sofia foi colocada no lugar do Único Deus e confundiu os termos masculinidade e
feminilidade. Presta-se culto ao "Deus-Deusa-Tudo que há".[8]
Deus tornou-se tudo e tudo se tornou deus. O todo se vestiu de roupagem cristã.
O
monismo[9]
está presente nestes tempos pós-modernos e procura dominar a igreja. "Seus
tentáculos, alguns seculares e alguns liberais/’cristãos', rodeiam uma Sião
adormecida".[10]
Eles vêm declarando paz e prosperidade para que o planeta seja renovado. O
inimigo da igreja adentra aos seus limites na aparência de uma religião pagã
renovada.
O
problema não é mais a falta de espiritualidade, mas os muitos deuses que se
desenvolvem no seio da igreja. Sob a roupagem da liberdade e da tolerância, o
monismo pagão persegue os cristãos. Todos são livres para fazer o que quiserem,
exceto viver uma vida santa orientada pela Palavra. O inimigo está muito
próximo, e a igreja de Cristo precisa abrir os seus olhos. A igreja está
desorientada quanto ao pano de fundo religioso-social-político em que ela se
encontra. E isso vai ao encontro da essência daquilo que se tem pregado, não
somente nos púlpitos, mas também nos bastidores da liderança cristã.
Será
que a igreja tem realmente pregado a mensagem do senhorio de Cristo? É isso que
se vê e se ouve pelos meios de comunicação, e pelas igrejas espalhadas pelo
mundo? Já viu na Bíblia em algum lugar que Cristo deve ser aceito como
Salvador? Não? É por que não existe esta mensagem a ser pregada. A mensagem a
ser pregada é que Cristo é o Senhor, que ele deve ser aceito como Senhor. A
salvação é uma decorrência do senhorio de Cristo já instalado na vida do crente.[11]
Mas
a mensagem que se prega hoje é a “mensagem do poder”, é a “salvação da
pobreza”, é a salvação dos problemas pessoais, psicológicos, emocionais, etc; é o “culto do eu”, é “como ser uma pessoa
melhor” é a “teologia da libertação”.
Estamos vivendo na igreja o que Peter Wagner chamou de “Terceira Onda”[12]
do Espírito. Segundo ele, a Primeira Onda ocorreu com o surgimento do
pentecostalismo moderno, nas primeiras décadas do século XX.
E para
ser salvos de todas estas misérias humanas, vale usar a Cristo como um mero
amuleto, como o salvador de toda desgraça humana decorrente do pecado. Estão
invertendo as causas com as conseqüências.
A
Segunda Onda surgiu com o movimento carismático da década de 60, que atropelou
cada um dos grupos não pentecostais. E a Terceira Onda, ele crê que começou na
década de 70, e esta onda é o que está distinguindo entre os grupos que
aceitaram a “segunda benção”, e aqueles que se mantiveram mais dispensacionais
e reformados. Coincidência ou não é párea do início da era pós-moderna.
Crer
no poder de Deus para efetuar milagres ainda hoje, não é o problema de nenhuma
Igreja. O problema está em encarar estes fatos como sendo ordinários inclusive
no tocante aos dons de cura, de profecia e de línguas. Mas desdobrar este
assunto não é o objetivo do presente trabalho, pois demandaria decidir em que
lado se está, pró ou antipentecostal. Aqui se pretende observar os perigos
relacionados a Terceira Onda.
Em
pesquisa, Wagner observou que o grande crescimento da Igreja no “Terceiro
Mundo” era devido ao movimento pentecostal, e conclui, mesmo sendo
antipentecostal, de que se deveriam utilizar os métodos e padrões do pentecostalismo. Wagner chegou a ponto de se oferecer para ser
curado de pressão alta em um curso chamado: “O Miraculoso e o Crescimento da
Igreja” em 1982, em um prático em sinais e maravilhas.
Desde
esta época cresceu um grupo chamado Kansas
City Prophets que está relacionado à Kansas
City Fellowship, uma grande Igreja
de “sucesso” em St. Louis. Este grupo tem como objetivo encontros de poder que
giram em torno do ‘profético’. Michael
Maudlin, um dos integrantes deste grupo, escreveu na revista Christianity Today em apresentação ao
grupo do Kansas:
Por
exemplo, alguns ministérios proféticos tentam estabelecer revelações ou
doutrinas que não estão fundadas nas Escrituras (como a idéia de que era
necessário comer carne a fim de discernir demônios). Essa prática agora é
proibida. Todos os líderes de KCF e de Vineyard enfatizam que o movimento
profético é imaturo e tende a cometer erros (com exceção de Paul Cain).
