“Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão.”
Gálatas 5.1
A liberdade cristã é uma das doutrinas
mais preciosas do evangelho e, ao mesmo tempo, uma das mais frequentemente mal
compreendidas. Ao longo da história da igreja, ela foi atacada por dois
extremos. De um lado, o legalismo procurou colocar novamente sobre os crentes
fardos que Deus nunca ordenou, submetendo a consciência humana a tradições,
regulamentos e prescrições meramente humanas. De outro lado, o antinomianismo
transformou a liberdade em licença para a desobediência, como se a graça
abolisse toda obrigação moral diante de Deus.
As Escrituras rejeitam ambos os erros. A
verdadeira liberdade cristã não consiste em independência de Deus, nem em
autonomia moral do homem. Também não consiste em libertação da obediência. Pelo
contrário.
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A
liberdade cristã é a libertação de tudo aquilo que impede o homem de servir a
Deus conforme Sua vontade.
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É
liberdade da culpa do pecado, da condenação da Lei, do domínio de Satanás e da
escravidão das tradições humanas.
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É
também liberdade do poder dominador do pecado. Embora o pecado ainda permaneça
no crente durante esta vida, ele já não reina como senhor absoluto sobre
aqueles que foram unidos a Cristo. O domínio do pecado foi quebrado pela obra
redentora de Cristo e pela regeneração operada pelo Espírito Santo.
A culpa do pecado refere-se à condição jurídica do pecador
diante de Deus. O homem é culpado porque transgrediu a Lei divina e, por isso,
encontra-se debaixo da condenação. É essa realidade que Paulo descreve quando
afirma: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para
os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8.1). A justificação remove a
culpa e a condenação.
O domínio do pecado, por sua
vez, refere-se ao poder escravizador que o pecado exercia sobre o homem antes
da regeneração. Não é apenas questão de culpa diante do tribunal divino, mas de
escravidão prática do coração. Por isso Paulo afirma: “Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais
debaixo da lei, e sim da graça.” (Rm 6.14)
O crente continua pecando
nesta vida, mas o pecado já não reina sobre ele como senhor absoluto. O pecado
permanece, mas seu domínio foi quebrado.
Paulo em Romanos nos mostra muito bem essa progressão entre
os capítulos 6 e 8.
Ele trata incialmente da libertação da culpa do pecado apontando
para a justificação. Segue para a libertação do domínio do pecado demonstrando
a santificação iniciada e prossegue para o ponto final, onde há de se consumar
apenas no Juízo onde haverá uma total libertação da presença do pecado, a glorificação
futura.
Trata-se, portanto, da liberdade dos
filhos de Deus, adquirida pelo sangue de Cristo e aplicada eficazmente pelo
Espírito Santo.
1. O que é a liberdade cristã
Quando o Novo Testamento fala sobre liberdade, ele não parte da ideia moderna de autonomia individual. A mentalidade contemporânea frequentemente define liberdade como a capacidade de fazer tudo aquilo que se deseja. Contudo, a Escritura apresenta diagnóstico muito diferente da condição humana.
Cristo afirma de forma contundente: “Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é
escravo do pecado.” (Jo 8.34). Observando o contexto mais amplo,
Jesus está falando a judeus que alegavam possuir liberdade espiritual por serem
descendentes de Abraão. Entretanto, Cristo demonstra que a verdadeira
escravidão não é política nem social, mas moral e espiritual. O pecador não é
livre. Ele encontra-se preso ao domínio do pecado.
Paulo desenvolve essa mesma realidade quando
escreve: “Porque, quando éreis escravos do pecado,
estáveis isentos em relação à justiça... Agora, porém, libertados do pecado,
transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e,
por fim, a vida eterna.” (Rm 6.20,22). A libertação produzida por
Cristo não conduz à ausência de senhorio, ela conduz à troca de senhorio. O
homem deixa de servir ao pecado para servir a Deus.
Por isso, quando Paulo escreve “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou.” (Gl
5.1), ele não está ensinando independência moral, mas libertação da escravidão
espiritual. A verdadeira liberdade cristã consiste em poder servir a Deus
voluntariamente, por amor, mediante a obra regeneradora do Espírito Santo.
2. A consciência e seu papel diante de
Deus
A doutrina da liberdade cristã está diretamente ligada à doutrina da consciência.
