terça-feira, 8 de maio de 2012

Metanóia – Metanous – meta (mudança) nous (mente): Mudança de mente.



A mudança de mente aparentemente diz respeito a uma nova forma de pensar. E isso é verdade, mas uma verdade superficial e humana. Este conceito para Deus é algo que tem um objetivo muito mais profundo do que uma simples mudança epistemológica, portanto, filosófica, ou até mesmo psicológica acerca de si mesmo e/ou do mundo em sua volta.  As ciências humanas trabalham esta questão em torno do ego humano, mesmo que não se contente com esse termo. A questão neste ambiente fica em torno apenas do “sentir-se bem consigo mesmo”; do “valorizar-se”; de “manter uma auto-estima em níveis confortáveis”; etc. 
Desta mesma forma que a psicologia, psicanálise e até mesmo a psiquiatria em certo nível não diferem em nada de qualquer outra religião que promete uma ajuda emocional, psicológica. É auto-ajuda. Nos consultórios a auto-ajuda se torna auxiliada por uma direção dada por um profissional. Na verdade, o que se ouve nos consultórios, em essência, nada difere do que está nos ensinamentos dos livros de auto-ajuda. Os meios podem ser diferentes, mas o foco é o mesmo, a promoção do ser humano como superador de si mesmo, de suas próprias angústias e diversidades da vida. 
Quando temos estes olhos infantis sobre metanóia vemos Buda, Madre Tereza, Gandhi, Maomé, Joseph Smith, Hellen White, Alan Kardec, mestre Osho, ou Paulo Coelho, e até mesmo um Jesus Cristo divergente daquele da Escritura,  como sendo todos eles iguais merecedores de admiração, e tendo todos eles a mesma mensagem. Mensagens que promovem o ser humano em detrimento de Deus. Esta é uma mensagem que foi proferida pelo desdenhoso Nietzsche: “Deus morreu” e “eu vos anuncio O super-homem”!  
Mas a mudança radical requerida por Deus direcionada ao homem é expressa em sua Palavra e é completamente oposta à proposta feita pela ciência ou por estes outros expoentes religiosos. A metanóia não é um fim em si mesmo, mudar por mudar a forma de se ver não faz qualquer sentido, e chega aos limiares da irracionalidade, pois o fim da metanóia seria o próprio homem que a gerou. Paulo menciona uma finalidade dessa mudança, na vida humana, apesar de não usar o termo metanous nesta passagem, mas expressa na íntegra o seu significado: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12.1-2).   E, quando passamos por essa transformação, promovida pelo próprio DEUS, a nossa mente é moldada conforme a mente de Cristo: Pois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir? Nós, porém, temos a mente de Cristo (1 Coríntios 2:16). 
Aqui neste texto Paulo afirma claramente que tem de haver uma renúncia por parte de quem quer realmente ter a mente transformada – apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo -  sem a qual não há qualquer possibilidade de se conhecer a verdadeira vontade de Deus para nossas vidas. Jesus expressou essa renuncia da seguinte maneira: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Marcos 8.34). a questão inerente neste ponto é: O que significa negar-se a si mesmo?  Ou como Paulo questionaria: O que é nos apresentarmos como sacrifício vivo a Deus? 
Aqui vem uma resposta que é completamente o oposto do que as ciências humanas e os religiosos apresentam para o homem como solução para a vida humana. Negar-se a si mesmo é negar sua capacidade de conduzir a vida por si próprio e submeter-se a Deus (Efésios 2:3, João 9:31, Mateus 6:10) reconhecer-se incapaz, incompetente (1 Coríntios 3:18), é reconhecer-se pecador diante de um Deus completamente Santo (1 João 3:8-9, 1 João 1:8), é reconhecer que somente Deus através de sua Palavra pode dar um verdadeiro e suficiente direcionamento para a vida (Romanos 7:7, 2 Timóteo 3.16-17). É negar suas vontades, seus desejos, por mais justos e sábios que pareçam aos nossos olhos (Provérbios 3:7,  1 Coríntios 3:19, Jeremias 17:9, Mateus 15:19). 
       A verdadeira mudança de mente visa uma mudança efetiva de comportamento, é uma mudança paulatina do ser humano por completo. Nosso proceder, nosso falar, nosso pensar devem estar completamente imersos em um único propósito. “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos (Romanos 8:29).  Daí a mensagem de Romanos 12.2 assume o verdadeiro sentido de mudança de mente em conjunto com a mudança de atitude. Quando ele diz “culto racional” ele afirma sobre o culto “lógico”, o culto coerente. Isso diz respeito a uma sincronia entre o discurso que se faz e a maneira como se comporta. Ou seja, se você prega ser um cristão, deve viver de fato como um cristão sendo moldado à imagem de Cristo. Caráter, personalidade, moral, conceitos, cosmovisão tudo moldado conforme à imagem de Jesus Cristo. 
       Mas, tristemente, muitos cristãos não concebem a diferença entre ser transformado à imagem de Cristo  e ser transformado à imagem de Buda, Madre Tereza, Gandhi, Maomé, Joseph Smith, Hellen White, Alan Kardec, mestre Osho,  Paulo Coelho e daqueles  “cristos” divergentes do verdadeiro Cristo, O da Escritura Sagrada. A bem da própria coerência de ser chamado de cristão lutemos contra nossas vontades, desejos, neguemo-nos a nós mesmos, reconheçamo-nos incapazes e busquemos o ideal de Deus para nossas vidas – Sede Santos como Eu sou Santo (I Pedro 1.16), apesar de que nunca nos desvencilharemos completamente do pecado até o dia de nossa morte. Parece contraditório? Não. O crente não é aquele que não peca, mas aquele que se reconhece pecador, incapaz de salvar-se a si mesmo, incapaz de conduzir sua própria vida, é um ser completamente dependente de Deus,  isso é de fato a verdadeira metanóia, renúncia total de si mesmo e a busca e implementação pelo modo de ser ideal proposto por Deus a todos os seus filhos, sermos a cada dia transformados à sua imagem e não à imagem de mulheres e homens pérfidos, sem Cristo. Pois isso se torna idolatria: “e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis” (Romanos 1:23).
            Enquanto a mudança de mente proposta pelas ciências meramente humanas são limitadas a esta vida e com uma cosmovisão totalmente à parte do DEUS CRIADOR e de SEU propósito para os Seus filhos, não sendo eficaz para a salvação do ser humano – mas é para sua condenação cf, Romanos 1.18-ss - , a mudança de mente proposta por DEUS, em SUA PALAVRA, é a única que conduz ao CAMINHO de salvação para a vida eterna! A verdadeira metanóia é decorrente de estar livre da culpa pelo pecado, uma obra da graça de Deus. O Senhor Jesus disse em Sua oração sacerdotal a DEUS PAI (João 17:3):  “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” O Senhor Jesus disse também em João 14:6  “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” Desta forma Buda, Madre Tereza, Gandhi, Maomé, Joseph Smith, Hellen White, Alan Kardec, mestre Osho, ou Paulo Coelho e outros cheios de boas intenções (não se sabe com quem ou o que), se não se entregaram(em) à Cristo tendo a Ele como seu único Senhor, a uma hora destas estão(rão) no inferno. Como diria o ditado: de boas intenções o inferno está cheio. E ainda tem gente querendo ser à imagem deles!?!? Pois vão para o mesmo lugar que eles. 

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