Enquanto eles crêem que muitos dos seus profetas são extremamente dotados,
também reconhecem que poucos têm recebido treinamento bíblico e teológico.[13]
Esta
declaração explicitamente declara que as profecias realizadas não têm base
escriturística, e, portanto podem ir diretamente contra a Palavra de Deus. Aqui
percebe-se que este tipo de prática é o que faz com que igrejas e líderes
cristãos defendam qualquer coisa, desde que atendam à demanda social, mas que
proporcione o inchaço das igrejas.
Admite
ainda a possibilidade de se cometer erros nas profecias dentro do movimento.
Isso é o mesmo que admitir a idéia de que Deus pode errar. E ainda pode-se ver
que a base não é a Escritura, mas o carisma, em sentido amplo e estrito do
termo, do dito profeta.
Em
debate televisionado, pela Rede Super de Televisão, entre o reverendo Ludgero
Bonilha, reverendo Rev. Valdir Carvalho, uma pastora e um Padre sobre ordenação
feminina em que todos, exceto reverendo rev. Ludgero, eram a favor de ordenação
feminina incluindo o reverendo Valdir que é um dos maiores especialistas em
línguas originais do país, ocorreu o seguinte fato: A certa altura do debate,
reverendo Valdir declarou o seguinte: “Se tentarmos analisar base para
ordenação feminina nas Escrituras, não a encontraremos em lugar algum. Contudo
o Espírito Santo há de nos dar novas luzes”. Este ponto, bem como o citado do
Maudlin, são totalmente estranhos ao princípio de infabilidade e suficiência da
Escritura. A Bíblia tornou-se um livro adicional à revelações. Ou será que
existem outras Bíblias sendo inspiradas diretamente por Deus e estão deixando
de serem editadas? Se uma contradiz a outra, a mais recente é que vale.
O
mesmo princípio percebe-se em religiões e seitas oriundas do cristianismo. As
Testemunhas de Jeová alteraram os textos sagrados dizendo que estão incorretas
certas traduções a fim de dar suporte às suas doutrinas. Joseph Smith recebeu
revelações, o lívro de Mórmon, diretamente de um anjo a fim de concertar o que
a Escritura sofreu de distorção durante a história da igreja. Os Espíritas
aceitam a Escritura somente em parte, pois a última revelação de Deus foi dada
a Alan Kardec, que transcreveu o Evangelho Segundo o Espiritismo. O Islã tem o
Alcorão, A Bíblia e outros como sendo os livros sagrados. Mas prevalece o
Alcorão como sendo o primordial, que Maomé o recebeu para corrigir as
distorções ocorridas na Escritura ao longo do tempo. Vê-se que o princípio em
todos estes casos, bem como nos movimentos modernos já trabalhados são
explicitamente idênticos. A Bíblia não é mais suficiente e inerrante,
precisa-se de complemento, ou melhor, em alguns casos complementos.
A
de se salientar o fato de que da mesma maneira que outros textos têm sido
colocados ao lado da Escritura, a Escritura tem sido colocada ao lado dos
ideais políticos, sociais. Vê-se uma necessidade social e então se procura um
texto bíblico para justificar os meios. Quando o correto seria olhar para a
Escritura e aplicar o princípio bíblico na igreja, e em consequência na
sociedade. Mas o movimento tem sido invertido, é de fora da bíblia e da igreja
para dentro delas. É o que se percebe também com o sincretismo feminista.
Sincretismo Feminista
Nesta
Terceira Onda surge também o sincretismo feminista. Na década de 60 surge um
estreitamento entre o movimento feminista secular e o cristão.
E
o que era válido começando por querer anular diferenças entre homens e mulheres
no tocante aos direitos civis, torna-se agora a luta pelo direito de definir-se
a si mesma, a sociedade e a Deus, visto que a Bíblia fora escrita por homens.