A consciência pode ser entendida como
aquela faculdade moral pela qual o homem avalia suas ações à luz daquilo que
entende ser certo ou errado. Paulo descreve esse funcionamento quando fala dos
gentios: “Estes mostram a norma da lei gravada no
seu coração, testemunhando-lhes também a consciência e os seus pensamentos,
mutuamente acusando-se ou defendendo-se.” (Rm 2.15). A consciência
atua como testemunha interior. Ela acusa ou absolve. Ela aprova ou reprova.
Contudo, a consciência não é infalível. A Escritura fala de:
- consciência fraca (1Co 8.7);
- consciência cauterizada (1Tm 4.2);
- consciência contaminada (Tt 1.15);
- boa consciência (1Tm 1.5).
Isso demonstra que a consciência pode
estar correta ou equivocada.
Portanto, o cristão não deve seguir
simplesmente sua consciência como autoridade suprema. A consciência precisa ser
educada, corrigida e governada pela Palavra de Deus. Mesmo uma consciência
sincera pode estar errada. Mas uma consciência instruída pelas Escrituras
torna-se instrumento precioso para a vida cristã.
3. Deus é o único Senhor da consciência
Aqui chegamos ao coração da doutrina. Se a consciência deve responder a alguém, ela deve responder ao próprio Deus. Tiago afirma: “Um só é Legislador e Juiz, aquele que pode salvar e fazer perecer.” (Tg 4.12). A autoridade suprema pertence exclusivamente ao Senhor.
Isso significa que nenhum homem possui
direito de criar obrigações espirituais que Deus não estabeleceu. Foi
precisamente esse o erro dos fariseus e Cristo os repreendeu dizendo: “Em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de
homens.” (Mt 15.9)
Observe o contexto da passagem. Os
líderes religiosos haviam multiplicado tradições humanas e lhes atribuído
autoridade semelhante à Palavra de Deus. O problema não estava simplesmente na
existência de tradições, mas em transformar mandamentos humanos em exigências
divinas.
Paulo combate o mesmo erro quando
escreve: “Se morrestes com Cristo para os rudimentos
do mundo, por que, como se vivêsseis no mundo, vos sujeitais a ordenanças: não
manuseies isto, não proves aquilo, não toques aquiloutro? ... segundo os
preceitos e doutrinas dos homens.” (Cl 2.20-22).
A consciência pertence a Deus. Concílios,
sínodos, pastores, presbíteros, tradições, instituições eclesiásticas, todos
possuem autoridade legítima, mas apenas dentro dos limites estabelecidos pela
própria Escritura.
4. Contra o legalismo
A doutrina da liberdade cristã funciona como poderosa proteção contra o legalismo.
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Legalismo
não é simplesmente defender obediência à Lei de Deus.
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Legalismo
é acrescentar à Lei de Deus exigências que Deus nunca ordenou.
Os fariseus tornaram-se exemplo clássico
desse erro.
Cristo diz: “Atam
fardos pesados e difíceis de carregar e os põem sobre os ombros dos homens.”
(Mt 23.4). Eles multiplicavam regras humanas e exigiam submissão a elas como se
fossem mandamentos divinos.
Esse perigo nunca desapareceu da
história da igreja.
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Sempre
que homens transformam opiniões pessoais em obrigação espiritual universal, a
liberdade cristã é ameaçada.
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Sempre
que preferências culturais recebem status de mandamento divino, a consciência é
colocada em servidão.
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Sempre
que a tradição é elevada acima das Escrituras, o legalismo reaparece.
A igreja possui autoridade real, mas não
possui autoridade para criar pecados onde Deus não declarou pecado.
5. Contra o antinomianismo
Entretanto, a liberdade cristã também destrói o erro oposto. Alguns imaginam que a graça elimina qualquer obrigação moral. Esse erro já existia nos dias apostólicos. Paulo responde: “Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? De modo nenhum!” (Rm 6.1-2). A liberdade cristã não é liberdade para pecar.
Cristo jamais aboliu a Lei Moral. Pelo
contrário, Ele diz: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim
para revogar, vim para cumprir.” (Mt 5.17). “Cumprir”
não é abolir. Da mesma forma, outros termos frequentemente utilizados no Novo
Testamento são muitas vezes interpretados equivocadamente como se significassem
extinção da Lei de Deus. Expressões como “consumar”
(Rm 10.4), “confirmar” (Rm 3.31), “estabelecer” (Rm 3.31), “satisfazer” (Rm 8.4), “aperfeiçoar”
(Hb 7.19; 10.14), “gravar no coração” (Hb
8.10), “escrever no coração” (Jr 31.33;
Hb 10.16) e até mesmo “cumprir plenamente”
(Gl 5.14) jamais carregam a ideia de anulação da vontade moral de Deus. Pelo
contrário, apontam para sua realização, confirmação, internalização ou perfeita
observância em Cristo e em Seu povo.
