segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Vamos acabar com a páscoa e permitirmos a bebedeira e o fumo!



             Quando escrevi acerca do natal já mudaram as palavras que afirmei e que estamos querendo acabar com o natal e que o próximo passo seria acabar com a páscoa, permitir a bebedeira e o fumo. Mas afinal, o que uma coisa tem a ver com a outra? Além do mais não podemos acabar o que nunca foi instituído na Bíblia, na igreja primitiva, ou na igreja dos primeiros séculos, a comemoração natalina em 25 de dezembro. Aceitar passivamente por que a nossa cultura permitiu e incutiu nas mentes dos incautos a comemoração natalina tal qual estabelecida pela igreja Católica (ICAR) desviada da Palavra, acabaremos com a páscoa e permitiremos a bebedeira e o fumo? Então vejamos por partes.
               Primeiramente a páscoa foi uma ordenança dada por Deus em moldes específicos no AT. Se não estou esquecido o Senhor Jesus, Ele mesmo apresentou nova forma desta comemoração, com pão e vinho, a fim de celebrar e anunciar a sua morte até que Ele volte, como lembra Paulo em I Coríntios 11. Ele não estabeleceu que a páscoa, agora ceia, fosse comemorada nos mesmos moldes do AT, com carne de cordeiro (que prefigurava a Cristo), pão, ervas amargas. A ceia continua com os mesmos elementos, o Cordeiro já foi morto, mas não precisa ser morto novamente (comemorar a páscoa com carne de cordeiro), pois era tipo de Cristo, agora o pão representando seu corpo (cordeiro morto) e o vinho seu sangue. E quando Cristo veio apagou e tornou espúrio toda sombra que existia no AT sobre si mesmo. Comemorar a páscoa com o cordeiro hoje é um insulto a obra consumada de Cristo na cruz, chegando ao ponto da heresia praticada. Por isso ele deixou e ordenou pão e vinho, sendo ele mesmo o cordeiro pascal. “Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento. Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado” (1 Coríntios 5:7). 
               Segundamente bebedeira é permitido? Nunca foi permitido! A bebedeira, sempre foi considerada pecado. Mas também nunca lemos na Bíblia que beber é pecado. O limite é o que está estabelecido como um dos frutos do Espírito: domínio próprio. Alguns que tem problemas com bebida e até já participaram do AA afirmam que o que se deve evitar é o primeiro gole. Mas novamente esse não é um princípio escriturístico, uma vez que a própria ceia foi ordenada a ser servida com vinho não com suco de uva. O domínio próprio não é evitar a situação de beber o primeiro gole, é você controlar o impulso de querer o segundo, o terceiro... Evitar o primeiro gole é saber que não se tem o domínio próprio quando for exposto a ele e que sabe que vai querer o segundo. Além do mais, como faziam com esta questão os beberrões de vinho na hora da ceia de que Paulo falou em I Coríntios 11? Sua palavra quanto a isso não foi: não bebam mais vinho, mas suco de uva. Sua palavra foi: Não tendes, porventura, casas onde comer e beber? (v.22). Ou seja: querem beber, bebam em casa. Com isso Paulo também não está também liberando o uso desmedido da bebida. Pois o mesmo Paulo afirmou:  “E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução...” (Efésios 5:18)
               E quanto ao fumo? Muitos homens que despontaram como reformadores, e homens de teologia reformada faziam uso do fumo, das mais variadas formas. Cachimbo, charuto, etc. Até pouco tempo atrás, um grande homem de Deus, reformado, veio ao Brasil implantar um curso de mestrado em teologia, algo inédito por aqui naquela época. Detalhe: ele fumava cachimbo. Mas, durante seu tempo aqui, notou que nenhum crente Brasileiro fumava e questionou o motivo. Então lhe deram a resposta do fato que essa foi uma influência pentecostal na igreja no Brasil. Não sou contra este princípio, pelo contrário, é válido. Então lhe apontaram o texto de 1 Coríntios 3:17:  “Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado”. Como o fumo provoca a destruição no organismo, a mensagem foi entendida e a partir daquele dia nunca mais aquele homem de Deus fez uso do seu cachimbo. Isso é que é uma verdadeira vida santa diante de Deus, reconhecer o seu erro quando lhe é provado na Escritura.
               Mas muitos hoje que se declaram cristãos, preferem ficar com a tradição ao invés do que está claramente na Escritura, ou que claramente não está. Estes são insubmissos e distorcem o que está sendo dito para ganhar simpatizantes de suas doutrinas tradicionalmente herdadas do catolicismo. Estão cegos e nada fazem para buscar ao menos entender o que o outro está dizendo. Preferem criar divergências pessoais a divergência de idéias.
( http://revjuliopinto.blogspot.com/2011/08/o-evangelho-da-boa-vizinhanca.html )

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