Deus,
sociedade e a própria mulher, foram definidos por homens. O movimento então
diz: "Nós temos o direito de nos definirmos, direito de definirmos a
sociedade, e mais que isso podemos e devemos definir a Deus. Os movimentos
feministas secular e religioso passam a caminhar lado a lado. O religioso
absorve o secular, e o que era secular se torna religioso. Tal qual Acaz que traz um novo altar para o
templo.
A
luta pela igualdade dos sexos é vista com bons olhos, e deve, mas esta visão é
passada para dentro da igreja sem se avaliar as conseqüências e sua validade no
tocante a certos aspectos.
A
luta para ordenação de mulheres se torna um hábito da igreja atual, sem se
avaliar sua validade escriturística, caso seja este o crivo de avaliação destas
pessoas. Muitos líderes da igreja aderem ao movimento simplesmente para manter
uma política de boa vizinhança.
Estes
líderes da igreja se apegaram a Bíblia para provar a validade da ordenação
feminina, levando em consideração de que os Pais haviam sido influenciados pela
sociedade machista de suas épocas. Contudo, a base que os levaria para
sustentar a ordenação feminina, não a encontraram, mesmo depois de minucioso
estudo. Como o próprio rev. Valdir afirmou no programa de TV. A saída então,
seria reescrever a Palavra, a partir de uma tradução já feita, agora com uma
linguagem politicamente correta, buscando anular as diferenças entre homem e
mulher.
Lançaram
mão do texto de Gálatas 3.28 para ser o crivo pelo qual todos os outros textos
da Escritura que tratam a cerca das diferenças entre homens e mulheres,
denominando-o de Crux Interpretum[14].
Com isso “Elas decidiram buscar a androginia na Igreja indo rumo à ordenação de
mulheres, destruindo a estrutura de papéis no casamento”.[15]
Qual
a diferença entre o que as feministas ditas cristãs fizeram e o conceito que o
grupo do Kansas tem com relação a Palavra, ou com o que rev. Valdir declarou em
público? Ou ainda, com relação as seitas oriundas do cristianismo? Qual a
diferença entre alterar as Escrituras mutilando os textos e anular, ou
suplantar, ou equiparar os textos, ou as revelações sob o pretexto de novas
direções dadas pelo “Espírito” mesmo que a Palavra não ratifique? Esquece-se
claramente da Palavra. Era o que temia o apóstolo Paulo:
…Mas temo que, assim como a serpente
enganou a Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos
os vossos entendimentos e se apartem da simplicidade e da pureza que há em
Cristo. (II Co 11.3). Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse
outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema. (Gl 1.8)
O
evangelho tem sido tão deturpado, é tão Outro, que mudou a própria face de
Deus.
Muitos
distorcem e lutam intencionalmente fazendo com que o evangelho seja
ridicularizado e destruído. Como o movimento feminista queria redefinir tudo,
Deus não ficou de fora. Naomi Goldemberg, teóloga judia feminista, disse que a
essência do evangelho nesta Terceira Onda seria profundamente mudada, como ela
mesma expressa:
O movimento feminista na cultura
ocidental está unido à lenta execução de Cristo e Yahweh. Contudo
muito poucas mulheres e homens que agora trabalham pela igualdade sexual de
dentro do Cristianismo e Judaísmo entendem a dimensão de sua heresia.
[16]
Esta
declaração de Goldemberg esclarece algumas coisas, como por exemplo, a
tendência do movimento feminista que por muitos anos tem aparentado
simplesmente um movimento com tendências sociais. Ë muito mais que isso, é uma
luta pela destruição do cristianismo tal qual se conhece, e muitos homens e
mulheres cristãs, inclusive líderes estão defendendo a igualdade dos sexos no
tocante aos princípios bíblicos, sem o conhecimento profundo da causa.
O
que Goldenberg disse em outras palavras é que líderes da igreja cristã estão
trabalhando em defesa da ordenação feminina sem saber que isso será a própria ruína
da cristandade. Mas não é essa a luta destes partidos políticos socialistas e
anti-bíblicos? A defesa do homossexualismo e a proeminência feminina? Só não
enxerga quem não quer.