Particularmente importante é Romanos
3.31, onde Paulo antecipa precisamente a acusação antinomiana: “Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma!
Antes, confirmamos a lei.” O apóstolo não poderia ser mais
explícito. A fé não destrói a Lei; a fé a estabelece em seu devido lugar.
Quando Cristo cumpre a Lei, Ele não a extingue, mas realiza perfeitamente tudo
aquilo que ela exigia. Quando o Espírito escreve a Lei no coração dos crentes,
Ele não elimina seus preceitos, mas produz obediência voluntária àquilo que
Deus sempre ordenou.
Um texto que particularmente merece
nossa atenção é Romanos 10.4, onde Paulo afirma: “Porque
o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê.”
Frequentemente esse versículo é utilizado como se ensinasse a abolição da Lei
de Deus. Contudo, tal interpretação encontra sérias dificuldades quando
confrontada com o restante do ensino bíblico e com o próprio contexto da
epístola.
O termo grego traduzido por “fim” é τέλος (telos).
Embora possa, em determinados contextos, referir-se a término, ele também
possui o sentido de alvo, objetivo, propósito, finalidade ou culminação. O
contexto é que deve determinar qual sentido está sendo empregado ao termo.
Em Romanos 10, Paulo está discutindo a
justiça. Os judeus buscavam estabelecer sua própria justiça mediante as obras
da Lei, enquanto Deus revelou em Cristo a justiça recebida pela fé. Nesse
contexto, Cristo aparece como o alvo para o qual a Lei sempre apontou, a
culminação de tudo aquilo que ela anunciava e exigia.
Esse entendimento harmoniza-se
perfeitamente com outra afirmação do próprio Paulo em Gálatas 3.24: “De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a
Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé.” O termo
traduzido por “aio” refere-se ao paidagogos, uma figura responsável por
conduzir e supervisionar a criança até sua maturidade. A imagem utilizada por
Paulo é extremamente significativa. A Lei não aparece como algo sem propósito
ou destinado à extinção, mas como instrumento divinamente estabelecido para
conduzir o pecador até Cristo.
A própria função do guia demonstra a
direção para a qual ele aponta. O objetivo da Lei sempre foi conduzir os homens
ao Salvador prometido. Ela revela o pecado, expõe a incapacidade humana,
manifesta a santidade de Deus e prepara o caminho para a fé em Cristo. Nesse
sentido, Cristo é o τέλος (telos) da Lei: seu alvo, sua finalidade e sua
culminação redentiva.
Portanto, tanto Romanos 10.4 quanto
Gálatas 3.24 apontam na mesma direção. A Lei não é apresentada como algo
abolido ou destruído por Cristo, mas como algo que encontra nEle seu pleno
propósito. Ela aponta para Cristo; Ele é o seu cumprimento. Ela conduz a
Cristo; Ele é sua finalidade. Ela prepara o caminho para Cristo; Ele é sua
culminação.
Interpretar (fim
Rm 10.4) telos como simples
extinção da Lei produz tensão desnecessária com diversas passagens das próprias
Escrituras. O mesmo Cristo que é chamado de telos
da Lei declarou: “Não penseis que vim revogar a Lei
ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir.” (Mt 5.17).
Da mesma forma, o mesmo Paulo pergunta: “Anulamos,
pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei.”
(Rm 3.31). Portanto, o próprio apóstolo exclui explicitamente a ideia de que a fé
em Cristo destrua ou torne sem efeito a Lei de Deus.
Cristo não é apresentado como o
destruidor da Lei, mas como sua perfeita realização. Nele a Lei encontra seu
cumprimento pleno; Nele suas promessas alcançam sua consumação; Nele suas
figuras encontram sua realidade; Nele suas exigências são perfeitamente
satisfeitas. Por isso, Romanos 10.4 deve ser entendido em harmonia com todo o
testemunho bíblico: Cristo é o alvo, a finalidade e a culminação da Lei, e não
sua abolição.
Por essa razão, interpretar “cumprir”, “consumar”,
“aperfeiçoar” ou “confirmar” como sinônimos de abolir é inverter
completamente o sentido que os próprios autores bíblicos atribuem a esses
termos. A obra de Cristo não destrói a Lei Moral; ela remove sua condenação
sobre os eleitos e restaura neles a capacidade de obedecê-la para a glória de
Deus.
