“Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor.” (Deuteronômio 6.4)
“Pois há três que dão testemunho no céu: o Pai, a Palavra e o Espírito Santo; e estes três são um.” (1 João 5.7)
“Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.” (João 4.24)
Ainda falando sobre os atributos incomunicáveis de Deus, agora, chegamos a uma verdade que exige cuidado e precisão: Deus é simples.
A simplicidade de Deus não significa que Ele seja “simples” no sentido de fácil de compreender, mas que Ele não é composto de partes. Deus não é formado por elementos que, juntos, constituem o Seu ser. Ele é absolutamente uno.
A Escritura afirma, de forma clara, que Deus é um só. Ao mesmo tempo, revela a distinção pessoal entre Pai, Palavra e Espírito Santo, e declara que *“estes três são um”*. Isso nos mostra que a unidade de Deus não é uma unidade de composição, como se partes formassem um todo, mas uma unidade de essência. Deus não é dividido entre as pessoas, nem formado pela soma delas; Ele é um único ser divino subsistindo eternamente em três pessoas.
Isso significa que Deus não possui atributos como se fossem qualidades separadas ou adicionadas a Ele. Seus atributos não são partes de Deus, mas expressões do próprio ser divino.
Deus não é uma soma de amor, justiça, poder e sabedoria. Ele é plenamente Deus em tudo o que é. Seu amor é Deus amando. Sua justiça é Deus sendo justo. Sua sabedoria é Deus sendo sábio.
Não há divisões em Deus. Não há composição. Não há mistura de elementos. Tudo o que há em Deus é o próprio Deus.
Essa verdade protege a doutrina de Deus de muitos erros. Se Deus fosse composto, dependeria das partes que O constituem. E, se dependesse de algo, não seria absoluto. Mas Deus é independente, perfeito e suficiente em Si mesmo.
Além disso, a simplicidade de Deus nos ajuda a entender que Seus atributos não entram em conflito. Seu amor não compete com Sua justiça. Sua misericórdia não diminui Sua santidade. Tudo em Deus está em perfeita harmonia, porque tudo é o próprio Deus.
Isso também nos impede de moldar Deus à nossa imagem. Muitas vezes, o homem tenta enfatizar um atributo de Deus e minimizar outros, como se pudesse escolher como Deus deve ser. Mas Deus não pode ser dividido. Ele deve ser conhecido como Ele é.
E essa verdade tem implicações profundas.
Primeiro, ela nos conduz à adoração reverente. Deus é absolutamente perfeito em Seu ser, sem composição, sem dependência, sem limitação.
Segundo, ela nos corrige. Não podemos reduzir Deus a aspectos que nos agradam. Devemos recebê-Lo em toda a plenitude do Seu ser.
Terceiro, ela fortalece nossa confiança. Um Deus simples não é instável nem contraditório. Tudo o que Ele é permanece perfeitamente coerente.
Portanto, a simplicidade de Deus não é apenas uma formulação teológica, mas uma verdade que preserva a pureza do nosso entendimento e a firmeza da nossa fé.
Conhecer a Deus como Ele é: uno, perfeito e indivisível; compreender isso é essencial para adorá-Lo corretamente.
Rev. Julio Pinto
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