Um
artigo no site do Movimento Feminista declara que o último símbolo do
patriarcado a ser derrotado é o Pai. Propuseram no Concílio mundial de Igrejas
que Deus seja tratado de forma unisex, que ele pode ser Pai, contando que seja
Mãe, e que o pronome mais adequado para se tratar conforme usam no artigo para
se referirem a Deus é “ela”. E sobre Cristo dizem: “não é o Filho do Pai, mas a
criança”[17]
do deus unisex.
O
Conselho Mundial de Igrejas foi idealizado desde 1910, na Conferência
Missionária Mundial em Edimburgo, com um princípio de existência até certo
ponto louvável. O movimento ecumênico era bastante atuante, contudo sem uma
centralidade em sua organização. Tinha por base ser: “uma comunhão de igrejas
que confessam o Senhor Jesus como Deus e Salvador, segundo as Escrituras, e por
isto buscam cumprir em conjunto a sua vocação comum para a glória do único
Deus, Pai, Filho e Espírito Santo.”[18] Mas
como tinha e ainda tem um princípio ecumênico este conselho também perdeu de
vista sua base.
Em
novembro de 1993 ocorreu um marco para o movimento feminista, a saber, na
conferência Reimagining God promovida
pelo Concílio Mundial de Igrejas em Minneapolis que tinha como tema
"re-imaginar Deus, a igreja e a família". Coincidência ou não, é o
lema do movimento feminista que quer como disse Goldemberg, uma "execução
de Cristo e Yahweh". Abrem-se as portas para o paganismo entrar na igreja
pelas portas da frente. O comentário a seguir foi noticiado por um jornal que
acompanhou o evento de Minneápolis.
Os
participantes e oradores igualmente denunciavam a igreja cristã de modo
irritado, denunciando que seus ensinos sobre Jesus Cristo constituem a
principal fonte de opressão das mulheres, da violência humana, do racismo, do
sexismo, do classismo e do abuso da terra.[19]
(TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO)
Vê-se
que a intenção do movimento é romper com o cristianismo, com a interpretação
ortodoxa da Escritura, mudar a face de Deus, e da Igreja, afastar a família do
propósito divino ordenado na Escritura. Querem uma igreja que tolere tudo
independente da Escritura tal qual como se conhece. O movimento ainda tem como
bandeira a defesa da homossexualidade como sendo a forma mais pura de amor que
se pode ter entre dois seres humanos, valendo-se de apócrifos[20] e pseudo-epígrafos[21] para basearem suas heresias, como o texto do Evangelho
Segundo Tomé, o Dídimo:
Jesus viu criancinhas que estavam
sendo amamentadas, disse aos seus discípulos: Essas criancinhas que estão sendo
amamentadas são semelhantes àqueles que entrarão no Reino. Disseram-lhe:
Poderemos então, como crianças entrar no Reino? Jesus disse-lhes: Quando
fizerdes de dois um e quando fizerdes o interno tal qual o externo e o externo
tal qual o interno e o de cima tal qual o de baixo, e quando tornardes o homem e a mulher em um só, de tal forma que o
homem não seja homem e a mulher não seja mulher, quando dispuserdes
olhos no lugar de olhos e a mão no lugar da mão, e o pé no lugar do pé, uma
imagem no lugar de uma imagem, aí, então entrareis no Reino. (Tomé 1.22)
O
racionalismo de Kant que é um meio de
vida existencialista que elimina Deus do quadro da vida possibilitando qualquer
coisa, já que foi postulado a inexistência do divino Ser Supremo. É a idéia do “não tem nada haver”, logo "eu posso tudo". Enraizado nas
igrejas, o pluralismo está sendo alimentado pela decadência do cristianismo com
fundamentos do iluminismo que abalam profundamente as bases de fé cristã, tendo
a ajuda significativa do movimento feminista, muitas vezes com uma bandeira
política, e cegamente muitos cristãos estão colocando um novo deus no lugar de
Yahweh, ou melhor, uma nova deusa, a razão, codinome: Sofia. Esta supre a
necessidade do homem em agradar a si mesmo, o que Yahweh não faz, como ela
mesma se "apresenta":
Eu
sou a primeira e a última
Eu
sou a única honrada e a única desprezada
Eu
sou a devassa e a única santa
Eu
sou a esposa e a virgem
Eu
sou a mãe e a filha...
