sexta-feira, 8 de abril de 2011

Por que uma única Bíblia e tantas religiões e denominações? PARTE 2

Para entendermos melhor vamos dividir as religiões que aceitam a Bíblia como sendo a verdade de Deus revelada aos homens em três grupos maiores que são a Igreja Católica (I.C.A.R.), a Igreja Evangélica Pentecostal com suas diversas denominações, que será analisada juntamente com a Neopentecostal também com suas denominações e a Igreja Reformada (igrejas oriundas da reforma do século XVI) idem. Os outros grupos que não aceitam a Palavra como fonte de autoridade revelada por Deus, de cara, serão descartados, pois não é nosso propósito elucidá-los aqui.
A I.C.A.R. tem em sua base hermenêutica o princípio de que a tradição da igreja tem valor igual ou superior às Escrituras (Bíblia); bem como a palavra do papa que é entendida como sendo autoritativa e equivalente também à escritura. Assim sendo, podemos entender como pode acontecer de existir práticas estranhas à Palavra de Deus dentro da igreja católica como, por exemplo, a veneração aos santos e o uso de imagens de escultura que são doutrinas baseadas em livros tradicionalmente históricos, contudo não inspirados, que são os livros apócrifos acrescidos a Bíblia no concilio de Trento há apenas cinco séculos atrás. Até então, estes livros eram considerados apenas históricos, enquanto  os livros inspirados fazem parte do cânon bíblico desde o final do segundo século para o Novo Testamento e de, pelo menos, cinco séculos antes de Cristo para os últimos livros do Antigo Testamento, e de mais de vinte séculos para os primeiros escritos. Pois estas práticas se relacionam com a tradição destes livros históricos e não com a Bíblia, causando assim um choque de idéias entre o campo da tradição e o campo da revelação (Bíblia). (Gálatas 1.6)
As igrejas pentecostais e neopentecostais se aproximam bastante em sua hermenêutica. Crêem que a Bíblia é a Palavra revelada de Deus e que deve ser a nossa regra de fé e prática. Mas ambas colocam a experiência espiritual de cada indivíduo como parte desta revelação de Deus, como regra de fé e prática para serem seguidas e praticadas. Aqui neste ponto há um divórcio entre as duas. As pentecostais chegam ao máximo de igualar a experiência (pragmatismo) à revelação em autoridade; e as neopentecostais colocam o pragmatismo acima da autoridade da Revelação Escrita. É evidente que se questionados por esta ótica a negação será inevitável, mas na prática é exatamente o que acontece. (Mateus 24.24; 2 Pedro 2.1)
Em situações vividas por membros destas igrejas, mesmo que seja algo regido única e exclusivamente pela emoção, o que é cem por cento dos casos, são colocados como verdades espirituais vívidas, válidas e com o mesmo peso de autoridade da Palavra ou acima dela.   (Gálatas 1.8)

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