Quando Cristo resume a Lei em amor a
Deus e amor ao próximo (Mt 22.37-40), Ele não elimina o Decálogo. Ele demonstra
que os Dez Mandamentos encontram sua unidade nesses dois grandes princípios.
·
Os
quatro primeiros mandamentos explicam como amar a Deus.
·
Os
seis últimos explicam como amar o próximo.
Portanto, a liberdade cristã não
consiste em viver sem Lei. Consiste em obedecer à Lei de Deus como filhos e não
como escravos.
6. As coisas indiferentes
As Escrituras também ensinam que existem
questões nas quais Deus não estabeleceu mandamento específico. Historicamente,
essas questões foram chamadas de adiáforas, ou coisas indiferentes.
Romanos 14 é fundamental nesse assunto. Ali
Paulo trata de diferenças relacionadas à alimentação e à observância de
determinados dias. O apóstolo não transforma tais questões em testes de
ortodoxia. Pelo contrário. Ele afirma: “Quem és tu
que julgas o servo alheio?” (Rm 14.4). E também: “Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente.”
(Rm 14.5).
Onde Deus ordena, devemos obedecer.
Onde Deus proíbe, devemos nos abster.
Mas onde Deus não legislou, a igreja
deve evitar transformar opiniões pessoais em mandamentos universais.
7. O amor limita o exercício da
liberdade
Contudo, a liberdade cristã nunca é
egoísta. Paulo escreve: “Porque vós, irmãos, fostes
chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne;
sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor.” (Gl 5.13)
O cristão não pergunta apenas: “Posso
fazer isto?” Ele também pergunta: “Isso edifica?” “Isso ajuda meu irmão?” “Isso
glorifica a Deus?” Por isso Paulo afirma: “Todas as
coisas são lícitas, mas nem todas convêm.” (1Co 10.23). A liberdade
deve ser governada pelo amor.
8. Liberdade cristã e autoridade da
igreja
A igreja possui autoridade real dada por
Cristo. Isso foi demonstrado quando tratamos das chaves do reino, da disciplina
e do governo eclesiástico em tema anterior. Entretanto, essa autoridade é
ministerial e declarativa, ela não é legislativa. A igreja simplesmente aplica
a Palavra , ela não cria a Palavra. A igreja interpreta a revelação, ela não
produz nova revelação. A igreja proclama aquilo que Deus determinou, ela não
estabelece novos mandamentos.
Por isso Paulo escreve aos coríntios: “Não que dominemos sobre a vossa fé; antes, cooperamos para a
vossa alegria.” (2Co 1.24). Assim, a autoridade da igreja é real, mas
é limitada. Ela termina onde termina a autoridade das Escrituras.
9. A liberdade cristã e o culto
Essa doutrina possui profunda conexão
com o culto público. O princípio regulador protege precisamente a liberdade da
consciência. Se Deus ordenou algo para o culto, a igreja deve obedecer. Se Deus
não ordenou, ninguém possui autoridade para exigir. É exatamente esse princípio
que aparece em: “Tudo o que eu te ordeno,
observarás; nada lhe acrescentarás, nem diminuirás.” (Dt 12.32). A
consciência do crente não deve ser escravizada por invenções religiosas.
O culto pertence a Deus. E somente Deus
possui autoridade para determinar como deseja ser adorado.
10. A liberdade dos filhos de Deus
A liberdade cristã alcança sua expressão mais gloriosa na obra redentora de Cristo. Paulo demonstra quando diz: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.” (Rm 8.1). O cristão foi libertado: da culpa; da condenação; do domínio do pecado; do poder de Satanás; da escravidão das tradições humanas. Além disso, foi recebido como filho. “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção.” (Rm 8.15). Contudo a liberdade cristã:
- não é independência, é adoção.
- não é autonomia, é reconciliação.
- não é ausência de senhorio, é submissão alegre ao senhorio de Cristo.
Por isso, a verdadeira liberdade
floresce somente debaixo da autoridade das Escrituras. O cristão é livre da
condenação da Lei, mas não é livre da obediência à Lei. É livre das tradições
humanas, mas não da Palavra de Deus. É livre da tirania dos homens, mas não do
governo de Cristo. E precisamente porque Deus é o único Senhor da consciência,
nenhuma autoridade terrena possui o direito de exigir aquilo que Deus não
ordenou nem de proibir aquilo que Deus não proibiu.
A liberdade cristã é, em última análise,
a liberdade dos filhos que foram resgatados pelo Filho para viverem para a
glória do Pai.
Soli Deo Gloria.
Rev. Júlio Pinto
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