Eu
sou a que eles chamam Vida e vocês chamam Morte.[22]
Este
é o movimento que adentrou a igreja no final do século XX e está como todo
fôlego no século XXI, arrombando as portas da
cristandade pura, contribuindo para a sua transformação em uma igreja
plural. O movimento trás a idéia de que a narrativa do Deus judeu/cristão nada mais
é do que uma releitura de Sophia, pelos patriarcas. Ela é o verdadeiro Deus.
Ela é quem estava no princípio e que por meio dela todas as coisas foram
criadas. E esta mesma idéia o C.M.I. trouxe a tona no evento de 1993 dizendo
que Deus está muito longe de poder ser chamado somente pelo pronome masculino,
e que esta, Sophia, é a forma feminina de Deus ser invocado.
Alguma
similaridade com textos filosóficos disseminados nas faculdades? “O mundo de
Sophia”, por exemplo? Alguma diferença entre os princípios trazidos por estes
filósofos e o escopo de princípios de partidos políticos? A verdade é nua e
crua, a diferença é: NENHUMA. A estreita ligação entre eles é clara e óbvia.
Estão engajados no mesmo projeto social, político, religioso.
Sophia
“representa o poder final e a verdade suprema”. Sophia é o extremo oposto da
sabedoria narrada na Escritura, pois uma das mais proeminentes feministas
cristãs, Elizabeth Bettenhausen, coordenadora do Programa de Estudo / Ação no Women´s Theological Center em Boston,
Massachussets, e membro da Igreja Evangélica Luterana na América, declarou:
“Nós temos que (re)imaginar a doutrina da criação...“As mulheres, não Deus, são as verdadeiras criadoras”. [23] Esta declaração
rejeita explicitamente a narrativa da criação por Deus, e é claro a Escritura,
ainda por cima eleva o status da criatura para Criador. Sophia se apresenta
como a nova opção de deidade para a Era de Aquário. E a criatura assume o lugar
do criador.
Mas
afinal, quem é Sophia? Caitlin Matthews é sacerdotisa ordenada no culto egípcio
para a adoração da Deusa Ísis, Rainha das Bruxas, e em 1992, publicou um livro
intitulado Sophia, Deusa da Sabedoria. A editora que publicou o livro comenta:
Sofia,
ou sabedoria em grego, tem sido reverenciada de muitas formas através da
história da Divindade Negra da anciã Anatólia; para ela Egípcia, grega, Celta,
e manifestações cabalísticas, são formas correntes, também Maria e a ortodoxa
Santa Sofia. No evangelho gnóstico de Tomé, Sofia assenta-se com Deus antes da
criação. Então ela se torna mãe, manifesta em todo átomo, permeando todas as
coisas...[24]
Nesta obra Mattews
associa Sophia a Isis dizendo que ela aparece em quase todas as culturas e
sociedades inclusive na religião católica referida como santa Sofia, uma das
faces de Maria. E que as semelhanças entre Isis e Sophia são muito
significativas, bem como a de outras Deusas antigas. Ainda diz que ela permeia
tudo, em todos os átomos é o panteísmo entrando pelas portas da Igreja. Ela,
Sophia, estava no princípio com Deus no ato da criação como é dito no livro
apócrifo de Sabedoria, como se fizesse uma interpolação de Provérbios 8.22-31 a
outro apócrifo, Sirácida 24.
"Pois
a Sabedoria, artífice do universo me ensinou. Há nela um espírito,
inteligente... Pois a Sabedoria é mais móvel que qualquer movimento: por sua
pureza, passa e penetra através de tudo..." (Sabedoria 7.22).
A nota de rodapé da
Tradução Ecumênica da Bíblia, como respeito a esta passagem enuncia que o texto
referente:
Glorifica
a sabedoria personificada unindo as exposições de Provérbios e Sirácida... O
autor esclarece, primeiramente, a natureza da Sabedoria pelo espírito que nela
está. Este espírito recebe vinte e um atributos... como: propriedades físicas,
qualidades morais, disposições providenciais, atributos divinos.[25]
Aplicou-se
aqui uma linha hermenêutica idêntica a que se usa para traçar a personalidade
divina de Cristo e do Espírito Santo. Sublinha-se ainda na TEB um comentário
feito ao texto de Sabedoria 10.1 e versículos seguintes: "A Sabedoria
dirige a história desde as origens até o êxodo."[26] Jones assinala: “há muito a conectar Sophia com Ísis, a
Deusa egípcia da magia e da bruxaria”, [27] e como Carolyn McVikares disse: “Sophia é a deusa de Mil
Nomes na Inteireza de Sua Majestade”.[28]
Esta
definição para Sophia ainda não está clara. Ainda não temos conhecimento o
suficiente para aprovar ou rejeitar a Sophia, muito menos se é boa ou má. David
Cloud em seu artigo conta que Chung Hyun Kyung, professora assistente de
Teologia da Universidade das Mulheres Ewha, em Seul, Coréia na Conferência de
93, associou antigas deusas asiáticas com o Espírito Santo,[29] e mormente com Sophia.
