quarta-feira, 22 de abril de 2026

Tema 8 - Os Atributos de Deus: conhecendo quem Deus é

Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.” (1 João 4:8)

Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.” (João 4:24)

Depois de afirmarmos que Deus existe e que Ele Se revela, agora damos um passo ainda mais profundo: quem Deus é?

É aqui que entramos no estudo dos atributos de Deus.

A palavra “atributo” pode causar certa confusão. Não usamos esse termo como se estivéssemos “atribuindo” algo a Deus, como quem acrescenta uma qualidade que Ele poderia ou não ter. Isso seria impróprio, pois Deus não recebe nada de fora de Si mesmo. Pelo contrário, quando falamos de atributos, estamos nos referindo àquilo que é inerente ao próprio ser de Deus — às Suas perfeições eternas, que pertencem a Ele necessariamente e que não podem ser separadas dEle.

Atributos, portanto, são as perfeições do ser de Deus; aquilo que Ele é em Si mesmo. Não são qualidades que Deus adquiriu, nem partes que, juntas, formam quem Ele é. Deus não é composto. Ele é simples, no sentido de que tudo o que há nEle é plenamente Deus.

Isso significa que não podemos pensar que Deus é “um pouco amor”, “um pouco justiça” ou “um pouco poder”. Tudo o que Deus é, Ele é plenamente. Seu amor é perfeito, Sua justiça é perfeita, Sua sabedoria é perfeita.

Além disso, os atributos não estão separados uns dos outros. O amor de Deus é justo. A justiça de Deus é santa. A santidade de Deus é amorosa. Tudo em Deus está em perfeita harmonia.

Esses textos nos mostram algo importante: quando a Bíblia diz que “Deus é amor” ou que “Deus é espírito”, ela não está apenas descrevendo algo que Deus possui, mas algo que Ele é.

Por isso, conhecer os atributos de Deus não é acumular informações teológicas, mas crescer no conhecimento do próprio Deus.

E há um cuidado essencial aqui: não podemos definir os atributos de Deus a partir da nossa experiência humana. Não é o nosso amor que define o amor de Deus, é o contrário. Deus é o padrão.

Isso nos leva a uma postura de humildade. Em vez de moldar Deus à nossa imagem, somos chamados a reformar nosso entendimento à luz de quem Ele revelou ser.

Estudar os atributos de Deus, portanto, não é um exercício abstrato. É um chamado à adoração, à reverência e à transformação.

Quanto mais conhecemos a Deus como Ele é, mais percebemos quem somos; e mais somos conduzidos a confiar nEle.

Rev. Julio Pinto 

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