Isso abre os portões para o politeísmo em que havendo fusão de deuses
naturalmente virá a fusão de religiões, e a igreja tornar-se-á única, contudo
plural. Hyung ainda disse mais: “A
Bíblia é um livro aberto e eu quero escrever o próximo capítulo“. [30]
Kyung
publicou uma narrativa dos evangelhos segundo a perspectiva feminista asiática.
Perde-se ao longo de tantas influências uma das características da “Igreja mais
pura”.
Mas
a melhor definição para Sophia são as próprias feministas que fazem. Jones
relata sobre uma feminista judaica, Alix Pirani:
A própria Pirani
afirma que Lilith aparece a ela em seu estudo, e que ela é uma manifestação da
deusa. [31] Em particular, as modernas feministas identificam Lilith
com a serpente de Gênesis.
‘Lilith
apareceu a ela (Eva) em forma de serpente no jardim do Édem e tentou-a para
negar a Deus ao morder a maçã da árvore do conhecimento do bem e do mal ...
Saturno é também Satanás e o anjo caído Lúcifer, que desce à terra vestido de
imortal serpente de luz Satã. Quando Deus negou a Adão e Eva o fruto da árvore
do conhecimento para mantê-los ignorantes, foi Lúcifer, em forma da serpente
Lilith, que ofereceu-lhes a “luz” da consciência’.[32]
Sophia
é a deusa antiga que chegou no Éden em forma de serpente e que agora está
requerendo seu lugar na Nova Era de Aquário, requer sua posição de direito, a
grande deusa mãe de toda sabedoria, doadora da vida consciente do bem e do mal.
“Quem é Sophia? Sophia é Lilith, a expressão feminina de Satanás”. [33] Satanás é o deus da Igreja plural do século XXI.
Conclusão.
Então
cristãos militantes, quando os vejo de toda ordem defendendo partidos que têm
em suas agendas todo este pano de fundo pagão e completamente anti-cristão me
preocupa o fato de que estão vocês em duas posições apenas:
1. Ou vocês não sabem no que estão se metendo
2. Ou sabem, mas são joio no meio do trigo para perverter o
caminho dos santos.
Em qual das duas
posições você se encaixa?
A
alternativa negativa é: Vote, vote sim nestes partidos. Digo isso por que eu
sei que pouco antes da volta de Cristo a perseguição e a vida para os
verdadeiros cristãos irá piorar e muito. É Bíblico. Quem sabe eleger estes
hereges para que se insufle a perseguição contra nós de vez não seja o que está
faltando para que Cristo volte? Quem sabe? De uma coisa eu tenho a absoluta
certeza e está fundamentado no que Cristo disse: “QUEM COMIGO NÃO AJUNTA,
ESPALHA”.
A
alternativa positiva é: Quer defender de fato a Escritura? Seja então coerente
com sua fé que diz ter e não fique a favor, nem milite a favor de quaisquer
destes partidos anti-cristãos. Pois todo aquele que defende algum
posicionamento que é contra a Lei de Deus está em pecado.
A
minha oração é para que o Santo Espírito de Deus esteja abrindo os seus olhos
para a verdade que tem sido oculta dos olhos de muitos crentes. Tenha a
absoluta certeza que é com temor e tremor diante de Deus que escrevo e termino
esta resposta/admoestação pública como a própria Palavra nos dá o referido
suporte: I TIMÓTEO 5.20. Quanto aos que vivem no pecado,
repreende-os na presença de todos, para que também os demais temam.
Que
Deus tenha misericórdia de nossas vidas.
Em
Cristo,
Rev.
Julio Pinto
[1] 2 Coríntios 10. 3. Porque, embora andando
na carne, não militamos segundo a carne. 4. Porque as armas da nossa milícia
não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando
nós sofismas 5. e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e
levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo, 6. e estando prontos
para punir toda desobediência, uma vez completa a vossa submissão.
[2] 1. Todo homem esteja
sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de
Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. 2. De modo que
aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem
trarão sobre si mesmos condenação. 3. Porque os magistrados não são para temor,
quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Queres tu não temer a
autoridade? Faze o bem e terás louvor dela, 4. visto que a autoridade é
ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é
sem motivo que ela traz a espada;
pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. 5. É
necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da
punição, mas também por dever de consciência. 6. Por esse motivo, também pagais
tributos, porque são ministros de Deus, atendendo, constantemente, a este
serviço. 7. Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem
imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra.
[4] Casamento homossexual:
Espanha e Holanda conf. COSTAS,
Ruth. En la Tierra
de Bambi. (Editora
Abril,
Revista Veja, Edição 1911, ano 38, nº 26, 29 de Junho de 2005), p.94-95.
[5] AOL
http://noticias.aol.com.br/brasil/fornecedores/rts/2005/10/27/0017.adp
(Acessado em 27/10/05)
[6] Ibid
[7] BARELLA, José Eduardo. Igualdade Só no Governo. (Ed. Abril,
Veja, Edição 1902, ano
38, nº
17, 27 de Abril de 2005), p.124.
[8] JONES. Op cit, p.203.
[9] Monismo: Um sistema
religioso-filosófico que afirma que tudo foi criado a partir de um único
elemento, e este elemento é divino que permeia todas as coisas, atómos
etc. Criador e criação
estariam
todos na mesma classificação. É uma crença que procura destronar Deus e
divinizar o
homem.
Tudo que foi criado pode ser uma divindade. Seu símbolo é um círculo, o qual
defende
a idéia
de que o globo precisa ser circundado na idéia de uma permanência de existência
e
renovação.
[10] JONES. Op cit, p.38.
[11] 1 Pe 3.15, Rm 10.9, 2 Co 4.5
[12] WAGNER, Peter, apud ARMSTRONG, John &
outros. Religião de poder.
(Cultura Cristã - Editor
Michael Horton, SP, 1998. 288p.).
p.51
[13] Ibid, p.51
[14] Texto chave para
interpretação de todos os outros que colocam lado a lado os contrastes entre
homem e mulher
[15] MORAIS, Ludgero Bonilha. A Espiritualidade Feminista. (SP: CPGAJ,
2000, 289p), p.39
[16] GOLDEMBERG, Naomi. Changing of the Gods:
feminism and the end of traditional religions.
(Bostom: Beacon Press, 1979) apud The
Feminist Movement
http://.members.fortunecity.com/braveneil/feminist.htm
(acessado em 17/09/2005).
[17] Ibid
[18] BENTTENSON, Henry -
Editor. Documentos da igreja cristã. (SP: ASTE, 2001.452p.), p. 437
www.brfwitness.org/Articles/1994v29n3.htm.
(acessado em 16/09/05)
[20] Não canônico
apóstolos, ou profetas reconhecidos como se fossem seus reais autores,
para darem
credibilidade ao texto.
[22] Female Aspects of Deity: searching for lady
wisdom. www.asphodel-
long.com/html/lady_wisdom.html.
(acessado em 16/05/2005).
[23] BETTENHAUSEN, Elizabeth apud JONES , Peter. A ameaça pagã. (SP: ECC, 2002. 394p.),
p..176
[24]
http://questbooks.net/title.cfm?bookid=281 ( Acessado em 08/08/05)
[25] Tradução Ecumênica da
Bíblia (Edições Loyola. SP.
1994), p.1693
[26] Ibid, p.1695
[27] JONES Peter op cit p.177
p.177
[29] CLOUD, Robert.
http://www.wayoflife.org/fbns/sophia.htm (acessado em 16/09/05)
[30] Ibid
[31] O termo aparece única vez
na Bíblia e significa “criatura da noite”. Feministas afirmam que ela é
uma manifestação
da deusa Sophia. Ver Jones, Peter p. 190
[33] Ibid